Em relação a setembro de 2008, houve recuo na produção de dez dos treze setores pesquisados, com destaque em termos de contribuição no cômputo geral para extrativa mineral (-24,1%), metalurgia básica (-18,3%) e máquinas e equipamentos (-46,3%). Apenas os ramos de alimentos (5,9%), celulose, papel e produtos de papel (8,3%) e de veículos automotores (3,8%) expandiram a produção. Vale mencionar que este último segmento apresentou, em setembro, a primeira taxa mensal positiva desde outubro do ano passado.
No confronto com igual trimestre do ano anterior, a indústria mineira continuou mostrando resultados negativos, embora mantenha o movimento de recuperação: no primeiro trimestre acumulava queda de 24,2%, no segundo de -18,7%, fechando o terceiro trimestre com recuo de 14,2%. Para a melhora observada entre os dois últimos trimestres contribuíram nove setores, com destaque para veículos automotores, que passa de -16,4% para -3,9%, e metalurgia básica (de -33,0% para -24,3%).
No indicador acumulado em janeiro-setembro, as indústrias de metalurgia básica (-33,7%), extrativa mineral (-31,9%) e de veículos automotores (-13,8%), assim como no indicador mensal, também foram as que mais contribuíram para a formação da taxa global de -18,8%. No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa ficou em -17,3%.
ESPÍRITO SANTO
Em setembro, a produção industrial do Espírito Santo ajustada sazonalmente avançou 3,3% frente agosto, acumulando 19,5% de crescimento desde julho último. O índice de média móvel trimestral, na comparação entre agosto e setembro, avançou 6,0%, exibindo recuperação desde de fevereiro. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, ajustado sazonalmente, a produção capixaba cresceu 13,4%, acelerando o ritmo frente ao segundo (8,1%) e o primeiro (-11,6%) trimestres.
No confronto setembro 09/ setembro 08, a produção industrial recuou 6,9%, influenciada principalmente pelo setor extrativo (-25,0%). Por outro lado, a indústria de transformação assinalou o seu primeiro resultado positivo (3,0%), após onze meses consecutivos mostrando quedas. Entre as atividades industriais, o impacto positivo mais expressivo veio de alimentos e bebidas (29,9%). Minerais não metálicos (-16,2%) foi o destaque no impacto negativo.
Na passagem do segundo para o terceiro trimestre deste ano, frente a iguais períodos do ano anterior, a indústria capixaba reduziu o ritmo de queda, passando de (-27,0% para -12,7%). O desempenho negativo, observado desde o quatro trimestre do ano passado, teve sua maior intensidade no primeiro trimestre (-31,6%), quando a crise internacional atingiu situação mais crítica. A recuperação neste último período deveu-se principalmente aos melhores desempenhos das atividades extrativas, que reduziu o ritmo queda, passando (de -46,8% para -28,8%), metalurgia básica (de -29,7% para -11,9%) e alimentos e bebidas (de -17,7% para 3,9%).
No indicador acumulado do ano, a produção industrial capixaba recuou 23,5%, com todos os segmentos apresentando taxas negativas. O índice acumulado nos últimos doze meses ficou em -22,3%.
RIO DE JANEIRO
A produção industrial do Rio de Janeiro assinalou, em setembro, expansão de 0,7% frente agosto, após registrar queda de 0,6% no mês anterior. O índice de média móvel trimestral mostrou ganho de 0,7% entre os trimestres encerrados em agosto e setembro, sétimo avanço consecutivo neste tipo de comparação, acumulando nesse período um ganho de 8,5%. No índice trimestre contra trimestre imediatamente anterior ajustado sazonalmente, também observou-se a manutenção do ritmo de crescimento da atividade industrial fluminense, uma vez que cresceu 3,2% no terceiro trimestre de 2009 e 4,2% no trimestre imediatamente anterior.
No confronto setembro 09/setembro 08, o setor industrial fluminense recuou 4,5%, explicado em grande parte pela queda de 7,9% na indústria de transformação, uma vez que o setor extrativo (9,9%) permanece apontando taxas positivas desde abril de 2008. Na indústria de transformação, onde dez dos doze ramos pesquisados assinalaram queda na produção, os principais impactos negativos foram observados nos setores de metalurgia básica (-20,9%) e de veículos automotores (-23,4%). Vale citar também as contribuições negativas vindas de outros produtos químicos (-15,6%), minerais não metálicos (-16,8%) e farmacêutica (-12,9%). Por outro lado, os dois ramos da indústria de transformação que expandiram a produção foram refino de petróleo e produção de álcool (17,5%) e bebidas (13,7%).
Na análise trimestral, a indústria fluminense recuou 3,6% no período julho-setembro deste ano, reduzindo o ritmo de perda frente ao primeiro semestre do ano (-8,2%), com quedas de 11,4% no primeiro trimestre e de 5,1% no trimestre seguinte, todas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Esse ganho de dinamismo refletiu sobretudo a redução no ritmo de queda da indústria de transformação, que passou de -12,9% no 1º semestre para -6,8% no 3º trimestre do ano, com destaque para metalurgia básica (de -31,0% para -9,9%) e refino de petróleo e álcool (de -4,0% para 3,8%). Vale destacar que a indústria extrativa praticamente mantém taxas de crescimento elevadas, ao registrar 11,7% no 1º semestre e 9,8% no 3º trimestre.
O indicador acumulado no ano registrou queda de 6,6%, com redução na produção em nove dos treze ramos investigados. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, apontou aceleração no ritmo de queda ao passar de -4,8% em agosto para -5,9% em setembro.
SÃO PAULO
Em setembro, a indústria de São Paulo aumentou 0,6% frente a agosto, na série ajustada sazonalmente, terceira taxa positiva consecutiva, acumulando aumento de 5,1%. O índice de média móvel trimestral (1,7%) mantém trajetória positiva há sete meses, acumulando ganho de 8,6% nesse período. No confronto do terceiro trimestre de 2009 com igual período de 2008, a produção caiu 8,8%. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, série com ajuste sazonal, a indústria paulista aumentou 3,9% no período julho-setembro de 2009, segunda taxa positiva, acumulando ganho de 7,2%.
No índice mensal, que assinalou o décimo primeiro recuo consecutivo (-7,9%), quinze dos vinte setores tiveram desempenho negativo, com destaque para as contribuições de máquinas e equipamentos (-27,4%), veículos automotores (-13,9%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-34,6%). Em sentido oposto, os ramos que assinalaram aumento na produção foram outros produtos químicos (21,3%), farmacêutico (4,6%) e sabões, produtos de limpeza e perfumaria (13,5%).
Na análise por trimestres, a indústria paulista vem sustentando resultados negativos por quatro trimestres consecutivos, nas comparações contra igual período do ano anterior, porém com menor ritmo de queda entre o segundo (-13,8%) e o terceiro (-8,8%) trimestres deste ano. Quatorze atividades aumentaram suas participações entre os dois períodos, principalmente material eletrônico e equipamentos de comunicações, que passou de -60,8% para -42,5%, outros produtos químicos, de -8,4% para 8,7%, e veículos automotores, de -20,3% para -14,7%.
A redução de 12,4% no indicador acumulado no ano foi influenciada sobretudo pela queda em quinze ramos. O indicador acumulado nos últimos doze meses, em trajetória descendente desde julho do ano passado, atingiu -10,5% em setembro.
PARANÁ
A produção industrial do Paraná recuou 2,9% em setembro frente ao mês imediatamente anterior, já descontadas as influências sazonais, segunda taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 4,2%. O índice de média móvel trimestral, que interrompeu sequência de três meses de resultados negativos em agosto (0,8%), aumentou 3,0% em setembro. Nos indicadores trimestrais, a comparação com o trimestre imediatamente anterior - série ajustada sazonalmente, cresceu 3,6%.
No índice mensal, a produção paranaense caiu 10,3%, com onze das quatorze atividades pesquisadas com desempenho negativo. As pressões negativas mais significativas vieram de veículos automotores (-49,0%), alimentos (-13,4%) e madeira (-25,9%). Em sentido oposto, edição e impressão (45,0%) exerceu a principal pressão positiva na formação da taxa geral.
Em bases trimestrais, a indústria paranaense vinha em trajetória decrescente desde o segundo trimestre de 2008, porém reduziu o ritmo de queda entre o segundo (-10,6%) e o terceiro (-5,8%) trimestres deste ano, ambas comparações contra igual período do ano anterior. Nove ramos aumentaram sua participação entre os dois períodos, com destaque principalmente para edição e impressão, que passou de 12,5% para 69,5%; máquinas e equipamentos (de -26,9% para -3,4%) e outros produtos químicos (de -10,5% para 44,7%).
O índice acumulado no ano ficou em -5,9% e o acumulado nos últimos doze meses, declinante desde março deste ano, atingiu -4,3% em setembro.
SANTA CATARINA
A indústria de Santa Catarina voltou, em setembro, a apresentar crescimento na produção, no confronto com o mês anterior (1,7%), na série ajustada sazonalmente, após a redução de 1,6% observada na passagem de julho para agosto. Com isso, os índices de média móvel trimestral que vêm registrando sucessivos aumentos desde maio último, assinalou acréscimo de 0,2% entre os trimestres encerrados em agosto e setembro. O terceiro trimestre do ano, ainda na série com ajuste sazonal, ao avançar 1,3% frente ao trimestre imediatamente anterior, registrou o segundo resultado positivo nesta comparação.
A redução de 8,1% observada no confronto setembro 09/setembro 08 resulta de decréscimos em oito dos onze setores pesquisados. Para este recuo, foram determinantes as quedas observadas na fabricação de veículos automotores (-65,6%), borracha e plástico (-26,2%) e vestuário e acessórios (-16,8%). Com resultados positivos, figuraram apenas máquinas, aparelhos e materiais elétricos (24,8%), máquinas e equipamentos (9,6%) e celulose, papel e produtos de papel (2,7%).
No corte trimestral, observa-se que o setor industrial vem apresentando resultados negativos há quatro trimestres consecutivos, na comparação contra igual período do ano anterior. Neste terceiro trimestre de 2009, o recuo de 8,5% confirmou a desaceleração no ritmo de queda da atividade industrial catarinense, uma vez que no primeiro trimestre assinalava perda de 14,0% e, no segundo, de -11,7%. Na passagem do segundo para o terceiro trimestre deste ano, o movimento de melhora esteve presente em sete setores, ficando os maiores destaques com as indústrias de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que passa de -1,8% no segundo trimestre para 20,5% no terceiro, e de máquinas e equipamentos (de -16,1% para 4,6%).
No indicador acumulado para janeiro-setembro, a taxa global foi de -11,3%. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses (-10,4%), continua em trajetória descendente, movimento este iniciado em outubro do ano passado, quando apresentava crescimento de 1,7%.
RIO GRANDE DO SUL
Na passagem de agosto para setembro, a produção industrial do Rio Grande do Sul, ao se ampliar 0,4%, mostrou o quarto aumento consecutivo na comparação com o mês anterior, na série livre de influências sazonais, acumulando, assim, crescimento de 4,8% entre junho e setembro últimos. Com isso, os índices de média móvel trimestral mantiveram a trajetória ascendente iniciada em março acumulando, desde então, aumento de 9,2%. O terceiro trimestre do ano, ainda na série com ajuste sazonal, ao avançar 3,3% frente ao trimestre imediatamente anterior, registrou o segundo resultado positivo nesta comparação.
O resultado do indicador mensal em setembro, taxa de -9,2%, fica abaixo do assinalado em agosto (-5,7%). Especificamente em setembro, os índices por setores industriais mostraram que houve queda em nove dos quatorze ramos pesquisados, ficando as maiores influências no cômputo geral com: máquinas e equipamentos (-35,3%) e veículos automotores (-24,8%). Do lado positivo, a indústria de refino de petróleo e produção de álcool (17,3%) foi a que causou o maior impacto na formação da taxa global.
Na comparação trimestral, frente a igual período do ano anterior, o índice para o total da indústria, apesar de ainda negativo, mantém a trajetória de recuperação fechando esse trimestre com queda de 7,5%, enquanto no segundo trimestre a redução atingia 10,4%. Para este movimento de melhora contribuíram oito dos quatorze setores pesquisados, com destaque para a indústria de alimentos, que passa de -9,1% para 0,8%. No indicador acumulado para o período janeiro-setembro, a taxa global de -11,5% resulta de desempenhos negativos em onze atividades. A taxa anualizada prossegue em queda, passando de -8,7% em agosto para -10,6% em setembro.
GOIÁS
Em Goiás, a atividade industrial voltou a assinalar crescimento no confronto com o mês anterior: 2,4% entre agosto e setembro. Com esse resultado, os índices de média móvel trimestral continuaram em trajetória de melhora, comportamento presente desde abril deste ano, avançando 0,6% entre os trimestres encerrados em agosto e setembro. O terceiro trimestre do ano, série com ajuste sazonal, ao avançar 7,0% frente ao trimestre imediatamente anterior, registrou o segundo resultado positivo nesta comparação.
O índice setembro 09/setembro 08 apresentou expansão de 7,3%, com três dos cinco setores pesquisados ampliando a produção. A principal contribuição positiva veio, mais uma vez, do setor de produtos químicos, com acréscimo de 49,9%. Por outro lado, o principal impacto negativo sobre a taxa global veio da redução em alimentos e bebidas (-2,0%).
Com os resultados favoráveis destes últimos meses, a atividade fabril fechou o terceiro trimestre com crescimento (4,9%), frente a igual período do ano anterior, resultado este bastante superior ao observado no segundo trimestre, quando apresentou recuo de 2,4%. Entre estes dois períodos, houve melhora em quatro ramos, com destaque mais uma vez, para produtos químicos, que passou de 20,5% de expansão no segundo trimestre para 49,0% no terceiro. Apenas extrativa mineral reduziu o ritmo produtivo de um período para o outro (de -1,0% para -2,3%).
Os demais comparativos ficaram com variações negativas: -1,1% no acumulado no ano e -0,5% no dos últimos doze meses. Vale lembrar que em todos esses indicadores a indústria goiana revelou as melhores marcas entre todos os locais pesquisados.
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