MARINA

Má li esse poema umas dez vezes. Foi a coisa mais bonita que já fiz. Andei trocando umas palavras, corrigindo vou mandar de novo prá vc montar um slide vou mandar imprimir e mando p/ vc pelo correio MARINA No ambiente amplo Paredes brancas, Iluminado por uma Réstia de luz Qu’escapava esguia Por cortina balouçante, Uma marina deslumbrante, Com mares azuis, tal Olhos de uma diva. O píer branco qual Espumas das ondas O conjunto enfeitando. Barcos que partiam E chegavam Se quem ia ou voltava Não sei se ria Ou só chorava. Ah! como amava Esta marina que, De amor minha Vida povoava 22.03.09 LUIZ BOSCO SARDINHA MACHADO ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ QUEM SOU EU MARINA SILVEIRA- PROFESSORA, TECNÓLOGA AMBIENTAL E ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O PAC DESTROI A AMAZÔNIA

Pe. Edilberto


O capitalismo mundial gerou o neo liberalismo, que gerou o IIRSA (iniciativa de integração regional sul americana), que gerou o PAC (programa de aceleração do crescimento), que ajuda a destruir a
Amazônia e seus povos. Tudo isso em nome do tal progresso econômico.

Diante dos altares desses deuses malditos, se curvam de joelhos, ministros, juizes, deputados, senadores e o próprio presidente da República. Quando um funcionário público graduado se recusa, por dever ético, a queimar incenso no altar do PAC é considerado herege e logo, expulso das fileiras dos servidores devotos.

Foi o que aconteceu recentemente com toda a equipe do IBAMA, responsável pela liberação ou não, do licenciamento ambiental para o desastre anunciado da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu. Como seu dever ético sabia que havia pontos incompletos, não liberaram a licença e foram exonerados.

Os deuses do capital exigem sangue dos povos da Amazônia, já que o Olimpo neo liberal carece de riquezas que só aqui existem em abundância. Por isso, os dirigentes do PAC planejam rodovias,
hidrelétricas, hidrovias, portos modernos, estimulam o agro negócio, entre outras grandiosas obras. Não importa se povos indígenas serão expulsos de seu habitat, se áreas de preservação serão violadas, se a
floresta é desmatada, não importa se as populações tradicionais são prejudicadas. Todos esses, segundo o próprio presidente da República, são entraves ao crescimento do Brasil.

Depois, os deuses enviam sacerdotes e acólitos à grande romaria em Copenhagen, a grande assembléia de adoração ao capital, que está um
pouco incomodado com a ameaça da natureza de se rebelar e exterminar os seres vivos, caso continuem sacrificando vidas no altar maldito. Os arautos do PAC estão lá anunciando ao mundo que estão preocupados com o aquecimento global, que estão protegendo a Amazônia e que os culpados do aquecimento global são os outros.

Por isso exigem mais milhões, ou melhor, bilhões de euros para “salvar” a Amazônia. Quanto as hidrelétricas e Belo Monte, Jarí, Tapajós elas serão construídas, com todo o cuidado, assim como Deus
criou o paraíso. Para isso, vão utilizar o modelo plataformas da Petrobrás em alto mar. Vejam só, tecnologia de ponta para europeus e gringos apaudirem, ou melhor, para inglês ver. Não é impressionante essa gente adoradora dos deuses do capital? Amém, aleluia.


http://www.radioruraldesantarem.com.b

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

FUNDAÇÃO AME - CONVOCAÇÃO





Esta é uma convocação dirigida aos que não perderam as últimas esperanças de que somos capazes de reorganizar o País, de baixo para cima, como pregava o professor e geógrafo Milton Santos. Reforma política de gabinete é luxúria, assalto aos cofres públicos, de que a população está cansada!

Orçamento Participativo e Autogoverno

Modelo de fusão para felicidade dos povos,

que poderá erradicar a corrupção no País!

A lei federal n.10257, de 10/7/2001 (Estatuto da Cidade) tem por objetivo “estabelecer normas de ordem pública e interesse social que regulam o uso da propriedade urbana, em prol do bem coletivo, da segurança e do bem-estar dos cidadãos, bem como do equilíbrio ambiental.”

Isto não é tudo! Os mecanismos republicanos, até hoje, decorridos mais de 120 anos da quartelada que derrubou o Império do Brasil, têm elaborado leis, normas e regulamentos que oprimem o município, impedindo que ele exerça plenamente sua liberdade administrativa.

O que estamos propondo é o cumprimento total da Declaração Universal dos Direitos Humanos, bem como das recomendações emanadas da RIO-92 e da Declaração de Joanesburgo (2002), para que a comunidade tenha poderes de colaborar na elaboração do Orçamento Comunitário e, ainda, passe a gerenciar o dinheiro público, infelizmente dilapidado por alguns espertalhões.

Tudo começa no município, evidentemente. Daí o apropriado nome de célula-máter da nação, pois nem Estado nem Federação podem existir sem o município.

Estado ou Província nada mais é do que a reunião dos municípios sob o manto de uma constituição definidora dos limites geográficos que se entendem sob uma administração globalizada, enquanto que Federação é a forma de governo que define os rumos políticos e econômicos da nação.

Na organização político-administrativa cada ente tem vida própria, define suas prioridades espaciais, mas não há liberdade suficiente para que os municípios possam se autogovernar. Nos casos de limites territoriais há, sempre, a injunção estatal, enquanto que nos limites tributários estas mesma injunções são repartidas entre Estado e Federação, cabendo à célula-máter apenas quireras do que arrecada, não mais do que 10%, o que impede assim o pleno exercício da autonomia municipal.

O Orçamento Participativo veio quebrar um tabu secular, no que diz respeito às alocações de recursos; permitiu este programa que as comunidades fossem ouvidas e apontada a distribuição orçamentária diretamente junto às principais carências, sempre sugeridas por moradores, em reuniões com grupos técnicos das próprias prefeituras.
Não resta dúvida que o grande passo proporcionado pelo Orçamento Participativo provou como é vital a comunidade nas questões administrativas, porém, o programa, por si só, não avançou ainda em direção de buscar o autogoverno municipal, já que vivemos ainda sob a tutela do velho modelo econômico neoliberal do século XIX.
Países como Alemanha, Letônia, na Europa, e China e Cingapura, na Ásia, correm em direção oposta ao neoliberalismo, doutrina que pressupõe a felicidade dependendo do mercado, enquanto que o Butão (na Ásia), e Itália (Europa) propõem um modelo mais fraterno, mais voltado para as aspirações populares, que atendam plenamente as recomendações da Declaração Universal dos Direitos Humanos e possa virar uma página da história, buscando equacionar a felicidade, independentemente da questão econômica.
Desenvolvimento é ser feliz, diz o governo do Butão, caso contrário não é desenvolvimento. É preciso articular em conjunto o bem-estar psicológico, o uso do tempo, a vitalidade da comunidade, a cultura, saúde, educação, diversidade do meio ambiente, o padrão de vida e a governabilidade”, explica o primeiro-ministro.
A região veneta (norte da Itália) está seriamente empenhada na independência das províncias (estados) da região, de vez que houve provável usurpação por parte do governo central italiano, quando da unificação do país.
Autogoverno é a forma ou modelo político que mais se aproxima da Ecodemocracia, ou seja, uma democracia igualitária, solidária, que não vê nos negócios governamentais apenas fluxo econômico, mas, antes de tudo, a completa harmonização dos seres humanos com o meio ambiente.
Desde a recomendação da RIO-92: “pensar globalmente, agir localmente”, não se conseguiu chegar a um consenso mais ecológico do que este, ratificado na conferência de Joanesburgo, em 2002, e firmemente arraigada nos compêndios que planejam governos autenticamente populares, gerenciados pelos moradores citadinos.
AME aplaude e recomenda o Orçamento Participativo, mas acrescenta que é preciso trabalhar duro para que cheguemos ao autogoverno municipal, se quisermos, realmente, apresentar um modelo de sustentação e equilíbrio ecopolítico no planeta que nos hospeda transitoriamente.
AME-Fundação Mundial de Ecologia – www.ecologia.org.br E-mails: amefundacao@uol.com.br e amefundacao@gamil.com
PEDE-SE DIVULGAÇÃO!
Profecia de Edgar Cayce:

Antes de falecer, em 1945, Cayce profetizou:

“Haverá uma nova ordem social e também haverá nova ordem econômica... Não que tudo tenha que vir a ser possuído em comum, como nos regimes comunistas, mas deve ser constituída aquela unidade, aquela associação de idéias, de atividades, de influências por meio das experiências de todos... Cada pessoa, por sua própria atividade, deve ter a oportunidade de expressão, de trabalho, de produção ... Todos devem entender que os que possuem mais devem dar mais ...”
Cidades independentes
Letônia:

Aizkraukle - Aluksne – Balvi – Bauska – Cesis – Daugavpils – Daugavpils (cidade) – Dobele – Gulbene – Jekabpils – Jelgava – Jelgava (cidade) – Jurmala (cidade) Kraslava –Kuldiga – Leiepaja – Liepaja (cidade) Limbazi – Ludza – Madona – Ogre – Preili – Rezekne – Rezekne (cidade) –Riga – Riga (cidade) – Saldus – Talsi – Tukums – Valka – Valmiera – Ventspils – Ventspils (cidade)
Outras cidades independentes
Alemanha: Berlin, Bremen, Hamburgo, Kiel, Munich, Magdeburgo e Baviera (112 cidades independentes “kreisfreie Städte”.
Lívia, território espanhol junto à França
San Marino, Vaticano, Mônaco, Sardegna
Lesoto (África) – Gâmbia (Senegal) – Brunei (Malásia) –
Ásia: Hong Kong, Shangai, Macau, Singapura
Portugal: Ilha da Madeira, Açores
Kosovo, Liechenstein
Groenlândia

sábado, 12 de dezembro de 2009

FLORIANÓPOLIS - UM NATAL SEM ÁRVORE E SEM CIRCO?

*Ana Echevenguá


Criancinhas que acreditam em Papai Noel , não se apavorem ao lerem nos jornais da cidade:
“Agora a programação de Natal está nas mãos da Justiça”1,
“Sou obrigado a cumprir a decisão da Justiça. Nós vamos fazer de tudo para manter a programação de Natal, mas toda a festa está ameaçada” 1
como se isso fosse parte de roteiro de filme de terror! E a Justiça fosse o vilão da história!
Tomara que tenham avisado o Andrea Bocelli, um das atrações previstas, ou teremos problemas de ordem internacional!!
Estas frases são do Secretário de Turismo de Florianópolis. Segundo ele, o festerê de Natal (do jeito que eles queriam) deu zebra porque a Justiça suspendeu o contrato de R$ 3,7 milhões que ia nos conceder um Natal tecnologicamente diferenciado. Com uma mega-árvore cheia de luzinhas coloridas e com “uma inteligência tecnológica que só esta tem” 2. A gente pode mandar textos e imagens pra ela e ela exibe isso pra todo mundo...

E, agora, por causa da Justiça, as criancinhas da Ilha da Magia podem ser privadas disso!
Por favor, não chorem pelos Manezinhos: este Circo todo foi suspenso porque iríamos pagar R$ 3,7 milhões (só pelo Circo, não pela vinda do tenor italiano) para uma tal de PalcoSul Eventos Ltda. que foi contratada para amarrar os contratos entre a Prefeitura e as empresas (Feelings, a On e a Beyondcomm) que deixariam o Circo funcionando3.
Esta negociata não teve licitação devido àquela folga da lei que permite contratar empresas com notória especialização na execução do serviço exigido pelo órgão público. Ah! Palmas às brechas da Lei!!
Um juiz porreta suspendeu tudo; até os pagamentos pendentes. E mandou pegar de volta o dinheiro já entregue à empresa. A sua justificativa para a medida é clara4: “a documentação anexada aos autos deixa claro que a prefeitura terá que pagar R$ 3,7 milhões, mas as subcontratações somam R$ 1.696.700,00. Ficaria, assim, caracterizado um valor a descoberto de mais de R$ 2 milhões”. Para ele, “isso é o que basta, para formar-se o convencimento que o dinheiro público, que é todo do florianopolitano ou daqueles que recolhem os tributos aqui, deva ser resguardado”.
Sabem como a Prefeitura ia pagar esse Circo??? O Ministério Público afirma que ela criou um fundo de R$ 13 milhões; e o deu pra Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Esportes. Este dinheiro veio da anulação as dotações orçamentárias das obras de drenagem e pavimentação asfáltica de ruas e servidões.
Ou seja: aluga a árvore, monta o Circo, tira foto... e deixa as ruas como estão: com buracos, crateras, ...
Mas, infelizmente, tudo isso pode ser revertido! O que o juiz decidiu, baseado em investigações do Ministério Público, pode ser alterado no Tribunal de Justiça. Coisa tão corriqueira que até aparece nos noticiários da tv...
Se isso acontecer, todo mundo vai participar do tecnológico Circo na Beira-MarMorto Norte, aspirando o cheiro de esgoto vindo das águas... vai poder interagir com a árvore de Natal colorida, mandando mensagens pro Papai Noel...
E, assim, a Prefeitura, a Secretaria de Turismo, as empresas envolvidas na negociata continuarão acreditando e defendendo a tese de que Papai Noel existe. E que precisa ser regiamente comemorado!
1- http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18§ion=Geral&newsID=a2745907.xml
2- http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18§ion=Geral&newsID=a2745709.htm
3 - http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18§ion=Geral&newsID=a2743250.htm
4 - http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18§ion=Geral&newsID=a2745709.htm
*Ana Echevenguá, advogada ambientalista, coordenadora do programa Eco&Ação, presidente do Instituto Eco&Ação e da Academia Livre das Água, e-mail: ana@ecoeacao.com.br, website: www.ecoeacao.com.br.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

No - 136 – COLUNA DO SARDINHA

O VENCEDOR É....



Este não é definitivamente, o país com o qual sonhamos.
É notória e até folclórica a fama de indolente do brasileiro, já cantada em música de Ari Barroso, tiras em quadrinhos de Walt Disney – Zé Carioca - e até personagem de livro de Monteiro Lobato, o Jeca Tatu. Óbvio, que ser indolente não nos é motivo de glória.
Entretanto o brasileiro da época de Lobato era simplesmente ingênuo. Descendente dos nossos primitivos ancestrais, os índios, tinha uma vida simples, que não reclamava fortunas para sobreviver. Contentava-se com muito pouco.
Corrupção havia, mas não sei se podemos chamá-la assim, ela era até inocente.
Hoje, a corrupção é um processo que foi evoluindo, arraigando-se em nossa formação cultural e precisaria muito mais, do que um dirigente midiático alheio a questões que mexem no cerne, no âmago da organização do Estado, para extirpá-la, qual câncer maligno.
Infelizmente, Lula está muito mais para ator canastrão mexicano, de produção cinematográfica de quinta categoria, do que de estadista, que é o que o Brasil precisa.
Com a entronização da Economia no altar das prioridades e o consumeirismo, definindo condição ou status – é mais, quem consome mais, a situação ganhou contornos de emergência.
A corrupção ganhou espaço, popularizou-se e institucionalizou-se. Tornou-se “normal”.
Se acompanhamos futebol, vemos com que naturalidade jogadores, dirigentes e torcedores apóiam e consideram pacífica a existência de uma “mala branca”, para vencer um adversário e prejudicar outro.
Entretanto, “mala branca” é suborno, palavra tão feia que os ligados ao esporte, mesmo locutores e comentaristas negam-se pronunciar, por ser coisa de marginal. Quem pratica “mala branca”, por certo não terá pudores para aderir à “mala preta”, comprando adversários, juízes e bandeirinhas.
“Mala branca” ou preta é a versão esportiva da corrupção e assim deve ser encarada, pois o esporte é reflexo da política, onde a corrupção corre livre, leve e solta.
O escândalo de Brasília, envolvendo o governador José Roberto Arruda (DEM/DF) em um episódio que está sendo chamado de “mensalinho” é mais um de uma longa série, e se mantida a estrutura atual, não será o ultimo.
Porisso, também não é estranhável, que o presidente Lula considere as provas levantadas contra o governador do DF – vídeos e fitas gravadas – insuficientes para a cassação do político. Lula tem experiência e know-how adquiridos na época do mensalão.
Seguramente, não será mesmo o ultimo, isto porque: o político sabe que, como das outras vezes, não haverá unzinho sequer, processado, condenado e preso ou obrigado a ressarcir os cofres públicos.
O máximo que pode ocorrer é uma “cassação premiada”, onde o político perde os anéis, mas não perde os cinco dedos, que possibilitam a continuada usurpação fácil dos bens públicos.
Poder-se-ia fazer filmes bem didáticos sobre a corrupção no Brasil, instituindo-se o “Corrupção Awards”, o Oscar da Corrupção, que seria conferido aos que se destacassem.
Por haverem candidatos bem mais fortes, o governador distrital e seu secretariado, não ganharia tal prêmio, que seria um emblemático corrupio e cujo slogan seria, bem popularzão: “se vira que ninguém te pega”.


Luiz Bosco Sardinha Machado



O PIOR ANO DA GENI-PRESS - NOSSA CRÔNICA ESPORTIVA

(De novo, a violência nos estádios, como a que vimos no Couto Pereira, em Curitiba, e os mais recentes equívocos de nossa mídia esportiva)

Jornalistas aqui citados: Juca Kfouri, José Trajano, José Datena e João Palomino.



Foi sem dúvida o pior ano da história da Geni-Press, nossa crônica esportiva. Em 2009, ela bateu todos os recordes em análises superficiais e furadas e no seu velho e involuntário empenho para afundar ainda mais o futebol brasileiro. O recorde de erros e furos pertencia a 2006, quando a Geni-Press falhou em todas as análises sobre o fiasco do Brasil na Copa da Alemanha, enterrou carreiras como a de Ronaldinho Gaúcho e foi o maior mentor da derrocada pela qual acabou enveredando nosso futebol. Uma das abordagens mais rasas e pobres de nossa mídia, em 2009, foi sobre a violência nos estádios. Hoje, vou me ater a ela, em outras ocasiões falarei das demais (são infindáveis). Acabo de receber e-mail de um leitor, Celso Bittencourt, torcedor do Paraná Clube e a quem muito estimo. Ele diz que “foi muito infeliz” aquela minha crônica em que atribuí à CBF e à nossa mídia a culpa pelas cenas de violência no Couto Pereira, o estádio do Coritiba (Coxa), domingo. Chega a dizer que eu deveria ser apontado como um dos responsáveis por futuras ocorrências como as que vimos acontecer no estádio do Coxa. Aí vai minha resposta a Bittencourt, em que o papel da mídia esportiva é analisado com profundidade.


“Oi, Celso. Foram, sim, a CBF e a mídia que levaram a torcida do Coxa àquela revolta, incitando-a à violência. No Brasil, temos uma visão muito rasa, superficial e moralista da violência, em especial da que vemos praticada nos estádios. Não escapam dessa superficialidade nem mesmo nossos melhores comentaristas, como Juca Kfouri e José Trajano, entre outros, o que é lamentável.


Nossa crônica esportiva ainda não se deu conta de que toda violência é gerada sempre pela violência. Da mesma forma que o bandido nunca é o verdadeiro culpado pelo crime que comete, também aquele que pratica a violência nos estádios jamais é o verdadeiro culpado pela violência que pratica. Eu sei que você não vai aceitar isto tão facilmente, mas alguma coisa levou aquele bandido ou aquele torcedor àquela forma de violência. Ou seja, ambos foram levados àquilo por alguma forma de violência que foi praticada contra eles.


Sempre, a verdadeira culpa está na situação que leva o criminoso a cometer o crime e a torcida a cometer o ato de vandalismo. Tanto o bandido quanto o ‘torcedor vândalo’ agem dessa maneira por força das circunstâncias.
Não existem bandidos nem mocinhos na realidade, Celso. O que existe são situações (postas na e pela sociabilidade) que desembocam necessariamente na violência e no crime. Essa violência que vimos no Couto Pereira já está bem explicada, só não enxerga quem não quer. Lamentavelmente, ninguém ainda, na mídia esportiva, foi capaz de enxergar as verdadeiras causas. É assim que age nossa crônica, uma das razões pelas quais eu a chamo de Geni-Press (merece que se jogue muita bosta nela, por dar para qualquer um).


Vamos a um exemplo prático: sua casa, Celso, é invadida, os bandidos insinuam que vão molestar sua mulher ou sua filha. Por acaso, você está com sua arma presa na cinta, nas costas. Você saca habilmente a arma e atira contra os invasores, matando todos. Você não fez mais nada de mais. É claro que os invasores não tinham a menor culpa pela invasão. A sociabilidade que aí está os deformou a tal ponto que os levou a invadir sua casa. Você foi impelido a agir como agiu e a praticar aquele tipo de violência porque só assim poderia acabar com a violência que tentaram praticar contra você e sua família. Em suma, a violência gerou violência, e você só tinha esse expediente, o da violência, para acabar com a violência que tentaram praticar contra você.


Foi exatamente o que aconteceu no Couto Pereira no domingo. Justo no ano de seu centenário, o Coxa vinha sendo novamente vítima de violência por parte da CBF e da mídia. Sim, o clube não teve méritos para evitar por completo o rebaixamento, mas o eterno favorecimento ao Fluminense, por parte da CBF (e este ano também ao Botafogo e aos clubes cariocas), é que provocou toda essa revolta da torcida do Coxa.


Há uns quinze dias, Neto, hoje comentarista, dizia literalmente na Band, depois daquela pixotagem do árbitro Simon: "Coxa, cuidado. O Fluminense não vai cair mais e vocês serão rebaixados no ano do seu centenário". Sim, o Flu teve méritos na reta final, cresceu muito, mas a mão amiga de novo funcionou contra o Coxa. Não fosse aquela ajuda do Simon (e outras), o Fluminense e o Botafogo é que estariam hoje rebaixados, não o Coxa.


Ora, o Coxa havia voltado à elite do futebol depois de muito suor e lágrimas. Seria muita sujeira, da parte da CBF e da conivente mídia, dar aquela ‘ajuda’ ao Fluminense, para derrubar o Coxa assim, na reta final, como acabou acontecendo. Essa forma de violência (essas injustiças muito comuns no futebol brasileiro) só podia ter desencadeado aquela violência por parte da torcida do Coxa, não precisa ser muito inteligente para saber disso.


Ou seja, a violência que praticaram contra o Coxa --- que já vinha enfrentando zilhões de outras dificuldades por conta da péssima administração de Ricardo Teixeira, a qual vem afundando lentamente os nossos clubes --- foi a mesma que os ‘invasores’ do seu lar, Celso, queriam praticar contra você e sua família, no exemplo que dei.



VEJA BEM: NAQUELAS CIRCUNSTÂNCIAS, VOCÊ NÃO TINHA SAÍDA SENÃO SE REVOLTAR E MATAR OS INVASORES DO SEU LAR, DA MESMA FORMA QUE A TORCIDA DO COXA TAMBÉM NÃO TINHA COMO DEIXAR DE SE REBELAR. FOI IMPELIDA ÀQUILO. SE A CBF PLANTOU VIOLÊNCIA, SÓ PODIA COLHER VIOLÊNCIA. NÃO DEFENDO O VANDALISMO E MORREREI CONDENANDO-O, MAS SE VOCÊ INCITA A REVOLTA, OU MELHOR, SE PLANTA VENTO, SÓ PODE COLHER TEMPESTADE.


Acontece que nossa mídia, dirigentes, técnicos, jogadores etc. têm sempre essa visão rasa e alienada da violência (nunca vão às causas). Acham, como Paulo Maluf, que lugar de bandido é na cadeia, sem considerar as causas que levaram o bandido a se tornar aquele bandido. Acham que a violência nos estádios é praticada por um bando de vândalos que deveria estar na cadeia, sem considerar as causas que levaram esse "bando de vândalos" a praticar aquele tipo de ‘vandalismo’.


É exatamente como acontece com o trabalhador, na realidade. Ele é condenado a ter a vida inteira trabalho roubado, sem ter consciência disso. Mas sabe que algo está errado com ele, que a vida o machuca todos os dias. Aí, quando ele se revolta, enlouquece e quebra tudo, é tachado de bandido, pelo que é condenado e punido, sob os aplausos da mídia.


José Datena disse, na Band, que só pode haver bandidos infiltrados nas torcidas organizadas e que a lei deveria ser mais rigorosa com eles. João Palomino, do ESPN, foi ainda mais claro: “Todos deveriam ser punidos com rigor, e é tão fácil identificar aqueles que praticaram vandalismo no Couto Pereira”. Isto é, nossa mídia age como cão-de-guarda, e aí está apenas para proteger esse que se transformou num de seus maiores negócios, o futebol. Ela entende que precisa defendê-lo a qualquer preço, desconhecendo que os reais protagonistas do futebol são todos seres humanos e que os verdadeiros algozes do futebol brasileiro são a CBF e ela mesma, a própria mídia.


Essa superficialidade nas análises me enche muito o saco, Celso, não tenho mais paciência para ela. Veja o que aconteceu no Rio, com a torcida do Flamengo. Os dirigentes ainda não resolveram um dos problemas mais sérios do nosso futebol, a venda de ingressos. Aí, acontece o que vimos: o torcedor compra ingresso falso na própria bilheteria do estádio e não consegue entrar para ver o seu Flamengo ser campeão brasileiro.


É óbvio que, nessa hora, ele se revolta e depreda tudo. Aí, vem a nossa querida e moralista mídia esportiva condenando esse tipo de ‘vandalismo’. Pede cadeia para todos. Tenha paciência! Quem incitou aquele tipo de violência? Não foram os dirigentes, que nunca conseguem resolver os problemas mais triviais do futebol brasileiro?


Reitero, não defendo a violência, mas a entendo o que ela significa e sei que ela pode ser sempre muito bem explicada. Sorte teve o futebol brasileiro de aquele ato de vandalismo ter acontecido no Couto Pereira, o estádio do Coxa. Se a CBF e a mídia, no seu silêncio que consente e é conivente, tivessem feito o mesmo com o Corinthians, por exemplo, a invasão teria sido muito pior e certamente teríamos tido mortes. E a CBF e a mídia, os eternos santos do pedaço, teriam dito, depois, que aquele tipo de vandalismo só poderia ter partido de corintianos, eternos marginais, e que todos deveriam mofar na cadeia. Não veem as causas e sempre condenam e punem os que são menos culpados.


Vamos refletir mais sobre a violência, Celso. É preciso aprofundar a questão. Vamos buscar as verdadeiras causas dessas tragédias, antes de julgá-las. É preciso condenar e punir os verdadeiros culpados, pois, enquanto eles existirem, serão a usina que reproduzirá todos os dias esse mesmo estado de coisas.


Há quanto tempo a arbitragem no futebol brasileiro está sob suspeita? Estão presos os árbitros que manipularam resultados, um tempo atrás, prejudicando vários clubes? Alguém já fez alguma coisa contra os favores que a CBF presta aos seus clubes favoritos, como o Fluminense, que em passado recente foi parar na terceira divisão, mas logo voltou por força de decreto? Quem praticou este tipo de violência é que deveria estar preso, não acha?


O seu Paraná já voltou alguma vez à elite por força de favores da CBF? O Coxa também não. Celso, é assim que a CBF incita a violência, com a conivência da mídia, e é isto que é preciso condenar e punir. A mídia denuncia aqui e ali (da parte de um ou outro), mas depois se cala, e tudo cai no esquecimento. Resultado: clubes como o seu Paraná e o meu Coxa vão à ruína assim, sem muito esforço, por causa de um simples (e nefasto) apito amigo. Não é para revoltar? Ainda mais considerando que as torcidas são movidas só pela paixão?


Condenar e punir aqueles torcedores revoltados são o mesmo que condenar e punir você por ter perdido a cabeça quando saiu matando os invasores que ameaçaram a integridade de seu lar, no exemplo dado. Até o Belluzzo andou se revoltando, esqueceu? Mas, por ser Belluzzo, Juca Kfouri foi extremamente compreensivo e o absolveu. Já não teve o mesmo peso nem a mesma medida quando da análise que fez da revolta da torcida do Coxa, para ele imperdoável e altamente condenável.


Belluzzo havia se rebelado contra aquela mesma ajuda dada pelo Simon ao Fluminense, a qual não só acabou afastando o Palmeiras da Libertadores, mas também levando o Coxa ao rebaixamento. O economista chegou a ameaçar bater em Simon, tamanha era a injustiça que tinha presenciado. Por que comentaristas como Juca Kfouri têm dois pesos e duas medidas, nesses casos? É daí que devem partir as análises, Celso.


O que mais pipoca no Brasil são as revoltas de torcidas. Será que todos seriam apenas bandidos infiltrados nas torcidas organizadas, sem razão nenhuma para se rebelar? As revoltas acontecem pelo simples prazer de se revoltar? Se você não vai às causas nunca extirpa o mal. Enfim, o buraco é mais embaixo, caro amigo, é preciso olhar com mais seriedade para essa questão da violência, sob pena de cairmos nessa análise rasa e superficial da Geni-Press, tão prejudicial ao nosso futebol.


Tom Capri

O BRASIL ESTÁ SENDO ROUBADO.

A CONSTRUÇÃO DE USINAS HIDRELÉTRICAS

NO BRASIL – UMA GRANDE
ENGANAÇÃO

Luís Carlos Crema
Advogado e Contabilista

O principal objetivo de tantas implantações de usinas hidrelétricas no Brasil é o lucro fácil, o domínio da água e a aquisição de grandes áreas de terra por preço miserável. Assim, em pouco tempo os maiores proprietários de terras e águas brasileiras serão os exploradores de energia elétrica, na sua maioria estrangeiros.
O Governo Federal autoriza a implantação, através da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica e financia a construção com dinheiro público, financiamentos de bancos públicos, como é o caso do BNDES.
A ANEEL mudou a forma de autorizar a construção de usinas hidrelétricas, implantando um sistema que passou a denominar de “PCH - Pequenas Centrais Hidrelétricas”.
Com isso, ao invés de fazer uma usina apenas, passou-se a fazer 5 ou 6, por quê? Porque ao construir uma PCH não é mais preciso participar de licitações públicas, basta que o Governo Federal autorize, nada mais.
Portanto, o Governo corrupto autoriza e o próprio Governo corrupto financia.
Eles não pensam nas famílias que são expulsas das suas casas e da terra onde retiram o sustento, na devastação ambiental que provocam, na extinção de animais e plantas; bom, para quem não esta preocupado com o ser humano e com o futuro da humanidade como poderia preocupar-se com o Meio Ambiente.
Os políticos, em especial o Governo Federal, não só incentiva tais práticas como as têm praticado em larga escala. É ele, mediante paga, quem corrompe e exige benefícios financeiros e políticos das empresas, para ele e para seus aliados.
Através das empresas a corrupção é “legalizada”, como acontece e como sempre aconteceu.
Por sua vez, os empresários, não menos corruptos, aceitam e se submetem as chantagens políticas, pagando o preço exigido.
É exatamente o que iremos comprovar no curso das ações que estamos propondo ao Poder Judiciário, vale dizer, corrupção, tráfico de influência, desmandos políticos, desvio de dinheiro e recursos público.
Vamos comprovar que este que se intitula Presidente do Brasil, alguém chamado Lula, está por trás da maior rede de corrupção que existiu no Brasil; ele e seus comparsas devem pagar por estar vendendo o Brasil e, o que é pior, ficando com os lucros escusos.
No caso mais recente que estamos investigando, PCH Arvoredo, houve participação efetiva do Sr. Daniel Dantas, tanto assim que a autorização da ANEEL foi concedida a uma empresa da sua irmã Verônica Dantas.
Após todas as “aprovações”, leia-se: pretensamente legais, junto aos órgãos governamentais, a quadrilha vende o direito de construir usinas a terceiros, geralmente empresas de capital estrangeiro.
E assim, a nossa água, os nossos rios, as nossas terras e tudo que há nelas são vendidos aos estrangeiros, tudo sob o véu da legalidade.
Assim, os políticos que fiquem atentos, pois, chegou a hora de cada um mostrar-se como realmente é, e não como dizem ser ou como querem o povo os vejam.
Estamos investigando todos os investimentos ilegais e corruptos, onde contamos com informações do Brasil e do exterior, este é o recado para todos os corruptos.
A imprensa, os advogados, o judiciário, os estudantes, enfim, a população brasileira têm se mantido calada, inerte, omissa, “lavando as mãos” e fechando os olhos sobre tudo o que esta acontecendo na política e no governo brasileiro.
Esta omissão vai custar muito caro, pois, o nosso Planeta não suporta mais tanta hipocrisia, a Mãe Natureza não agüenta mais tantos maus tratos, com a devastação de suas matas e aniquilação de seus animais, tendo a certeza de que o próximo será o Homem, no que se incluem, os que pretendem lucro fácil às custas do Brasil.
Para os políticos e governantes que pretendem criar desculpas sobre estas verdades, lançamos o desafio: “permitam que nossa equipe façam auditorias em suas contas”.
Todos aqueles que desejarem mais informações e aos políticos que aceitarem o desafio, podem entrar em contato no seguinte endereço eletrônico: crema@luiscarloscrema.adv.br ou pelo telefone 61 3322 2936.
No próximo dia 10.12.2009 às 9:30 h, no Hotel Mogano, na cidade de Chapecó – SC, estaremos concedendo uma entrevista coletiva para melhor elucidar os fatos junto à população e à imprensa.
Luís Carlos Crema
OAB-DF 20.287
OAB-SC 27104-A – OAB-PR 49904

(Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos subscritores e não refletem necessáriamente a opinião da redação)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

COXA E FLAMENGO: CBF E MIDIA SÃO RESPONSÁVEIS PELA VIOLÊNCIA EM CURITIBA E NO RIO




(São responsáveis também pela atual decadência do futebol brasileiro. Temos tudo para dar novo vexame na Copa da África do Sul e fazer a pior Copa da história em 2014, e são mínimas as perspectivas de solução.)



A CBF e a mídia são responsáveis pela violência que vimos na invasão da torcida no Couto Pereira, em Curitiba, e no Maracanã e nas ruas do Rio, após a conquista do Flamengo. Há décadas, essa parceria imbatível --- CBF e Geni-Press, nossa mídia esportiva --- vem respondendo por essas barbaridades e tantas outras, como a decadência do futebol brasileiro e o fiasco em 2006, e as possibilidades de solução são remotas.

A CBF foi responsável pela violência em Curitiba porque é visível que voltou a ‘armar’ para que o Fluminense não fosse rebaixado, como faz há anos. Há mais de dez dias, a mídia já sabia que o Flu não seria rebaixado, depois que viu o árbitro Simon dar aquela mãozinha amiga, no jogo contra o Palmeiras. Há quanto tempo a arbitragem está sob suspeita no futebol brasileiro? Os árbitros envolvidos no escândalo de manipulação de resultados foram parar na cadeia? Por que não foram? Será porque a CBF estaria envolvida até o pescoço?

Neto, hoje comentarista, chegou a alertar o Coxa após aquela façanha de Simon, pedindo para que o clube tomasse cuidado, pois, disse, o Flu não seria rebaixado e o clube paranaense cairia justo no ano de seu centenário. Além disso, a arbitragem do jogo de ontem (6/12) visivelmente amarrou o jogo, favorecendo o Flu. Não fosse isso, é óbvio que a torcida do Coxa não invadiria o gramado, mesmo vendo seu time ser rebaixado.

É claro que o Fluminense teve méritos ao escapar do rebaixamento, da mesma forma que o Coxa errou muito nesta reta final do Brasileirão e não fez o suficiente para evitar a queda. Mas não fosse aquela mão amiga do Simon, e da arbitragem no jogo de ontem contra o Flu, o Coxa não teria caído. E não teríamos assistido a mais essas cenas de violência, incitadas claramente pela CBF, pelas razões já expostas, e pela mídia, que denuncia timidamente aqui e ali, mas acaba sempre se tornando conivente com tudo, ao silenciar-se em seguida.

Por isso, a CBF é a grande responsável por essa lenta destruição do futebol brasileiro, não só com desmandos dessa natureza, mas principalmente porque abandonou os clubes à própria sorte (a maioria está mortalmente endividada). Pior é que há anos a CBF não acena com soluções concretas. E a mídia esportiva --- nossa querida Geni-Press --- é também responsável porque late aqui e ali, mas não morde mais e se torna cúmplice nos desmandos. Isto é, a CBF e a Geni-Press fazem, incitando a violência, e os clubes pagam, afundando cada vez mais.

Lembra-se dos tempos de João Saldanha, Nélson Rodrigues? Nossa crônica esportiva pintava e bordava. Saldanha chegou a ser técnico da Seleção, jamais permitiu interferências. Montou aquela mágica Seleção de 70, que nas mãos de Zagallo foi tricampeã mundial e é considerada a maior de todos os tempos. O que temos hoje na mídia? Cães que ladram, mas não mordem. E não há nenhum saudosismo aqui. A Geni-Press tornou-ser parceira nesse grande negócio que é nosso futebol e nem pode mais morder.

Essa última mãozinha dada ao Fluminense é ótimo exemplo. Alguns falaram aqui e ali, até denunciaram, Belluzzo ameaçou distribuir porrada, mas logo a ajuda caiu no esquecimento. Foi visível para todos que o comando do futebol brasileiro vinha conduzindo o Brasileirão no sentido de dar sobrevida aos clubes cariocas. Como os times do Rio cresceram na reta final, e tiveram lá seus méritos, ficou o dito pelo não dito, e mais uma vez tudo terminou em pizza: a Geni-Press entrou na dança e os prejudicados acabaram se calando.

O Palmeiras não teria garantido ao menos a Libertadores não fosse aquela mãozinha dada ao Flu? O São Paulo não teria sido campeão se pudesse contar com seus principais jogadores na reta final, suspensos por critérios suspeitos? Quantas vezes você, torcedor, já viu a arbitragem (sutilmente ou não) mudar o curso do Brasileirão e não dar em nada? E clubes como o Coxa pagam o pato, porque sua torcida se revolta. Não é para se revoltar?

Pergunto: por que a Geni-Press não insiste em denunciar esses desmandos, acaba sempre esquecendo? Por que os clubes chiam (Belluzzo chegou a ameaçar bater em Simon), mas depois relaxam e esquecem? Por que o São Paulo, que podia também fazer barulho maior, calou-se, contente com a Libertadores?

E assim vamos, CBF e Geni-Press, inimigas só de mentirinha, afundando a cada dia mais o futebol brasileiro. Vem aí a Copa da África, filé para a Geni-Press, e também a de 2014 no Brasil, filé maior ainda, e não interessa a essa altura do campeonato pôr o dedo na ferida. Todos vão mamar nesse grande negócio em que se transformou o futebol brasileiro, o que significa que até 2020 teremos mais uma década de silêncio. Um ou outro abrirá a boca, aqui e ali, para não dizerem que não se falou das flores, mas parará por aí.

Enquanto isso, a decadência correrá por fora, bastante acelerada, e nosso futebol caminhará para o abismo. Como será nossa participação na Copa da África do Sul, se até tecnicamente nosso futebol também está em decadência? Como será a Copa de 2014 no Brasil, com todos esses desmandos e essa conivência da mídia, hoje parceira inclusive nos desmandos?

Olhe para trás. O que você vê? Clubes nadando em dívidas, salários atrasados. Todos ameaçados, até os grandes, como Flamengo, Corinthians etc. E as divisões dos espaços para as torcidas nos estádios? Outro absurdo que incita ainda mais as torcidas à violência. “Ah, mas na Europa também é assim”, alega a crônica esportiva. E daí? É errado também na Europa! Tudo isso com a conivência, é claro, da Geni-Press, no seu atual “latir, mas não morder, deixando a caravana passar”.

Pior é que a CBF, além de acabar com nosso futebol, vem há anos jogando dinheiro pela janela, ao abandonar os clubes de maior renda. Até quando clubes como Coritiba e Bahia vão agüentar? Fora os endividados do Brasileirão, que também estão no abandono, Pernambuco não tem mais clubes na Primeirona. O Bahia pode até desaparecer, enfim, o Nordeste não tem mais vez na elite do futebol brasileiro. Clubes como Guarani e Ponte Preta têm sido relegados ao segundo plano. Sem falarmos de Juventude, Paraná, América-MG, entre outros. Um absurdo. Exemplo de má-administração associada a favores a este ou àquele clube. Dinheiro torrado sem que ninguém faça nada.

A CBF e a Geni-Press devem estar achando ser infinita a capacidade de nossos clubes de sobreviver a tudo isso. Não perceberam ainda que, no momento em que nosso futebol fechar as portas, elas fecham também. Pode não ser para as nossas gerações, mas, a continuar assim, o futebol brasileiro com certeza vai acabar.

 Tom Capri.

domingo, 6 de dezembro de 2009

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

CORRUPÇÃO MAL RESOLVIDA








A vida está sempre a nos testar para avaliar, aquilatar, nossos limites. Há coisas que temos que podar pelas raízes, antes que cresçam para que depois não tenhamos que lamentar suas conseqüências, a paixão é uma delas.
Não uma paixão qualquer, mas daquelas arrebatadoras, que quando não matam esfolam. Essa tem-se que afastar, antes que crie raízes e que se torne indomável.
O nosso leitor pode pensar que incorporamos o espírito de algum escriba já falecido, que escrevia amenidades ou estamos seguindo as trilhas de Danusa Leão, que por sinal, volta-e-meia, arrisca-se pelos labirintos da política. Se ela pode enveredar-se por um campo que não é dela, acreditamos que podemos também percorrer os labirintos da paixão, pois escrever coisas que gosta-se de ler, não é exclusividade de ninguém.
Esse preâmbulo vem a propósito de um depoimento que fazia o senador Artur Virgilio (PSDB/AM) em aparte ao cearense Carlos Jereissate (PSDB/CE), que discursava sobre o ENEM, cujas provas estranhamente vazaram, ocasionando o cancelamento das mesmas e um prejuízo aos cofres públicos de cento e quarenta milhões de reais.
Aqui um fato curioso. Sempre que o governo Lula cogita alocar verbas para uma situação emergencial, como foi a enigmática gripe suína e agora as novas provas do ENEM, o montante é sempre o mesmo: cabalísticos cento e quarenta milhões de reais.
Bem verdade que a gripe suína, que matou bem menos gente que o trânsito da capital de São Paulo mata em um ano, exigiu verbas complementares de três bilhões de reais, mais que suficientes para autorizarem a abertura de um rigoroso inquérito para apurar a lisura das contas do Ministério da Saúde. Mas, é uma outra história.
Dizia o político amazonense, que na época do episódio do “mensalão”, que na verdade era um propinoduto intermediado pelo mineiro Marcos Valério, para compra de apoio de deputados ao governo Lula, com a participação de toda a cúpula do Partido dos Trabalhadores, a oposição perdeu uma grande e única oportunidade para buscar o impeachment do presidente. Calculava ela, oposição, que um processo destes poderia causar uma crise institucional no país. E talvez causasse.
Mas crise institucional, é um risco do qual o país não está livre, pois os vícios de antes estão presentes agora e não são só maiores, mas também piores e à medida que vamos postergando as tomadas de atitude, a coisa vai chegar a um ponto em que a corrupção estará tão avassaladora que o Estado não conseguirá atender as demandas da população, o que poderá gerar crises sem precedentes.
A situação institucional do Brasil é muito séria e para curá-la meios-remédios não bastam.
Quando a Constituição “cidadã” de 88 foi idealizada, Ulisses Guimarães político matreiro e velho conhecedor do Poder Legislativo, deu ao Executivo poderes ilimitados, até ditatoriais, que geraram distorções como as que vemos diuturnamente.
Entretanto, o velho político do PSD não se esqueceu do Legislativo, de quem o Executivo tornou-se refém na aprovação de projetos de seu interesse e na rejeição de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI’s), que poderia trazer constrangimentos às hostes governistas. Como a CPI da Petrobras por exemplo.
Como somente as nomeações e a liberação de verbas não bastam para apaziguar dissidências, surgem os mensalões e quetais, que nunca deixarão de existir. Apenas sofisticam-se, mudam de feição, profissionalizam-se, mas são os mesmos, causando inveja ao “modus operandi” de Marcos Valério. Cabe às oposições, ao invés de ficar lamentando-se, rastrear os dutos por onde circula o dinheiro da corrupção.
Corrupção é que nem paixão sempre vai existir, dependendo de nós para extirpá-la no nascedouro. Não se pode deixá-la tomar conta, senão chega, apropria-se e quando vai-se reagir é tarde demais.

Luiz Bosco Sardinha Machado

a leitora opina

A corrupção só poderá ser combatida efetivamente quando o sistema for o alvo das mudanças.

Não basta elegermos uma pessoa honesta e de boas intenções, pois esta ao se deparar com o sistema de hoje (contratação de apadrinhados, barganha por interesses, poderes através das verbas diretas aos gabinetes etc... ) acaba inebriada pelo poder e fatalmente entrará no esquema.
A nossa luta deve ser para as reformas.


Sabemos que a oposição hoje no nosso país é a mídia e mesmo assim quando noticia um fato escandaloso (ex. passagens áreas gastas a revelia) não vejo nenhum repórter abordando alguém eleito pelo povo indagando o que ele fará para mudar aquela situação. O que vemos são eleitos se justificando, que não sabiam, que devolverá o dinheiro, que não mais agirá daquela maneira.


O que precisamos é mudar a abordagem. Muito bem foi detectado o fato, o que o Senhor Parlamentar fará para que isto não mais ocorra?


Caso contrário, continuaremos apagar incêndios com um método de extinção que mantém a temperatura da brasa, propiciando o surgimento das chamas a qualquer momento e muitas vezes com maior vigor.


Um abraço.

Rosmeire, São José do Rio Preto, SP

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ACHO QUE ISTO NAO VAI SER REVERTIDO, NAO.



SO COMECANDO UM NOVO MODELO, A PARTIR DO CAOS TOTAL PROMOVIDO, NAO


NECESSARIAMENTE, POR INICIATIVA DOS HUMANOS...


Um abracao Schess

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

MARIO DRUMOND


Reflexões do gazeteiro



Dois fatos


Primeiro


O Observatório da Imprensa publicou um pequeno artigo sobre a queda nas vendas dos jornalões brasileiros. Enfim, um assunto que há meses frequenta os principais sites de opinião na internet com a abordagem do mesmo problema em vários países dos quatro cantos do mundo chega ao Brasil, ainda que neste tímido informe, que, por sinal, é restrito às vendas avulsas da mídia impressa, nas bancas de jornais.


A Folha de São Paulo, considerado um dos três jornais mais influentes no Brasil, vendeu, em média, apenas 21.849 exemplares nas bancas de todo o país, entre janeiro e setembro de 2009 (dados do IVC – Instituto Verificador de Circulação; portanto, “deles” mesmos). Para um jornal que, em 1995, vendia nas bancas 830 mil exemplares num só domingo, e, somando-se aos assinantes, chegou a tirar 1.253.000 exemplares diariamente, na média de outubro de 1995, a atual tiragem, que não deve ultrapassar insignificantes 50 mil exemplares, se incluirmos os assinantes e as cortesias, o que significaria, senão a sua falência enquanto mídia impressa?


Ora, nos critérios da ortodoxia neoliberal que esse mesmo órgão de imprensa e seus semelhantes pregam e defendem com tanta ênfase e entusiasmo já deveriam todos ter sido encerrados há muito tempo, se considerarmos que o que ocorre com a Folha estaria ocorrendo com todos os jornalões (por que não?). A Gazeta então faz a pergunta que o Observatório não fez: quem os sustenta como empresas comerciais que são? Com certeza não será o amor ao jornalismo impresso. Muito menos a publicidade veiculada por empresas privadas; os donos delas não são otários. Ah, a internet: já vimos uma argumentação do tipo por aí, sem fundamento nenhum, claro. Dizem que agora os jornalões têm muito mais leitores que antes, graças à internet. Mesmo se isto fosse verdade, então, para quê imprimir jornais que não vendem?


A triste verdade, leitor, é a de que nós, o povo, sustentamos o trampo. Da câmara de vereadores de Quixeramobim ao Palácio do Planalto, persiste o velho sistema: as faturas das matérias pagas com dinheiro público devem vir acompanhadas das respectivas matérias impressas para que o processo de pagamento se faça. Ninguém pergunta quanto custam, ninguém questiona por que se as pagam. Uns poucos, sim, sabem quanto custam e sabem por que se as pagam; seus rabos (e “interesses particulares”) estão presos no sistema. A quem a mídia impressa de hoje informa é à burocracia pública que a sustenta, pois os leitores já se foram há muito tempo, e o jornalismo que a justificaria há ainda muito mais tempo está morto. Um morto “muito vivo”, decerto!


Segundo


Mario Silva, jornalista venezuelano, disse anteontem em seu programa de TV La Hojilla (“A lâmina” ou “estilete”, em traduções livres, referindo-se, porém, ao instrumento de recortar matérias de jornais, para o que se usava geralmente uma gilete), que, pela primeira vez em toda a história, se verificava concretamente a mudança do poder midiático numa nação americana, e os meios de imprensa privada da Venezuela não mais impõem as matrizes de opinião naquele país. Agora são os meios independentes e comunitários, junto aos veículos do governo, que asseguram a maior parte das audiências, específica e esmagadoramente, nas classes populares, e promovem por si mesmos as matrizes de opinião independentes e de interesse nacional. Todos esses meios de comunicação são sustentados pelo povo da Venezuela, através de seu governo revolucionário, com a diferença que atuam numa linha editorial radical e abertamente anti-imperialista e em favor das massas populares, dos objetivos libertários dos povos do mundo em geral, e dos povos latino-americanos em particular.


La Hojilla foi o precursor de uma série de programas de opinião veiculados nesses meios de comunicação revolucionários que, de uns cinco anos para cá, são produzidos para contestar e rebater as matrizes de opinião forjadas pelos meios privados contra-revolucionários da Venezuela, os quais são ostensivamente apoiados pela mídia hegemônica mundial, vinculada aos interesses imperialistas e às transnacionais.


De acordo com Mario Silva, agora são os veículos da mídia privada que se subordinam aos temas veiculados pelos meios públicos. E os programas como os dele - que é hoje o programa de grade de televisão com maior audiência nacional -, fazem as tréplicas.


Para além dos índices de audiência que agora, indiscutivelmente, detectam a mudança do poder midiático na Venezuela, um exemplo claro de tal verdade foi verificado no caso das bases militares dos EUA na Colômbia, assunto de que o povo venezuelano demonstrou estar a par nos mínimos detalhes e com grande consciência patriótica, graças à competência jornalística dos meios públicos para informá-lo. Assim, ao responder de imediato e em uníssono ensurdecedor ao apelo de Hugo Chávez para que “se queremos a paz, preparemo-nos para a guerra”, tamanha contundência de resposta popular pôs em polvorosa os meios de comunicação imperialistas e os estrategistas do Império, que, pegos de surpresa, tentaram implantar a matriz de opinião de que Chávez estava declarando guerra à Colômbia. Isto só fez aumentar o descrédito dos próprios meios que a veicularam, dada a estupidez flagrante e sem o menor fundamento de tal manipulação da verdade. É possível que tenha se dado justamente aí, nesse mesmo fato, o ponto de inflexão mencionado pelo jornalista de La Hojilla.


Ao poder comunicacional revolucionário construído pelo povo bolivariano da Venezuela em menos de uma década, se agrega a TeleSur, a caçula da família dos meios comunicacionais da Revolução, que já se faz numerosa e influente. A TeleSur foi criada para o embate midiático no plano internacional e hoje prospera francamente na mesma direção, só que em escala mundial, através da luta heróica que está travando contra a mídia hegemônica. Numa entrevista ao jornal argentino Página 12, Andrés Izarra, presidente da TeleSur, comentou que o golpe de Estado em Honduras foi midiaticamente planejado para se fazer quase em silêncio. No máximo, disse Izarra, apenas na mídia impressa algumas notas de páginas de miolo informariam da destituição do ignóbil Manuel Zelaya pelas “forças da democracia” daquele país. Não contavam com a presença ali, solitária e resistente, da equipe TeleSur a qual, durante o golpe e nos primeiros quinze dias que o sucederam, transmitiu ao mundo reportagens de alta qualidade sobre a verdade histórica e a forte resistência popular anti golpista.


Pela corajosa batalha daqueles dias, a TeleSur foi ganhando elevados índices de audiência em todo o mundo (passou de 23 para 100 milhões de espectadores em poucos dias) e rompeu o bloqueio midiático. A mídia hegemônica teve de correr atrás do prejuízo e enviar suas equipes, mas, até que chegassem lá, não tiveram outra saída senão comprar as imagens da TeleSur, a única equipe jornalística presente nos fatos capaz de gerar material de qualidade televisiva. A CNN, a BBC e até a Globo, do Brasil, que sempre a sabotaram, não tiveram alternativas senão a de publicar imagens com créditos TeleSur.


E o mundo todo está em xeque de transparência política e democrática por causa da pequena Honduras. Os golpistas e seus mentores tentam se esconder de si mesmos, fingindo que não está acontecendo nada... há cinco meses! Nesse tempo, não puderam governar, de fato, nem um só dia, por causa da “inesperada” resistência popular, cuja existência foi a TeleSur, e somente ela, que comunicou ao mundo em primeira mão, num dos maiores “furos” de reportagem internacional jamais registrados.


Os dois fatos são ilustrações e prólogos das nossas próximas reflexões. A oitava, sobre a morte do jornalismo tradicional nos últimos quarenta anos (1969 – 2009). E a nona e última da série, sobre o renascimento de jornalismo original através de uma nova e revolucionária prática jornalística e das novas tecnologias a que os profissionais de jornalismo tivemos acesso.

Mario Drumond



segunda-feira, 30 de novembro de 2009

JOÃO VINHOSA

RETIRADO DE PAUTA POR ORDEM JUDICIAL