MARINA
sábado, 21 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
No - 133 – COLUNA DO SARDINHA
DE APAGÃO EM APAGÃO
O dia dez de novembro fez lembrar os tempos bicudos de FHC. Justamente agora que o Ministério de Minas e Energia engalfinha-se numa aparente e interminável disputa com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para ver quem são os culpados por um erro de cálculo nos reajustes nos preços de energia, que estão causando incontáveis prejuízos aos consumidores, segundo estimativa, só no ano passado superaram o um bilhão de reais, um apagão na estrela petista, traz o presidente a uma realidade muito diferente da que vive nas fantasias das intermináveis viagens por hotéis cinco estrelas pelo mundo afora.
O Brasil deve ter mudado, mas só na forma, porquê no fundo é tudo a mesma coisa, apresentando porém agora, um componente novo, que era tão sentido em épocas anteriores.
Talvez, por causa da maciça propaganda que a mídia martela, uma verdadeira lavagem cerebral, diuturnamente, o brasileiro perdeu a capacidade de indignar-se.
Não estamos falando só do indiferente, para quem o exercício da cidadania “não lhe diz respeito”, daquele que “não tem tempo”, mas da maioria de todos nós.
O brasileiro não é um povo “ordeiro, pacato”, como sempre quiseram nos fazer crer. O brasileiro é omisso por natureza - por isso o sucesso das “bolsa família” e agora “bolsa celular” (valha-nos! A que ponto chegamos) - e se puder transferir para outrem a tarefa até de pensar, é com ele mesmo!
No entanto, tal não se admite dos formadores de opinião, dos institutos de proteção ao consumidor, do Ministério Público e até do Judiciário, que tem obrigação até constitucional de zelar pelos direitos do cidadão.
Não se concebe que apenas Ministério e ANEEL discutam indefinidamente, com demonstrada má vontade, sem que os órgãos de defesa do consumidor disponíveis participem dessa discussão para apurar responsabilidades e determinar quem irá nos ressarcir dos prejuízos causados por aumentos indevidos.
APAGÃO
O Ministério das Minas e Energia é a galinha dos ovos de ouro do governo federal e pelo seu aspecto altamente técnico deveria ser conferido a um expert na área. Mas não é bem assim, no país dos omissos, o Ministério é usado para barganhas políticas.
Edson Lobão, homem de Sarney, foi guindado ao cargo por influência de seu padrinho e demonstrou no episódio do apagão ser jejuno na matéria.
Na entrevista coletiva que concedeu ao lado do Administrador Nacional do Sistema (elétrico) ambos, apressaram-se em jogar a culpa pelo apagão numa tempestade de raios havida entre os estados do Paraná e São Paulo. O Paraguai aponta para uma eventual pane em São Paulo – Capital. Se certo Lobão, possíveis ações para ressarcimento de danos decorrentes do apagão estariam obstaculizadas, pois eventos naturais, que não dependem da vontade do homem, não são indenizáveis. O que não ocorreria, se aceita a tese paraguaia.
Nesta batalha de declarações e suposições esperemos que ambos os lados estejam errados, pois caso contrário a fragilidade do sistema estará mais que comprovada, pois, se panes no sistema de distribuição (linhões, estações e subestações) podem afetar usinas geradoras – no caso Itaipu, que ficou paralisada por quatro horas – nosso futuro elétrico estará nas mãos do imponderável e dos irresponsáveis.
E mais uma vez seremos chamados a pagar a conta dos prejuízos causados pelo apagão que deverá ser distribuída irmãmente entre nós, os contumazes omissos, que habitam este país.
Luiz Bosco Sardinha Machado
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
PATO DONALD, A SAIA JUSTA DE GEISY, O LULA ANALFABETO DE CAETANO E A DURA VERDADE NÃO-OFICIAL SOBRE O APAGÃO
Tom Capri
(Entenda por que não somos ouvidos nem respeitados)
Dedicado a Gerd Wenzel, pelo seu lúcido artigo sobre a Alemanha após a queda do Muro de Berlim Jornalista aqui criticado: Daniel Piza.
Já disse aqui que, de vez em quando, Luis Fernando Verissimo me derruba. A última foi neste domingo, no Estadão, com seu ‘Pato Donald’, história curta e simples que diz muito e mexeu comigo, me comoveu (Caderno Cultura, p. D16). De repente, o marido --- 25 anos de casamento --- constata que nunca entendeu o que Pato Donald dizia. Isto começa a exercer efeito altamente perturbador sobre ele. Seria por causa daquela voz impossível de entender? Ou porque era Donald, e o pato não merece ser levado a sério? E o que este homem perdeu por não ter entendido Donald? Será que o maior dos ensinamentos? Quantos de nós somos Pato Donald e ninguém nos ouve?
Até nossos intelectuais mais graduados não dão ouvidos nem entendem um Pato Donald. Se você é um deles como eu, sabe do que estou falando. As pessoas condicionaram-se a ouvir e a entender só os porta-vozes da verdade oficial. Nós, anônimos e invisíveis, ouvimos e entendemos aquilo que já está sacramentado e instituído. Nossas convicções --- normalmente falsas ou equivocadas --- são baseadas nas verdades oficiais. Não ouvimos mais o que esbarra em nossas crenças e ilusões. Fere nossos ouvidos, não damos crédito.
Por exemplo, ninguém dá ouvidos a minorias, mendigos, drogados, gente comum que passa pelas ruas, em suma, a um Pato Donald, por mais que ele esteja certo no que diz. Só que, por sofrerem a sina do isolamento e serem considerados “problema”, eles portam as verdades do mundo, que quase sempre destoam da oficial. Não os registramos mais.
É frequente que suas almas, apequenadas e reduzidas a coisa, se abram gritando verdades verdadeiras, mas já calejamos nossos ouvidos para não escutá-las nem decifrar o que clamam. Estamos condicionados a não entendê-los não tanto pela voz estranha de pato, mas porque se trata de Pato Donald, e é perda de tempo
registrar o que diz, ainda mais por se tratar de alguém que, bem... Teria algo a dizer?
No texto de Verissimo, o marido nunca entendeu Pato Donald e isto agora o incomoda. Teria perdido muita coisa? Vá lá saber. De repente, Donald deve ter dito algo decisivo que mudaria sua vida e que ele jamais poderia ter perdido. A chave para o conhecimento? A deixa para a definitiva percepção das verdades verdadeiras? Algo que ele precisava saber e que se perdeu porque ele não entendia Donald? A mulher dele fica indignada: “Você não perdeu nada. O que o Pato Donald teria de importante para dizer?” Mas quem prova que Pato Donald jamais disse nada de importante, se ele nunca é ouvido?
Geisy Arruda, a estudante expulsa da Uniban, era um Pato Donald. Também invisível, ninguém dava ouvidos a ela, daí não entender o que dizia. Pobre, ela queria apenas ‘ser’ alguém. A saída foi pôr as pernas de fora numa saia justa, a única linguagem que chama a atenção dos porta-vozes da verdade oficial. Pagou caro, com o bullying que sofreu (hostilizada física e moralmente) e a expulsão da Uniban. Mas foi compensada: só Pelé, Lula e Ronaldo Fenômeno tornaram-se tão conhecidos no exterior. Isto é, a Geisy Pato Donald ficou para trás e agora a nova Geisy se prepara para posar nua, com a vida já feita.
Lula era outro Pato Donald. Um dia, começou a ser ouvido no ABC, mudou o sindicalismo brasileiro e chegou à presidência da República. Um Pato Donald que deu certo. Ou seja, que se superou e, por isso, deixou de ser Pato Donald. Até o dia em que um certo Caetano Veloso chamou para si os holofotes, lembrando à Nação que Lula na verdade nunca deixou de ser Pato Donald, por continuar “analfabeto” e “cafona”. Inclusive, este era o motivo pelo qual ele, Caetano, não votaria em Dilma, mas sim em Marina, que é alfabetizada. Na verdade, o compositor queria transformar isso que disse de Lula em verdade oficial, mas quebrou a cara. Não podia imaginar que ele é quem acabaria se fazendo passar por Pato Donald, ao ser pouco ouvido e até desprezado.
Só as verdades oficiais ecoam e são ouvidas, e raramente questionadas. A elas nos condicionamos e nelas nos viciamos. E se é verdade oficial que Lula chegou à política como semianalfabeto, é verdade também que ser analfabeto, o próprio presidente já provou, não retira de ninguém as qualidades necessárias para presidir um País. Enfim, Caetano desta vez se deu mal, algo raro de acontecer num porta-voz da oficialidade, que geralmente tem a força e ganha mais do que perde.
No Brasil, o Professor Delfim Netto é o mais preparado, arguto e sofisticado porta-voz das verdades oficiais, as quais defende com brilho. Por isso, é ouvido dentro e fora do País, inclusive por Lula. Pode se dar ao luxo de anunciar, em artigos e comentários, medidas futuras do governo federal sem sequer mencioná-las abertamente.
Foi o que fez em sua coluna Sextante, da edição número 572 da revista Carta Capital. Nela, Delfim praticamente aconselha o governo Lula a, se não houver saída, derrubar o regime de câmbio flexível e até a adotar máxis, se a questão cambial atingir o limite do suportável. É o que Delfim fazia quando ministro de governos militares. Em nenhum momento, a expressão ‘máxi’, que tanto ajudou o ministro a sair do sufoco na época, é citada no artigo. E qualquer um que saiba ler tem facilidade em entendê-lo.
Delfim só não soube dizer se, no governo Lula, um eventual anúncio de possíveis máxis, quando adotadas, vazaria beneficiando amigos, como aconteceu no período em que ele era ministro. Assim agem os porta-vozes das verdades oficiais, sem terem consciência de que muitas vezes portam mentiras que passam por verdades, fazendo mal ao País.
O mundo está cheio de Pato Donald. Veja Michael Jackson. Por ser uma vítima da oficialidade, a qual rejeitou a vida inteira, ele nunca foi ouvido nem levado a sério, naquilo que disse. O mesmo de Jim Morrison, que enveredou pelas portas da percepção e brigou contra a oficialidade. Costumava dizer que quem não rompe com a oficialidade é um bosta. Como era “um drogado”, não foi levado a sério nas verdades que proferiu. Foi outro Pato Donald que, por nunca ter sido ouvido, também acabou não sendo entendido. A história oficial dita que morreu numa banheira na França, vítima de ataque cardíaco. As más línguas, que foi envenenado e assassinado pela CIA, a grande guardiã da oficialidade.
Doido para voltar a ser ufanista um dia, Daniel Piza é outro entusiasta das verdades oficiais. Articulista do Estadão que vai sempre ao delírio com a oficialidade, de quem é devoto, ele está sempre infeliz por ainda não ter encontrado nada no governo Lula que o tenha motivado a ufanar-se. Piza tem um espaço em sua coluna dominical Sinopse, chamado ‘Por que não me ufano’. Nele, mostra todos os podres que tem encontrado no país comandado por Lula e que o têm desmotivado a ufanar-se. A última dele é contra os fãs brasileiros de Michael Jackson. Segundo Piza, os fãs viram o documentário This is It com olhos de fanáticos, por isso não perceberam o “ritmo arrastado” e o “tom bajulador” do filme.
Preso à camisa-de-força das verdades oficiais, Piza não enxerga mais nada que possa vir a romper com suas convicções ou esbarrar nelas. Nessa sua coluna, dá sempre demonstrações de ser infenso às verdades verdadeiras, da mesma forma que o é às palavras do cantor pop ditas no filme: “Uns poucos (fãs de Michael) chegaram a se dizer emocionados com as falas dele sobre ‘salvar o mundo’ (ele não salvou nem Neverland)”, comenta Piza.
Ora, até criancinha que viu This is It percebeu: em nenhum momento, Michael Jackson fala em salvar o mundo nem se coloca como salvador. Ele apenas diz que o mundo está enfermo, deixa claro que é a vida regida pelo capital que está destruindo o Planeta e que é preciso fazer alguma coisa já, do contrário sucumbiremos. Ou seja, o cantor diz apenas que é preciso salvar o mundo, não que iria salvá-lo. Obviamente, Piza não ouviu nem registrou as palavras de Michael por ser ele um Pato Donald, ou seja, por não merecer crédito.
É o desprezo pelos invisíveis, por tudo quanto é Pato Donald que aí está. As verdades oficiais --- a oficialidade --- sempre prevalecem, até que um dia todas desabam e em seu lugar surgem novas, verdades verdadeiras que, num segundo momento, tornam-se também oficiais. O que se espera, da humanidade, é que faça proliferarem e vingarem, como verdades oficiais, as verdades realmente verdadeiras.
Por exemplo, o recente apagão. O que temos até aqui é a verdade oficial. Por que ninguém apostou ainda na versão de que pode ter sido ato de sabotagem para desestabilizar o governo Lula, em especial, a candidatura de Dilma? A ministra havia dito recentemente que não teríamos mais aqueles apagões que tanto haviam desgastado a imagem de FHC. Não seria surpresa se o recente apagão tivesse ocorrido por puro ato de sabotagem dos devotos da verdade oficial, para desmoralizar o Governo.
Acontece que a verdade verdadeira do episódio não interessa mais a ninguém, só a oficial. Não interessa ao Governo porque acirraria ânimos, ação nada inteligente agora, às vésperas do novo ano eleitoral. E também não interessa à oposição porque uma denúncia de ato de sabotagem, neste momento, poderia desmoralizá-la ainda mais. Valerá apenas para ajudar a oposição a tentar desmoralizar a candidatura de Dilma, o que já vem sendo feito no horário político, com efeito prático quase nulo, se não contrário: a oposição desmoraliza-se ainda mais e até se expõe ao ridículo sempre que se move nessa direção.
E você? Já fez revisão de seus pontos de vista e opiniões? Já se perguntou se eles estão mesmo corretos? O que mais nos trai e nos cega são nossas convicções, muitas delas equivocadas. Todo questionamento é sempre oportuno. Urge! Hoje, mais vale ser Pato Donald sem nada no bolso e impotente do que Mickey com gorda conta bancária, mas atolado em verdades oficiais, iludido de que elas trazem a felicidade. Os Mickey da vida é que sempre tropeçam e desabam com maior facilidade.
Seja um Pato Donald você também. Pelo menos assim você estará mais próximo da consciência, e só a verdade presta e garante a sobrevivência de nossa espécie. Abraços a todos, Tom Capri. (Veja a seguir como está a Alemanha no pós-queda do Muro de Berlim, na visão de Gerd Wenzel, do ESPN Brasil).
O VALOR DO DÓLAR - CARLOS GRAND
Sobre as declarações do atual ministro da fazenda sobre o valor do dólar, encaminho a você a carta que escrevi para o Jornal Valor há quatro anos e que, pelo visto, continua válido o seu contexto.Carta ao Jornal Valor publicada na edição de 24 de janeiro de 2005.
A notícia em primeira página deste Jornal, edição de hoje 21/01/2005, como se apresenta, faz parecer que a culpa pela perda de contratos do exportador novato é do câmbio, mas na realidade não será do próprio empresário?
O que significa de fato é que o dólar enfraqueceu e perdeu parte do seu poder de compra e quando isso acontece com a moeda de um país, em qualquer lugar do mundo, antes do importador efetuar qualquer compra, a prudência sugere rever as prioridades. E talvez a mercadoria destes que estão reclamando não esteja nas prioridades do importador que viu sua moeda perder valor de compra e desta forma exigindo mais do trabalho de marketing do exportador nacional.
O preço da mercadoria negociada com o importador é feita em dólares, e se todas as condições forem as mesmas do ano passado, prioridade do importador, preço, qualidade e pontualidade do exportador, não será por causa do câmbio que terá perdido o mercado;
Também sob outra análise, se com esses mesmos dólares o empresário compra menos reais não quer dizer absolutamente que ele “perdeu” dinheiro. O que acontece é que o real ficou com maior poder de compra. Isto é, com os mesmos reais o empresário poderá pagar seus custos que devem ser os mesmos para a mesma produção do ano anterior. E se não for assim, estaremos diagnosticando outras razões diferentes da variação do câmbio.
Mas se de fato sua matéria prima e demais custos de produção como a mão-de-obra, por exemplo, representam custos em dólares aí sim o empresário fica no prejuízo, pois se aumentar seu preço de venda que é em dólares poderá sim perder mercado. Mas será que é assim mesmo?
Creio que esta pressão para desvalorizar a nossa moeda é absurda e até imoral especialmente pelo momento econômico que estamos atravessando. Já vimos esse filme antes quando a desvalorização da nossa moeda, mais do que um acerto monetário proporcionou uma riqueza fabulosa a poucos em detrimento da maioria do povo brasileiro.
Nossa economia deve, entre outras coisas, ser fundada com recursos próprios empresariais, com gerenciamento moderno e inteligente, com abertura de capitais quando possível e cada vez, menos dependente de recursos governamentais ou de bancos comerciais.
Do governo espera-se com urgência as reformas fiscal, trabalhista e previdenciária. Espera-se com a mesma urgência a construção e recuperação da malha ferroviária e do sistema portuário para que não se tenha tantas perdas de produção durante o transporte, para que se tenha fretes mais baratos, para que se dependa menos da Petrobrás, para que não se fique refém de caminhoneiros e para que nossas estradas fiquem em melhores condições de tráfego com custos menores de conservação. Para que possamos defender com mais veemência o valor da nossa moeda e que ela adquira cada vez mais poder de compra.
.....................
Bem, esta foi a carta cujos argumentos continuam válidos. Acrescento, entretanto, que o governo tem em suas mãos o controle dos preços de importação e exportação com os impostos de importação e exportação. Desta forma, com mais atenção, regularia a produção e o consumo interno garantindo o trabalho e renda dos produtores nacionais inibindo a prática dos especuladores por demais conhecidos. Teríamos assim a garantia de uma moeda forte que significa poder aquisitivo, melhor controle de preços de produtos como alcool, açucar, combustíveis, leite e derivados, entre outros. De qualquer forma, é tema para um profundo estudo para quem deseja mesmo trabalhar para o país com competencia.
Carlos Grand
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
APAGÃO E IRRESPONSABILIDADE
Sete anos do PT no poder já seriam suficientes para que os diversos níveis e esferas de governo falassem a mesma língua como deveria ser.
Mas não é. O presidente Lula com a sua proverbial facilidade para dizer absurdos, parece que contagiou o resto do governo.
No caso do apagão, parece-nos que o Ministro Lobão (Minas e Energia), a Ministra Dilma (Casa Civil e ex- Minas e Energia) e Tarso Genro (Justiça) e outros funcionários menores, na ânsia de fazer média e desqualificar o incidente, que tem tudo de sério, passaram dos limites, com declarações e comunicados apressados, que contrariaram e desautorizaram o presidente, que declarara que assunto ainda iria ser apurado com rigor e estaria muito longe de uma solução.
Num país sério, com um presidente igualmente sério, o Ministro Lobão, que pode entender de várias coisas menos de energia, teria sido sumária e irrevogavelmente demitido, após o Comunicado Oficial de domingo (15/11) divulgado em todos os canais de televisão do país.
Segundo o Comunicado que virtualmente dispensa a realização de perícia, o agente causador do apagão seriam as causas naturais (raios).
Ora, se raios caídos em São Paulo comprometem o abastecimento de 18 Estados, suspendem o funcionamento de diversas hidrelétricas, inclusive Itaipu e duas usinas nucleares, estamos à beira de um verdadeiro caos anunciado.
E o que hoje é técnico, amanhã tende a virar político, pois o tratamento midiático dado a assunto tão grave, por Lobão e Cia está muito longe de vir a ser uma solução, mas sim, uma manobra para desqualificar as críticas, fundamentadas ou não, que por certo virão.
Pelo visto o governo Lula virou um campeonato de asneiras e uma guerra de desautorizações, que ganha quem suplantar o chefe Lula de maneira cabal e irrespondível e parece que nesse quesito, Lobão até agora é imbatível.
Luiz Bosco Sardinha Machado
LULA DESCARTA SABOTAGEM E DIZ QUE SÓ INVESTIGAÇÃO APONTARÁ CAUSA DE BLECAUTE

Da Agenda 2020
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que apenas as investigações vão determinar as causas do apagão que atingiu 18 Estados entre a noite de terça e a madrugada de quarta (11). Ele descartou a possibilidade de sabotagem e, sobre um possível novo apagão, afirmou que "as coisas só não têm chance de acontecer se Deus não quiser".
Para o presidente, todas as hipóteses para o blecaute apontadas até agora são "achismo". Lula afirmou que a análise das causas não é uma questão política, e sim técnica.
Horas após o apagão, o governo atribuiu as causas a problemas atmosféricos. Na quinta (11), tanto o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, como a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, consideraram o caso encerrado. O blecaute foi atribuído a "ventos, raios e chuvas".
Lula destacou que não há relação entre o apagão e a produção de energia elétrica. "A população brasileira tem que ter orgulho do sistema energético que é eficiente e robusto".
O presidente também afirmou que está acompanhando de perto as investigações sobre o caso e que já se encontrou com representantes da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e outros órgãos responsáveis. Ele diz que espera a conclusão das investigações para afirmar, de fato, quais foram as causas do blecaute.
"Se foi sobrecarga de energia vinda de Itaipu, nós vamos ver. Se foi uma falha humana, nós vamos ver. Se foi um raio, nós vamos ver", disse.
A única hipótese de causa do apagão descartada pelo presidente é a de sabotagem. Lula afirmou que não há razão para alguém querer prejudicar o Brasil e disse que o blecaute não afeta a imagem do governo.
Investigação
Nesta sexta, o corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), apresentou oficio à Mesa Diretora da Casa com o pedido para que a Polícia Federal seja convocada a participar das investigações sobre o apagão. No ofício dirigido ao ministro Tarso Genro (Justiça), Tuma argumenta que a PF tem peritos qualificados para investigar o ocorrido no local onde supostamente houve o corte de energia.
O blecaute, que atingiu 18 Estados e parte do Paraguai, durou aproximadamente quatro horas, de acordo com o governo federal.
De acordo com o ministro de Minas e Energia, descargas atmosféricas, ventos e chuvas muito fortes na região de Itaberá (SP) foram a causa do desligamento de três linhas de transmissão e o consequente desligamento da usina hidrelétrica de Itaipu.
O MPF (Ministério Público Federal) abriu um procedimento administrativo para apurar as causas e os responsáveis pelo blecaute. A Procuradoria pediu explicações ao Ministério de Minas e Energia, ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e Itaipu Binacional.
domingo, 15 de novembro de 2009
PESQUISA INDUSTRIAL MENSAL DE EMPREGO E SALÁRIO - fonte IBGE
Base: Setembro de 2009
Emprego industrial avança 0,4% em setembro
Taxa mostrou-se positiva pelo terceiro mês consecutivo, na série com ajuste sazonal. No confronto com igual mês do ano anterior, o resultado permaneceu negativo (-6,5%), o mesmo ocorrendo no acumulado jan-set/09 (-5,6%). O número de horas pagas avançou 1,1% na comparação mês/mês anterior (descontada a sazonalidade), mas continuou negativo frente ao mesmo mês do ano passado (-6,4%) e no acumulado dos nove primeiros meses do ano (-6,3%). A folha de pagamento real cresceu 1,7% na comparação mês/mês anterior, ficando negativa (-4,9%) em relação a set/08 e no acumulado neste ano (-2,5%).
PESSOAL OCUPADO ASSALARIADO
Em setembro, o emprego industrial avançou 0,4% frente ao mês anterior na série livre de influências sazonais, mantendo sequência de resultados positivos há três meses. Vale citar que, nesse período, foi registrado ganho de 1,0%, após recuo de 7,3% de outubro do ano passado a junho deste ano. Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral, que vinha apresentando menor ritmo de queda desde fevereiro último, assinalou a segunda taxa positiva consecutiva: 0,2% em agosto e 0,3% em setembro. No terceiro trimestre de 2009, ainda na série com ajuste sazonal, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o emprego industrial, ao avançar 0,3%, interrompeu três trimestres consecutivos de queda, período em que acumulou uma perda de 7,0%.
Na comparação com iguais períodos de 2008, os resultados permaneceram negativos: queda de 6,5% frente a setembro, décima taxa negativa consecutiva, recuo de 6,7% no confronto com o terceiro trimestre e perda de 5,6% no acumulado janeiro-setembro. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 4,2%, manteve a trajetória descendente iniciada em agosto do ano passado (3,0%).
Frente a setembro de 2008 (-6,5%), o contingente de trabalhadores reduziu-se em treze áreas investigadas, com destaque para as perdas vindas de São Paulo (-4,8%), Minas Gerais (-11,1%), região Norte e Centro-Oeste (-9,9%) e Rio Grande do Sul (-8,6%). No primeiro local, as principais contribuições negativas vieram de meios de transporte (-16,2%), produtos de metal (-13,4%) e máquinas e equipamentos (-10,5%); no segundo, os impactos de vestuário (-26,5%) e alimentos e bebidas (-6,9%) foram os mais relevantes; no terceiro, as maiores perdas foram assinaladas por madeira (-31,3%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-21,8%); e na indústria gaúcha, calçados e artigos de couro (-15,3%), máquinas e equipamentos (-11,6%) e meios de transporte (-16,0%) exerceram as principais influências negativas.
Ainda nesse tipo de comparação, no total do país, o emprego industrial recuou em dezesseis dos dezoito setores, com meios de transporte (-13,8%), máquinas e equipamentos (-11,5%), produtos de metal (-11,2%), madeira (-18,6%) e vestuário (-6,9%) exercendo as principais pressões negativas na média global, enquanto papel e gráfica (7,3%) e fumo (3,1%) foram os únicos resultados positivos.
Na análise trimestral, o emprego industrial recuou 6,7% no período julho-setembro deste ano, acelerando o ritmo de queda frente ao primeiro semestre do ano (-5,6%), com decréscimos de 4,0% no primeiro trimestre e de 6,2% no trimestre seguinte, todas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Para esse movimento, contribuíram as perdas observadas em doze áreas e em doze setores, com destaque para Espírito Santo, que passou de -6,7% no primeiro semestre para -11,6% no terceiro trimestre, e Minas Gerais (de -3,5% para -9,0%), entre os locais, e metalurgia básica (de -4,2% para -11,0%), refino de petróleo e álcool (de 1,7% para -4,9%), meios de transporte (de -7,6% para -13,3%), máquinas e equipamentos (de -6,9% para -12,1%) e indústrias extrativas (de -0,8% para -4,8%), entre os setores.
No indicador acumulado no ano, o nível do pessoal ocupado na indústria foi 5,6% menor do que em igual período do ano passado, resultado apoiado nos decréscimos observados nos quatorze locais e em dezessete ramos. Entre os locais, São Paulo (-4,2%), Minas Gerais (-8,4%), região Norte e Centro-Oeste (-9,0%) e Rio Grande do Sul (-7,5%) foram as principais contribuições negativas. Entre os setores investigados, no total do país, as pressões negativas mais relevantes permaneceram com meios de transporte (-9,5%), máquinas e equipamentos (-8,7%), vestuário (-8,6%), produtos de metal (-9,4%) e calçados e artigos de couro (-10,5%). Por outro lado, papel e gráfica (7,0%) apontou o único impacto positivo no resultado geral.
NÚMERO DE HORAS PAGAS
Em setembro, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria cresceu 1,1% em relação a agosto, na série livre de influências sazonais, acumulando ganho de 1,9% de junho a setembro. Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral apontou o segundo resultado positivo consecutivo: 0,3% em agosto e 0,4% em setembro. No terceiro trimestre de 2009, o número de horas pagas avançou 0,5% frente ao trimestre imediatamente anterior, série com ajuste sazonal, interrompendo três trimestres consecutivos de taxas negativas, período em que acumulou uma perda de 7,5%.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas recuou 6,4%, décimo primeiro resultado negativo consecutivo. No fechamento do terceiro trimestre de 2009, frente a igual período do ano anterior, o número de horas pagas também registrou queda (-7,0%), resultado próximo ao do segundo trimestre (-6,7%). O índice acumulado nos nove meses do ano permaneceu apontando redução (-6,3%). A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, prosseguiu em queda, passando de -4,0% em agosto para -4,8% em setembro.
No indicador mensal, o total de horas pagas refletiu o desempenho negativo nos quatorze locais e em dezesseis dos dezoito ramos pesquisados. No corte setorial, as maiores pressões negativas vieram de meios de transportes (-13,9%) e de máquinas e equipamentos (-13,7%). Por outro lado, papel e gráfica (6,2%) e fumo (10,4%) foram os únicos ramos que contribuíram positivamente.
Nesse mesmo confronto, os locais que mais influenciaram o resultado global foram: São Paulo (-4,2%), Minas Gerais (-10,6%), região Norte e Centro-Oeste (-11,0%) e Rio Grande do Sul (-9,3%). Em São Paulo, doze atividades investigadas reduziram o número de horas pagas, com destaque para meios de transportes (-16,9%) e máquinas e equipamentos (-12,7%). Em Minas Gerais, os impactos negativos mais relevantes ficaram com vestuário (-25,2%), alimentos e bebidas (-6,7%) e metalurgia básica (-17,2%). Na região Norte e Centro-Oeste, as contribuições negativas mais significativas vieram de madeira (-35,8%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-22,7%), enquanto no Rio Grande do Sul, calçados e couro (-16,2%), máquinas e equipamentos (-16,3%) e meios de transportes (-19,2%) foram os ramos que mais pressionaram negativamente.
No confronto por trimestres, o total de número de horas pagas recuou 7,0% no terceiro trimestre do ano, quarto resultado negativo nesse tipo de comparação, acentuando as quedas observadas no primeiro (-5,1%) e segundo (-6,7%) trimestres do ano, todas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.
No indicador acumulado nos nove meses do ano, frente a igual período do ano anterior, o número de horas pagas registrou queda de 6,3% decorrente, sobretudo, dos recuos nas quatorze áreas e em quinze dos dezoito segmentos. Por local, as maiores influências negativas vieram de São Paulo (-4,8%), Minas Gerais (-8,2%), região Norte e Centro-Oeste (-10,3%) e Rio Grande do Sul (-9,2%). No corte setorial, as principais quedas vieram de meios de transporte (-11,5%), máquinas e equipamentos (-11,2%), vestuário (-8,6%), produtos de metal (-9,5%) e borracha e plástico (-10,9%). Por outro lado, papel e gráfica (6,0%) sobressaiu com a contribuição positiva mais relevante.
Em síntese, na série com ajuste sazonal, o emprego industrial e o número de horas pagas registraram taxas positivas no confronto mês/mês anterior, influenciados pelo maior dinamismo na atividade produtiva ao longo de 2009. Os resultados do terceiro trimestre do ano frente ao trimestre imediatamente anterior, ainda na série com ajuste sazonal, confirmam essa recuperação, ao avançarem 0,3% e 0,5% respectivamente, com ambos interrompendo três trimestres consecutivos de índices negativos. Contudo, nas comparações contra iguais períodos do ano anterior, os resultados permaneceram negativos frente a setembro do ano passado, ao terceiro trimestre de 2008 e no acumulado no ano.
FOLHA DE PAGAMENTO REAL
Em setembro, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, ajustado sazonalmente, avançou 1,7% em relação ao mês imediatamente anterior, revertendo o resultado negativo assinalado em agosto (-0,5%). Com esse resultado, o indicador de média móvel trimestral cresceu 0,4% entre agosto e setembro, após recuar 0,7% no mês anterior. Em termos trimestrais, ainda na série ajustada sazonalmente, a folha de pagamento real recuou 0,3% frente ao segundo trimestre de 2009, quarto trimestre consecutivo de taxas negativas, período em que acumulou uma perda de 5,2%.
Nos confrontos com iguais períodos do ano anterior, os resultados prosseguiram negativos: -4,9% no indicador mensal, -5,0% no terceiro trimestre do ano e -2,5% no acumulado no ano. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 0,3% em agosto para -0,7% em setembro, permanece em trajetória descendente desde setembro de 2008 (6,7%).
Em setembro, o valor da folha de pagamento real recuou 4,9% em relação a igual mês do ano anterior, com taxas negativas em onze dos quatorze locais pesquisados. A maior influência negativa veio de São Paulo (-5,0%), em função da queda na folha de pagamento real em meios de transporte (-9,6%), produtos de metal (-21,4%) e máquinas e equipamentos (-7,4%). Em seguida, vale citar também as perdas vindas de Minas Gerais (-9,5%), por contra de metalurgia básica (-29,2%), vestuário (-21,3%) e meios de transporte (-7,7%); e Rio Grande do Sul (-10,5%), em razão de calçados e artigos de couro (-19,3%), máquinas e equipamentos (-16,5%) e meios de transporte (-21,2%). Em sentido oposto, o maior impacto positivo foi assinalado pelo Ceará (4,3%), por conta do aumento no valor da folha de pagamento real em calçados e artigos de couro (7,7%) e alimentos e bebidas (9,0%).
Setorialmente, ainda no indicador mensal, o valor da folha de pagamento real mostrou redução em onze dos dezoito setores industriais investigados. As maiores contribuições negativas vieram de meios de transporte (-9,0%), metalurgia básica (-24,6%) e produtos de metal (-16,1%). Por outro lado, os impactos positivos mais relevantes foram observados em papel e gráfica (17,1%), alimentos e bebidas (1,5%) e indústrias extrativas (4,6%).
A a análise trimestral, o valor da folha de pagamento real, ao passar de -1,8% no segundo trimestre do ano para -5,0% no trimestre seguinte, apontou a terceira taxa negativa neste tipo de comparação, e mantém a trajetória decrescente desde o terceiro trimestre de 2008 (6,9%). A desaceleração do valor da folha de pagamento real entre o segundo e terceiro trimestres foi observada em treze atividades e em treze locais, com destaque, entre os setores, para as perdas vindas da indústria extrativa, que passou de 29,3% para -7,1%, refino de petróleo e produção de álcool (de 18,1% para -8,8%), produtos de metal (de -3,9% para -11,0%) e metalurgia básica (de -13,0% para -18,5%), enquanto, entre os locais, as maiores perdas vieram do Rio de Janeiro (de 10,6% para 4,4%) e Espírito Santo (de 7,2% para -7,2%).
O indicador acumulado no ano registrou queda de 2,5%, com taxas negativas em nove locais. Entre esses, as principais contribuições foram assinaladas por São Paulo (-2,5%), Rio Grande do Sul (-7,4%) e Minas Gerais (-5,0%). Nesses locais destacaram-se, respectivamente, meios de transporte (-5,8%) e máquinas, aparelhos e materiais eletroeletrônicos e de comunicações (-10,1%); meios de transporte (-16,8%) e calçados e artigos de couro (-10,6%); e metalurgia básica (-13,8%) e meios de transporte (-8,3%).
Em termos setoriais, doze atividades reduziram o valor da folha de pagamento real, sendo que meios de transporte (-6,0%), máquinas e equipamentos (-5,8%) e metalurgia básica (-11,0%) exerceram as principais influências negativas. Em sentido oposto, os maiores aumentos na folha de pagamento real vieram de papel e gráfica (13,2%) e indústrias extrativas (11,9%).
Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
AS ULTIMAS ASNEIRAS DO JABOR, MAINARDI E PIZA
Nem Michael Jackson consegue derrubar
os ‘muros mentais’ que apequenam
Arnaldo Jabor, Diogo Mainardi e Daniel Piza
Veja também por que ainda há esperança neste mundo, apesar de estarmos sendo diariamente violentados por esse ‘muro mental’, o Festival de Asneiras que Assola a Intelectualidade Brasileira, em que se destacam Arnaldo Jabor, Diogo Mainardi e, bem... Daniel Piza. Os três já encheram. Ilustradas sumidades que exalam despreparo nada condizente com o tanto que aparentam ter estudado, não se dão mais nem ao trabalho de mudar a forma como deitam e rolam na própria mesmice. Não se dão conta de que são uns pentelhos. Continuam provando --- como articulistas reféns de um mesmo assunto, que é encontrar a melhor maneira de desestabilizar o governo Lula --- não terem entendido nada até aqui, imaginando terem entendido tudo. Por exemplo, em sua coluna Sinopse deste domingo no Estadão (‘Muros Mentais’, Caderno Cultura, de 8/11, p. D3), Piza pede para que todos os “muros mentais sejam derrubados”. O mesmo pedem Jabor e Mainardi todos os dias. Como, se não conseguem derrubar nem mesmo o muro mental da ignorância em que se confinaram? Aqui, as mais recentes asneiras dos três, em lalarilará menor.
Quando vejo This Is It, me encho de esperança na humanidade. A ponto de achar que aquele que morrer sem ter visto o filme não terá vivido tudo nem o suficiente. Michael Jackson nele grita: “O Planeta está doente, é preciso fazer alguma coisa já, do contrário sucumbiremos!” E está claro no filme que o Planeta se encontra assim enfermo porque as forças que o regem atualmente, movidas pelo capital --- e que tanto progresso trouxeram no passado, o suficiente para dar novo fôlego à Terra e nos salvar da miséria física e mental ---, acabaram também por apequenar o homem, a ponto de transformar até mesmo intelectuais em moluscos, se não em paquidermes, como aconteceu com Jabor, Mainardi e Piza.
E, de uns tempos para cá, essas forças deflagraram um processo de devastação tão grande que poderá acabar com a vida na Terra. Porém, quando leio ‘Muros Mentais’, texto em que Daniel Piza consegue reunir suas maiores asneiras de uma só vez, sem dar a menor pelota ao que diz Michael Jackson, lá se vão as esperanças.
Aí, vejo À Procura de Eric, de Ken Loach, em que a polícia e o trabalhador são mostrados em toda a sua verdade, e as esperanças novamente se renovam. No filme, a polícia aparece como força conservadora guardiã e protetora do capital e do direito de propriedade (das classes dominantes, obviamente, que assim podem expropriar trabalho alheio livremente), ao passo que o trabalhador é mostrado como força imbatível quando se une para defender seus próprios interesses. Mas leio em seguida os últimos textos de Arnaldo Jabor e Diogo Mainardi, e as esperanças outra vez se esvaem. Fico imaginando o que será do mundo se tivermos de continuar sujeitos a esses porta-vozes da oficialidade tão decadentes e limitados, devotos de Nosso Senhor, O Capital.
Um leitor já me escreveu dizendo que, quando coloco Daniel Piza, medíocre colunista do Estadão, no mesmo saco em que estão Arnaldo Jabor e Diogo Mainardi, só engrandeço Piza e ele não merece. Não é verdade. Jabor e Mainardi estão muito abaixo de Piza. São apenas mais conhecidos porque mais corajosos: dizem as próprias asneiras com maior convicção e de forma mais espalhafatosa, até porque sabem vender melhor o peixe. Mas são tão ou mais despreparados e medíocres do que Piza. É fato: por ser mais raso que Mainardi e Jabor, Piza é “menos ruim” que os dois.
Onde está a esperança, então? Na crise de credibilidade de nossa mídia, em especial, dos quatro grupos gigantes: Abril, Folha, Estadão e Globo. Não falo de crise financeira. Os quatro vivenciam, na alma, a completa falência da razão, da qual são coveiros exemplares. Não sabia que Jabor, Mainardi e Piza estão entre os maiores carrascos do conhecimento? Mais abaixo você vai poder ver que sim.
A única chama que ainda mantém a esperança acesa está na constatação de que essas vozes vêm deixando de reverberar e não estão mais sendo ouvidas. Prova de que a mídia brasileira, seguindo os passos da mundial, faliu no seu papel de porta-voz e guardiã do capital e deixou de ser o quarto poder. Ao contrário, é o quarto onde tenta foder com aqueles que imagina serem seus inimigos, razão pela qual vem caindo em descrédito.
Só o que os três articulistas (e seus veículos) já disseram de Lula --- como “é o governo mais corrupto da história do País”, e por aí vai --- seria suficiente para dar voz de prisão (perpétua) ao presidente e a todo o seu estafe. Em outro país, daria até pena de morte. No entanto, Lula se reelegeu com grande facilidade, ainda goza de popularidade incomum e jamais foi abalado por essas “denúncias”. Parece só ter a ganhar com elas e demonstrar que nossos veículos não apitam mais nada.
Não espanta que os três jornalistas, e seus veículos, não tenham feito outra coisa, até hoje, senão achincalhar aqueles que, para eles, são inimigos do capital. Também não espanta que não tenham a menor consciência disso nem de que esse é o verdadeiro papel da mídia: fiscalizar e tomar conta, como leão-de-chácara, das instituições que protegem o capital. O problema é que não sabem distinguir quem é e quem não é verdadeiramente inimigo do capital. Reza a cartilha de seus patrões (quer leitura mais rasa e oblíqua?) que Lula é um deles e que um dia vai fazer do Brasil país comunista. Como funcionários fiéis, os três escribas há anos tentam desestabilizar o atual governo, sem se dar conta de que Lula é o presidente mais pró-capitalista de nossa história.
Em total sintonia com as economias dos países ricos, com quem estabeleceu pactos de fidelidade, Lula é tudo aquilo com que nossa grande mídia sempre sonhou. Os Civita, Marinho, Frias e Mesquita há décadas ansiavam por um presidente que estivesse assim afinado incondicionalmente com o projeto de globalização do capital, inclusive do deles.
E agora que ele aí está, pleno de sucesso, o malham, pelas mãos de seus escribas, demonstrando não terem competência para uma leitura minimamente correta da realidade brasileira. Ou seja, não entenderam nada ainda, nem o País, nem a política e muito menos Lula. Resultado: combateram Lula onde ele menos pode e deve ser combatido, com o que só conseguiram aumentar ainda mais a popularidade do presidente.
Sim, Lula oferece motivos para ser combatido, mas não pela via do politicismo, esse escarro teórico que consiste em se acreditar na racionalidade da política. Toda a nossa mídia é hoje polititicista, em especial, seus três escribas-moluscos Mainardi, Jabor e Piza. Ela ainda não sabe ainda que a política é, desde sua origem e principalmente hoje, instrumento de proteção e conservação da realidade oficial, essa regida pelo capital que aí está. Não percebeu que a política não é a panacéia para todos os nossos males nem a solução para as grandes questões que nos afligem.
Para a mídia brasileira (e também para a mundial), na sua ingenuidade exemplar, se pudéssemos contar com bons políticos, honestos e de bom caráter --- e se pudéssemos ‘varrer’ do parlamento a corrupção, como tanto desejava Jânio Quadros e almejam esquizofrenicamente Jabor, Mainardi e Piza ---, todos os nossos problemas estariam resolvidos. Não imaginam quanto essa percepção é furada.
Espanta, sim, é ver que tal discurso, pseudocientífico e eivado de impropriedades, nunca emplacou. A revista Veja já mostrou Lula como o maior dos ladrões, e nada aconteceu nem acima nem abaixo da linha do equador. Como pode isso, se a maioria silenciosa brasileira ainda se embala nessa forma rasa de pensar? O que explica o fenômeno?
Só pode ser porque os veículos e os três articulistas já perderam por completo o senso e a racionalidade: deixaram o ponto de vista correto escorrer bueiro adentro e se tornaram pra lá de intragáveis. O brasileiro já percebeu que, se fosse FHC a fazer tudo o que Lula vem fazendo e alcançado todo o seu sucesso, nossa mídia --- em especial, Jabor, Mainardi e Piza --- estariam alardeando agora: “FHC é o maior presidente que o Brasil já teve”.
(Conheça a seguir toda a pseudociência desses três
moluscos do conhecimento (tampinhas, se preferir)
As últimas pérolas de Diogo Mainardi
Em uma das mais rasas e infames interpretações de texto que já tive oportunidade de conhecer, Mainardi diz (em sua coluna de Veja, edição do fim de semana de 7 e 8 de novembro de 2009, sob o título ‘Os Moluscos do Brasil’), que Claude Lévi-Strauss, antropólogo recentemente falecido, descobriu no Brasil o homem reduzido à sua condição de molusco. E aí se vale de tal descoberta, já derrubada pela ciência como falsa, para dizer que o Brasil teve exemplos de moluscos como Getúlio Vargas, que simplesmente fechou as portas do País a Lévi-Strauss, por ser ele judeu.
Mainardi chega a tal conclusão a partir da seguinte afirmação de Lévi-Strauss, que ele mesmo cita em seu comentário: “A diferente estrutura do aparelho digestivo de homens, bois e moluscos não indica diferentes funções de seus sistemas digestivos. A função é sempre a mesma, podendo ser mais bem estudada e compreendida em suas formas mais simples, como a de um molusco.”
Começa que as teorias de Lévi-Strauss --- baseadas no estruturalismo que reduz tudo a estruturas que precederiam a história humana --- nunca se sustentaram e já foram derrubadas há muito tempo pela ciência, por serem incorretas. Ademais, o cientista em hipótese alguma teria descoberto no Brasil um tipo de homem (nós, os brasileiros) reduzido à condição de molusco.
Leitura minimamente apurada da afirmação do antropólogo demonstra que, se Lévi-Strauss descobriu alguma coisa nesse caso, foi que o ser humano (em geral), e não especificamente o homem brasileiro, teria funções digestivas semelhantes às do boi e do molusco, ainda que as estruturas de seus aparelhos digestivos sejam diferentes.
Não é preciso ser muito culto nem preparado para perceber que isto não é o mesmo que enxergar, no brasileiro, o homem reduzido à sua condição de molusco. Ao contrário, Lévi-Strauss reduziu o ser humano em geral, seja ele de onde for, não apenas o brasileiro, à condição de molusco. Isto é, a redução a molusco, que além de tudo não se sustenta e já caiu por terra como totalmente equivocada, não seria privilégio do homem brasileiro, mas sim de todos os seres humanos, sem exceção. Não só Getúlio Vargas seria um molusco, mas também Bush, Obama, Sarkozy, e, sobretudo, ele mesmo, Diogo Mainardi.
Além de tomar a afirmação de Lévi-Strauss como verdadeira, equívoco lamentável, Mainardi a deforma e a emprega mal, como argumento a seu favor, o que é mais lamentável ainda. E isto eu sei que Piza não faz.
Nessa, o escriba-molusco Mainardi se faz passar, ele sim, por molusco de primeira grandeza, garantindo lugar de honra no panteão do Festival de Asneiras que Assola a Intelectualidade Brasileira. E esta não é a única abobrinha de Mainardi só nesse seu comentário. Todo o seu texto está eivado de impropriedades, demonstrando que Mainardi não entendeu nada. E que moluscos somos todos nós, especialmente ele, Mainardi, e seus parceiros Jabor e bem... Piza. Novas vaias para Mainardi.
As últimas pérolas de Arnaldo Jabor
Em texto escrito para sua coluna no Estadão de 22 de setembro, sob o título ‘Devo pedir champanhe ou ciaNUreto?”, o jornalista-cineasta se diz em crise e que não agüenta mais nada, como ver Lula dançando xaxado pelo pré-sal, Sarney mandando no País, a corrupção correndo solta etc. Abre evocando letra de música de Cole Porter, a qual usa como título do mesmo artigo e que diz: “Questões conflitantes rondam minha cabeça / devo pedir ciaNUreto ou champanhe?”
E conclui reiterando que nem ele se agüenta mais: “Estou de saco cheio de mim mesmo, desta minha esperançazinha démodé e iluminista de articulista do ‘bem’, impotente diante do cinismo vencedor de criminosos políticos. Daí, faço minha a dúvida de Cole Porter: devo pedir ao garçom uma pílula de ciaNUreto ou uma ‘flute’ de champanhe rosé?”
Você já deve ter notado que nem mesmo Vanilda, aquela milagrosa de Santo André que deve ser em breve canonizada pela Igreja de tão pura e santa que era, põe fé na sinceridade dessas palavras. Viceja falsidade aí, não é? Quem acredita que Jabor seja articulista do bem? Só as sogrinhas da Avenida Paulista e as mulheres da legião brasileira de assistência às putas carentes.
Eu, de minha parte, acredito muito mais em Cole Porter, que hesitava entre o ciaNUreto e o champanhe, e mais ainda em Michael Jackson, que clamava por morfina na veia para aplacar as (reais) dores do mundo, até morrer disso.
Jabor tomar CiaNUreto? Duvido. Só se for ‘CIA No Reto’ ou na bunda --- supositório preferido do inconsciente dessa galera intelectual que pensa ser de esquerda, mas é da ala mais rasa e burra da direita. Tente pôr ciaNUreto no champanhe ou no reto de Jabor, vamos ver se ele aceita, mesmo quando mergulhado na maior depressão da paróquia. Pois sim. Isto, por exemplo (rompantes assim de autocomiseração hipócrita), nunca vi em Piza.
Mas não é só deste comentário de Jabor que eu queria falar. Na última terça-feira (10 de novembro, Caderno 2 do Estadão, p. D12), fomos agraciados com outra pérola dele: “Olha o subperonismo aí, gente!” é o título de seu último comentário. Nele, Jabor faz menção ao artigo de FHC também publicado no Estadão, o qual dá conta do possível aparecimento de uma espécie de peronismo no Brasil, que ele chama de subperonismo, caso o candidato de Lula (Dilma ou outro) cresça e ganhe as eleições de 2010. Segundo Jabor, FHC acerta na mosca nesse seu diagnóstico sobre o futuro do País.
Não vou nem perder tempo em demonstrar a aberração teórica que está embutida em tal propositura. Peronismo e subperonismo com Dilma? Socorro! É coisa de quem não entendeu o peronismo e desconhece por completo a realidade brasileira, típica de FHC e de sua superada visão estruturalista. Desta vez, nem na trave bateu. Vou me ater a esse esforço hercúleo de desestabilização do lulismo, que já esteve muitas vezes próximo do golpe de estado e de outros expedientes espúrios, fruto da inveja de FHC e dos três moluscos.
E olhe que os três articulistas são grandes entusiastas da “liberdade”, do “estado de direito” e do “respeito às leis”. Mas fazem o possível e o impossível para deter o lulismo, sem medir esforços nem conseqüências. Está valendo tudo, minha gente! E aí exclamo: “Não é uma contradição braba?” Não são os nossos gigantes da comunicação que dizem sempre: todo o sucesso de Lula se deve ao fato de ele ter dado continuidade ao que sabiamente plantou FHC? Que Lula só alcançou esse êxito todo por ter sido discípulo fiel e seguidor de FHC?
Ora, se assim é, é porque Lula, na visão deles, agiu corretamente e acertou, só merece elogios e precisa ser apoiado. Afinal, fez tudo o que FHC teria feito, se tivesse permanecido na presidência, sonho que o ex-presidente com certeza acalentava secretamente. Não era para FHC, os três moluscos e seus veículos estarem agora elogiando Lula e, inclusive, o estimulando a um terceiro mandato ou, no mínimo, apoiando a candidatura de Dilma, para que ela desse continuidade também --- a exemplo de Lula --- à sábia política econômica semeada e plantada por FHC? Ou estou ficando louco?
De acordo com o raciocínio dos três moluscos, se Lula apoiou-se nas conquistas de FHC, como eles dizem, agiu corretamente e é digno de ser apoiado. Ou não? Ao contrário, ao procurar depreciar e desestabilizar o governo Lula, os três moluscos dão provas de que ou agem de má-fé e são desonestos ou são mesmo moluscos, para não dizer paquidermes. Não é paquidérmico condenar Lula por ter agido corretamente até aqui, ao dar os mesmos passos que o ídolo FHC daria na presidência, se nela tivesse continuado?
As últimas pérolas de Daniel Piza
Tais pérolas, as mais rasas dos três moluscos, estão em seu texto Muros Mentais, último publicado na coluna Sinopse do caderno Cultura, do Estadão de 8 de novembro, página D3. Aí vão, com meu comentário após cada passagem:
Diz Piza nesse seu artigo sobre o Muro de Berlim: “Naquele mundo dividido, toda tirania começava pela restrição à informação e à expressão, e mesmo os que lidavam com elas, como intelectuais, jornalistas e artistas, caíram em grande número na propaganda oficial de que a democracia era mais bem defendida por regimes autoritários, fossem ditos de esquerda, fossem ditos de direita.”
E acrescenta, mais adiante: “Há, em suma, um aspecto humanista na queda do muro que tem sido esquecido. Aquela foi uma festa da liberdade em todos os sentidos – econômica, política e moral. Não se tratava apenas de uma defesa do mercado e do consumo, mas também um alerta contra a natureza do poder.”
Tudo muito lindo, mas será que Piza estudou mesmo o que diz ter estudado? Ninguém contou para ele que a restrição à informação e à expressão acontece ainda hoje, em muito maior escala e proporção, no mundo em que ele vive, principalmente no nosso jornalismo e no jornal em que ele trabalha? Que aquela de Berlim não foi uma festa da liberdade em todos os sentidos, mas sim uma festa de quem acreditava ingenuamente haver, em todos os sentidos, liberdade do lado de cá do muro?
Sim, a queda do muro teve todos os aspectos humanistas possíveis, porque aquilo era uma aberração dentro de outra aberração, o socialismo real, que de socialismo verdadeiro nunca teve nada. A queda foi mesmo um grito de liberdade num mundo que havia se tornado insuportável, mas não dessa liberdade ilusória que aponta infantilmente Piza. É concebível tamanha ingenuidade em pleno século 21?
E conclui Piza: “A democracia não é apenas o sistema menos ruim que a humanidade concebeu, mas também aquele que mais resistência pode oferecer a suas próprias distorções. Que os muros mentais sejam derrubados.”
Ora, a democracia, pelo menos essa que está na cabeça de Piza, a exemplo do socialismo autêntico, nunca existiu em lugar nenhum do Planeta. O que conhecemos por democracia (como essa que hoje aí está, evocada sempre por Piza) são, na verdade, os mecanismos pelos quais as forças do capital determinam seu próprio destino e controlam a sociabilidade, que por sua vez controlam os indivíduos que nessa sociabilidade vivem, tolhendo-lhes toda a liberdade. E é difícil entender como Piza, que se julga ilustrado e culto, nunca tenha estudado isso nem se familiarizado com essa verdade que é absoluta.
Tais mecanismos incluem o Estado, a política, o poder, a polícia, as leis, o direito, a família tal como está instituída, a religião e todas as demais instituições. São eles (tais mecanismos) que garantem, a essa democracia defendida por Piza e que não existe, continuar se valendo da prática do roubo diário de força de trabalho que tanto progresso nos trouxe e até salvou o homem da miséria física e mental, só que já começou a fracassar.
Urge que ela (essa mesma democracia) seja agora demolida (de que forma, não sei, nem sei se isto é possível) ou que seja no mínimo contida na sua atual voracidade predatória, pois vive seu momento mais orgástico de devastação do meio ambiente, podendo acabar logo, logo, com a vida na Terra. Essa ‘democracia’ de efeitos nefastos apequenou o ser humano, transformando-o no molusco em que viraram Mainardi, Jabor e Piza, ou seja, em objeto alienado sem perspectivas programado somente para consumir e ser consumido até o dia de sua morte. Repito o grito de Michael Jackson: “O Planeta está doente, é preciso fazer alguma coisa já, do contrário sucumbiremos!” Por que os três moluscos são infensos ao que diz o ídolo pop? Por que se julgam superiores a ele?
Conclusão
Não é bizarro que Michael Jackson, mesmo sem ter estudado tanto, tenha percebido tudo isso com notável clareza, e que nossos três moluscos (Mainardi, Jabor e bem... Piza, novas sumidades in the block) ainda não?
A grande tragédia está no fato de que textos como esses, de Jabor, Mainardi e Piza, ainda que bem escritos, infestam a mídia brasileira em proporções cada vez mais assustadoras. O que marca essa intelectualidade, a que Gramsci chamava de orgânica (por estar organicamente entranhada nas forças que regem o capital, como a ala mais rasa e burra da direita), não é só o despreparo e a inconsistência do ponto de vista científico, mas a leviandade e a falta de seriedade. Um desastre para a humanidade.
Como no exemplo dos moluscos de Mainardi, essa intelectualidade é capaz de fabricar argumentos a partir de falsas premissas para utilizá-los na produção de mentiras que desejam e precisam fazer passar por verdades. É incalculável o desserviço que tais mentiras prestam ao homem, daí que esse bando precisa ser banido, ou que sejam derrubados os muros mentais nos quais esses intelectuerdas se confinaram, tarefa no mínimo inglória! Ou a gente acaba com eles ou eles (e toda essa ‘democracia’ que os faz delirar) acabam com a humanidade.
O que nos enche de esperanças é saber que essas inverdades que propalam não estão mais sendo ouvidas. Da mesma forma que o vírus não acaba com todo mundo a todo tempo, essas mentiras também não enganam todo mundo a todo tempo. A humanidade já começou a despertar e uma hora vai resolver esse problema que ela mesma se colocou, livrando-se do mal, amém. Mas isto depende muito de você. Tá acordado?
Tom Capri.
Os artigos assinados são de responsabilidade de seus subscritores e não espelham exatamente a opinião dos editores
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