No imenso picadeiro o trapezista planava como gracioso atobá, ou quem sabe, um falcão ou talvez um altivo condor.
Abaixo a platéia, a maior parte composta por crianças, observava extasiada, acompanhava os volteios, sem respirar. Nosso artista desafiava tudo o que é lei, até a da gravidade! Mas, seus músculos, não. Os músculos sabiam perfeitamente o que faziam e a cada suspiro da platéia, o malabarista tornava-se mais ousado, capaz de arrepiar até a estátua de Carlos Drumond de Andrade.











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