MARINA

Má li esse poema umas dez vezes. Foi a coisa mais bonita que já fiz. Andei trocando umas palavras, corrigindo vou mandar de novo prá vc montar um slide vou mandar imprimir e mando p/ vc pelo correio MARINA No ambiente amplo Paredes brancas, Iluminado por uma Réstia de luz Qu’escapava esguia Por cortina balouçante, Uma marina deslumbrante, Com mares azuis, tal Olhos de uma diva. O píer branco qual Espumas das ondas O conjunto enfeitando. Barcos que partiam E chegavam Se quem ia ou voltava Não sei se ria Ou só chorava. Ah! como amava Esta marina que, De amor minha Vida povoava 22.03.09 LUIZ BOSCO SARDINHA MACHADO ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ QUEM SOU EU MARINA SILVEIRA- PROFESSORA, TECNÓLOGA AMBIENTAL E ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A GRIPE A E OUTROS MALES

Quem se interessa pela saúde do povo brasileiro?

OPERAÇÃO SALVAVIDAS!

A Vida, que está em PERIGO, vale mais do que dinheiro e bens materiais, pois é através dela que nos realizamos material e espiritualmente.

Ecologia Humana, Ecotoxicologia, Neurotoxicologia e outros ramos científicos podem garantir a Vida no planeta!

Os vocábulos são conhecidos; fala-se muito em gripe suína, gripe sazonal, drogas, fumo, doenças e enfermidades, que todo mundo sabe um pouco de cada coisa e também como prevenir-se de epidemias e pandemias...

Não há como buscar a prevenção global, todavia. Saúde é algo tão importante, tão especial, que comumente nos lembramos dela quando algumas dores ou sintomas começam aparecer.

Recentemente, a Anvisa (Ministério da Saúde) liberou 60 fitoterápicos (remédios caseiros, geralmente produzidos por ervas), e reconheceu a importância curadora dos antigos chazinhos que nossas avós e nossos índios sabiam e sabem ainda que possuem poder de cura.

terça-feira, 4 de maio de 2010

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E REDUÇÃO DE CONSUMO

por Ricardo Rose*

Assunto desta coluna há poucas semanas, a falta de energia nas cidades – os “lock-outs” – ainda continuam ocupando a imprensa, já que os problemas não desapareceram e parece que não vão terminar tão cedo. No ranking das empresas com maior número de reclamações (não só relacionadas à falta de luz) publicadas pelo jornal O Estado de São Paulo e baseadas em pesquisa do PROCON, a Eletropaulo Metropolitana ocupava o 9º lugar em 2008. Em 2009 piorou ainda mais, obtendo o 3º lugar em número de reclamações do público – só ultrapassada pelo Banco Itaú e pela campeã Telefônica. Fica novamente a interrogação sobre as ações das agências reguladoras, que tem a função de defender os interesses do cidadão e informa-lo das providências que estão tomando.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O FESTIVAL WOODSTOCK DA ECONOMIA (12/12/1999)

 *Roberto de Oliveira Campos


A reunião da OMC em Seattle, que não chegou a um acordo sequer sobre a agenda da Rodada do Milênio, mais se pareceu com um carnaval hippie de Woodstock do que com as antigas reuniões semi-secretas do Gatt ou as graves pregações típicas das reuniões do FMI e Bird. Até certo ponto, é um progresso. Como cessaram as ameaças nucleares à sobrevivência, passamos a discutir o cotidiano da coexistência entre países industrializados e emergentes. Há 60 anos escrevia George Orwell que na Inglaterra a simples palavra "socialismo" ou "comunismo" atraía com força magnética bebedores de sucos naturais, nudistas, maníacos sexuais, naturalistas, charlatões, pacifistas e feministas. Como nota Charles Krauthammer, esse papel de atrair comportamentos exóticos é agora exercido por palavras como "livre comércio" e "globalização". Entre os novos exóticos figuram zapatistas, defensores de borboletas, inimigos da Nike (acusada de pagar salários baixos para produzir tênis baratos), amigos do Tibete, opositores de engenharia genética e "verdes" em abundância.

domingo, 2 de maio de 2010

DOIS DESAPONTAMENTOS




Dois desapontamentos (02/01/2000)

*Roberto de Oliveira Campos

O fim do século 20 e o começo de um novo milênio redobram o interesse internacional em análises comparativas de desempenho. Sob esse prisma, há dois grandes países que se tornaram grandes desapontamentos: Brasil e Rússia. Grande desapontamento pela diferença entre o potencial, que é reconhecidamente enorme, e o desempenho, que é admitidamente medíocre. Nenhum desses países têm o direito de ser pobre. Ambos confirmam minha velha teoria de que há países naturalmente ricos mas vocacionalmente pobres (Brasil, Rússia, Venezuela, por exemplo). Há países naturalmente pobres mas vocacionalmente ricos (Japão e Suíça). E há casos raros, como o dos Estados Unidos, que são ricos por natureza e por vocação.

Na Rússia, a atual humilhação é particularmente aguda. Tendo sido uma superpotência nuclear, descobriu que está inaugurando uma nova tipologia de país: é um "novo pobre". Sua renda por habitante é um sexto da japonesa e a dimensão de seu PIB real, comparável ao da Holanda, países de mesquinho território e desprovidos de riquezas naturais. Isso deveria ter ensinado aos nossos nacionalistas a enorme bobagem de se confundir recursos naturais, que são cadáveres geológicos, com riqueza real, que vem da educação e da tecnologia.

O Brasil nunca chegou ao fastígio da superpotência. Mas depois do salto juscelinista dos anos 50 e do "milagre brasileiro" de 1968 até a crise do petróleo, era uma respeitável potência emergente, que parecia condenada ao sucesso, tornando-se grande potência no fim do século. Mas a ele chegamos sofrendo velhas doenças, com um indecente déficit fiscal, um humilhante déficit externo e duas décadas de estagnação.

Haverá semelhanças que expliquem, pelo menos parcialmente, os desapontadores resultados do Brasil e da Rússia, em busca do desenvolvimento sustentável? Alguns analistas apontam três semelhanças no século passado, que projetam sombras negativas sobre o presente. Desde o século 19 essas duas nações, multiculturais e imperiais (o império russo sobreviveu até 1917 e o brasileiro até 1889), apresentaram três perniciosas analogias: a) alta taxa de analfabetismo; b) atraso na abolição da escravatura (servos de gleba ou escravos negros); c) economia patrimonialista. Estatísticas reconstruídas pelo professor Nathaniel Leff, de Harvard, sobre a estrutura educacional no século 19 revelam que Brasil e Rússia eram campeões do analfabetismo. Em 1850, apenas 1% da população brasileira era alfabetizada; na Rússia, 2%. Na Europa Ocidental, a situação era melhor e mais diferenciada: 7% na Holanda, 10% na França e 14% na Inglaterra.

A grande surpresa são os Estados Unidos, que já em 1850 tinham 22% da população alfabetizada, provavelmente pela influência dos puritanos imigrantes, que consideravam a leitura da Bíblia condição indispensável da cidadania. Não é de se subestimar a importância econômica de três traços culturais trazidos pelos dissidentes religiosos: a alfabetização imposta pela leitura da Bíblia; o coral dominical que impõe hábitos de cooperação e disciplina e a rebeldia religiosa, que favorecia a mentalidade não-conformista.

Um segundo fator de semelhança entre Brasil e Rússia no século 19 foi a do mercado de trabalho, pelo prolongamento do regime de servidão. Enquanto na Europa Ocidental o feudalismo se desintegrara ao longo dos séculos 17 e 18, os "servos de gleba" só foram liberados por édito do czar em 1861. No Brasil, a escravatura negra só foi formalmente abolida em 1888. A barateza espoliativa da mão-de-obra sob o regime de servidão teve duas conseqüências: diminuiu o interesse na busca de alternativas tecnológicas para redução do custo da mão-de-obra, e retardou o crescimento do mercado interno, refreando a capacidade de consumo dos não-assalariados.

Um terceiro fator de semelhança foi a cultura patrimonialista dos dois regimes imperiais. Essa cultura era caracterizada pela tênue linha divisória entre a propriedade pública e a propriedade privada; pela intensa capacidade apropriativa do poder dominante através de desapropriações e confisco; pela implantação de monopólios estatais ou de corporações privadas privilegiadas pelo Estado, retardando o advento do capitalismo competitivo. Nenhum desses países absorveu adequadamente dois elementos básicos da cultura capitalista: a soberania do consumidor e o respeito ao contribuinte.

A trajetória neste século foi bastante diferente. A Rússia superou completamente sua deficiência educacional. Cabe mérito ao comunismo o mérito de tê-la transformado numa potência científica e tecnológica. Apenas foi uma tecnologia de base estreita, enviesada para o esforço militar e espacial. Lenin se enganou ao proclamar a eletrificação e a alfabetização como sendo o "binômio do desenvolvimento", esquecendo-se do papel das "instituições". O Brasil está ainda longe de resolver seu problema de educação fundamental de massa, gastando até hoje demais com o beletrismo elitista.

O grande erro russo no século 20 foi a institucionalização do comunismo, esse misto de despotismo político e ineficiência econômica. A Rússia sempre foi vítima de modernizações tiranicamente impostas e não democraticamente referendadas. Assim foram a modernização de Pedro, o Grande, e a industrialização forçada de Stalin.

O Brasil teve sorte em não agravar seus problemas por opções institucionais erradas, aderindo desde o começo do século à democracia política e à economia de mercado, ainda que sem praticá-las continua e competentemente. Na realidade, passamos do mercantilismo patrimonialista ao capitalismo de Estado, sem chegarmos ainda à fase do capitalismo liberal-competitivo. O neoliberalismo, de que tanto se fala, seria até uma doença desejável, mas ainda não fomos contaminados...

*Defensor apaixonado do liberalismo. Economista, diplomata e político também se revelou um intelectual brilhante. De sua intensa produção, resultaram inúmeros artigos e obras como o livro A Lanterna na Popa, uma autobiografia que logo se transformou em best-seller. Foi ministro do Planejamento, senador por Mato Grosso, deputado federal e embaixador em Washington e Londres. Sua carreira começou em 1939, quando prestou concurso para o Itamaraty. Logo foi servir na embaixada brasileira em Washington, e, cinco anos depois, participou da Conferência de Bretton Woods, responsável por desenhar o sistema monetário internacional do pós-guerra.

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sábado, 1 de maio de 2010

COLUNA DO SARDINHA - A ERA DELLE



Em homenagem ao 22 de abril, dia do descobrimento de nossa pátria amada salve, salve! resolvemos fazer uma projeção do futuro deste país.

Tão a gosto dos petistas vamos dividir este país em duas eras: Antes de Lula (A. Delê) e Depois dele (D. Delê). Mas aos apressadinhos recomendamos calma. Isto porquê não iremos fazer comparação entre este governo e o de FHC, portanto o ADelê não vai interessar muito, afinal ambos tem mais pontos em comum do que divergentes.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

É O FIM DO FUTEBOL ARTE?

Mitos imbatíveis  belo futebol-arte começam a desabar Do Barça de Messi ao Santos de Neymar,
passando pelo Coringão de Ronaldo)
Mais críticas a Luiz Zanin e a Daniel Piza, do Estadão, e à mídia esportiva.






A luz que trouxe de volta o tão louvado futebol-arte, do Barça de Messi ao Santos de Neymar, passando pelo Timão de Ronaldo, começa a se apagar. A mídia esportiva brasileira, que não reage nem mesmo quando é chamada de Geni-Press, ainda não sabe os motivos. Mas já deu para perceber por que os mitos imbatíveis do futebol-arte, que de repente voltaram a 'incendiar', começam a desabar: guindados à condição de imbatíveis, portanto, de favoritos, os times-arte passaram a ser visados como é visado o cofre que aquele milionário deixa à vista de todos, na sala de sua mansão. Os craques passaram a tomar paulada de todos os lados (Neymar por pouco não ficou cego de tanto que tem apanhado) e os técnicos dos times nem tão 'artísticos' assim começam a armar esquemas rígidos, para ganhar ou por bem ou por mal. Mandam descer o sarrafo e, ainda por cima, põem três para marcar cada estrela. Resumo da ópera: a voz dos 'cantores' começa a ser abafada. Estaria o futebol-arte com os dias contados? Confira.

CIDADE É COLETIVO DE CIDADÃO

Vinicius Messina*

Em 2010, Niterói das Águas de Abril alcançou o mais caro e alto patamar da opinião nacional como exemplo antiquado de cidade e gestão. Se nos últimos vinte anos, a imagem da cidade e a economia municipal se desenvolveram com a propaganda municipal da qualidade de vida, também multiplicaram a população de Niterói com milhares de novos cidadãos. Muitos moradores novos deixados abaixo da linha de pobreza, em situações de risco, sem cidadania e, o que parece, longe dos olhos do governo.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

URBANO SANTOS - O CERRADO QUE PROTEGE

Mairon Regis

Faltou pouco para as chuvas se ausentarem por completo. As comunidadesextrativistas de Urbano Santos perderam seu arroz, mas a mandioca resistiu. A comunidade de Mangabeirinha seria o local onde aconteceria o curso "O Cerrado que protege", projeto da Associação das Parteiras de Urbano Santos, financiado pelo Centro de Apoio Sócio-Ambiental.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O SINDIPETRO, DILMA E A CORRUPÇÃO NA PETROBRAS


Por João Vinhosa*

O Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) está desempenhando dois papéis completamente antagônicos. Por um lado, lidera multidões na campanha "O petróleo tem que ser nosso". Por outro lado, recusa-se a discutir o caso Gemini – sociedade por meio da qual a  Petrobras abriu mão de ser a grande beneficiária da produção e comercialização do gás natural liquefeito (GNL) no país.

terça-feira, 27 de abril de 2010

O NAZI-FASCISMO DE MAURO CHAVES

Em Mauro Chaves, um 'revival' em alto estilo do nazi-fascismo no Brasil


Não sei se porque acordou de bom-humor, o jornalista e pintor Mauro Chaves, que escreve para o Estadão, resolveu de repente fazer um artigo inteligente. É o que ele menos sabe fazer, mas o resultado surpreendeu: não só o artigo é mesmo inteligente, como o mais nazi-fascista que a mídia brasileira já publicou nos últimos 30 anos. Existe na mídia algo mais criminoso que texto nazi-fascista inteligente?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

EM BERÇO ESPLENDIDO



Em berço esplêndido (16/02/2000)

*Roberto de Oliveira Campos


A recente republicação pela Editora TopBooks do livro do embaixador Meira Penna Em Berço Esplêndido constituiu para mim uma festa cultural de fim de ano, pela espantosa erudição do autor, um corajoso defensor do liberalismo.

Dizia o filósofo Schopenhauer que os primeiros 40 anos da vida humana são "o texto"; os 30 subseqüentes são "comentários". Nada diz sobre o resto, pois morreu aos 72 anos. Presume-se que a partir dos 70 a gente vire nota de rodapé. Orgulho-me de que na minha geração do Itamaraty sobrevivem setentões e oitentões que são campeões de erudição, como Oscar Lorenzo Fernandes (economista, matemático, filósofo e historiador), Mario Vieira de Mello (filósofo e cientista político) e José Oswaldo de Meira Penna, proprietário de cultura ecumênica, que vai da filosofia à sociologia, à psicologia e à literatura. Felizmente, nenhum deles virou nota de rodapé.

Infelizmente, nenhum deles atingiu posições de comando na máquina burocrática de nossa política externa. Zelosos de sua independência crítica, nunca se filiaram às "igrejinhas" que confundiam deformações ideológicas com Realpolitik.Durante certo tempo, inclusive em fases do período militar, um diplomata "progressista" tinha que demonstrar capacidade de saborear um coquetel maldito, com os seguintes ingredientes: uma pitada de antiamericanismo (como uma espécie de machismo residual), uma dose de esquerdismo (suficiente para provar imunidade ao capitalismo liberal), um toque de paranóia desenvolvimentista (apoio à política de informática e ao acordo nuclear com a Alemanha, que gerou mais dívidas que kilowatts), um verniz de terceiro-mundismo custoso e ingênuo (como se a liderança na gafieira compensasse a bola preta recebida no Country Club).

Esse coquetel seria impalatável para alguém como Meira Penna, que sempre preferiu Adam Smith a Karl Marx, Hayek a Keynes, Jung a Freud, o liberalismo ao socialismo. Em vez de paparicar mitos e preconceitos, dedicou-se ele à tarefa de Eutzauberung (desencantamento ou desmistificação), que Weber considerava prelúdio indispensável da racionalidade econômica. Foi o que fez em vários livros, como os de minha trilogia preferida A Psicologia do Subdesenvolvimento (1972), O Espírito das Revoluções (1997) e Em Berço Esplêndido, agora revisto em função das grandes transformações trazidas pelo colapso do socialismo. Solidários na angústia, Meira Penna e eu nos temos preocupado ao longo dos anos com a pergunta irrespondida: por que o Brasil continua pobre e subdesenvolvido? A pergunta é sobretudo vexatória agora que o país completa 500 anos, 107 anos a mais que a primeira colonização inglesa na Virgínia, da qual resultou a maior superpotência que o mundo já conheceu.

Com minha deformação profissional de economista, limito-me a explicar nosso atraso em função da "doença dos ismos": o nacionalismo (temperamental), o populismo (perdulário), o estruturalismo (inflacionário), o estatismo (intervencionista) e o protecionismo (anticompetitivo). Há inúmeras explicações sociológicas, que enfatizam fatores culturais, como a herança ibérica, ora com pessimismo racial (Oliveira Vianna), ora com uma visão condescendente da miscigenação (Gilberto Freire). Não faltam os reducionistas que recorrem a determinismos raciais ou climáticos, supostamente limitativos das civilizações tropicais.

Meira Penna é bastante original em usar o instrumental de Carl Gustav Jung para submeter nossa história a um exame de psicologia coletiva. Como é sabido, das três grandes vertentes da psicanálise, Freud enfatiza a libido pansexual, Adler o instinto do poder e Jung o dualismo entre a atitude extrovertida, voltada para o mundo exterior e a atitude introvertida concentrada sobre imagens e sensações interiores.

Meira Penna sublinha com razão a básica polarização da cultura ocidental entre um setor nórdico e um setor mediterrâneo, tendo o primeiro contribuído maciçamente para a expansão técnico/científica, e o segundo para as artes e o humanismo. Prometeu e Fausto seriam protótipos do primeiro. Epimeteu e Dom Juan, do segundo. Neste continente, os Estados Unidos e os ex-domínios britânicos seriam parte da cultura nórdica, enquanto o Brasil, com sua "civilização morena", carrega a herança mediterrânea do patrimonialismo afetivo. Contrapõem-se assim a civilização lógico-pragmática com a civilização erótico-intuicionista. Meira Penna faz uma crítica impiedosa mas salutar dos nossos vícios do familismo paternalista, da dependência do Estado como se fôssemos infantes perpétuos, e de nossa inconfiabilidade na execução contratual, em contraste com o pragmatismo racional de nossos irmãos do Norte. Este "sustenta a responsabilidade abstrata do cidadão", facilitando tanto a implantação da democracia quanto a competição no mercado.

No afã de exemplificar arquétipos junguianos, Meira Penna produziu belas passagens literárias sobre a introversão quase desumana dos personagens de Machado de Assis, capazes de paixões pessoais porém insensíveis a pessoas abstratas, sobre a energia primordial da libido descrita em Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado, assim como em dissertações eruditas sobre a simbologia do segundo Fausto de Goethe e do drama shakespeariano de Otelo, que simboliza a construção racional por sua sombra Iago, de um ciúme irracional e autodestrutivo. A desconstrução por Meira Penna de mitos e tabus de nossa cultura morena é uma contribuição importante para nossa transformação "liberal" tanto em política quanto em economia.

Mas fica sempre a dúvida cruel: haverá salvação para um país que em seu hino nacional se declara "deitado eternamente em berço esplêndido" e cujo maior exemplo de dinâmica associativa espontânea é o Carnaval?

*Defensor apaixonado do liberalismo. Economista, diplomata e político também se revelou um intelectual brilhante. De sua intensa produção, resultaram inúmeros artigos e obras como o livro A Lanterna na Popa, uma autobiografia que logo se transformou em best-seller. Foi ministro do Planejamento, senador por Mato Grosso, deputado federal e embaixador em Washington e Londres. Sua carreira começou em 1939, quando prestou concurso para o Itamaraty. Logo foi servir na embaixada brasileira em Washington, e, cinco anos depois, participou da Conferência de Bretton Woods, responsável por desenhar o sistema monetário internacional do pós-guerra.


Ricardo Bergamini

domingo, 25 de abril de 2010

No – 154 – COLUNA DO SARDINHA = O DESPLANTE ELEITORAL

O Jornal Nacional da Rede Globo do dia 9/4, sexta-feira, deu bem a medida do que será a campanha das eleições presidenciais deste ano. A “Venus Platinada”, que até já elegeu Collor, um presidente de proveta, começou a mostrar suas garras.



O presidente Lula, devidamente multado duas vezes por fazer campanha político-eleitoral extemporânea de sua candidata de algibeira, “descobriu” – será que foi João Santana, o marketeiro do PT, que teve a idéia? – que afrontar a Justiça Eleitoral, a que o multou, poderia render belos dividendos, como tempo extra na TV para fazer campanha de sua candidata, pôs em prática a tática de fazer com o limão que lhe dão, uma bela limonada.

sábado, 24 de abril de 2010

UBAM QUER 25% DO BOLO TRIBUTÁRIO PARA OS MUNICÍPIOS


O Projeto de Emenda da Entidade a Reforma Tributária já está na Câmara dos Deputados, que propõe uma novo pacto federativo Brasília
O presidente da União Brasileira de Municípios (UBAM), Leonardo Santana, disse hoje que a UBAM está lutando para que governo da União refaça o pacto federativo, depois de tantas perdas para os 5.564 Municípios do país, que vêm registrando decréscimo nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), evidenciando uma quebradeira geral nas contas das prefeituras.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

BELO MONTE "GRAND FINALE" DIGNO DO REGIME MILITAR

CLAUDIO ANGELO
editor de Ciência/ Xingu Vivo para Sempre

Há uma dissociação entre a imagem do presidente Lula nos jornais desta terça-feira, afagando uma criança indígena em Roraima, e a ação da Advocacia-Geral da União no mesmo dia para garantir justamente que os índios fossem atropelados e que a usina de Cararaô fosse construída. Aparentemente, o socioambientalismo do governo acaba onde começam o PAC e a eleição de Dilma Rousseff.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

REPETINDO O ÓBVIO


Repetindo o óbvio (09/01/2000)

*Roberto de Oliveira Campos


Aceito o risco de parecer repetitivo. Diante das grandes questões que preocupam mais no nosso país, a originalidade do articulista fica em segundo lugar. Estamos atravessando dias pesados, um ambiente de insatisfações e sombras. Os mais jovens sentem-se angustiados diante das incertezas do futuro, da ameaça de desemprego, de falta de horizontes. Os mais velhos tentam lembrar-se daqueles períodos em que o Brasil não atravessava um estado de crise permanente. Salvo alguns breves anos do começo do Plano Real, parte da Era Kubitschek e o otimismo do "milagre econômico" do fim dos anos 60 - que, no entanto, foi tisnado pela situação política de exceção -, todo o resto de nossa História contemporânea é um confuso mosaico de problemas e condições institucionais instáveis.

AME ACUSA PREFEITOS E VEREADORES POR NEGLIGÊNCIA

Vacina contra gripe suína está envenenando população!

O Ministério Público de Santa Catarina abre sindicância para apurar e recomenda mesmo procedimento a todos os promotores de justiça do País!

Pelo que se sabe, largamente divulgado por estudiosos, infectologistas e toxicologistas, de várias partes do mundo, a tal “pandemia” da gripe suína nunca existiu: foi apenas uma jogada de marketing, pressão de algumas indústrias farmacêuticas sobre a OMS-Organização Mundial da Saúde para conseguirem vender seus produtos a um público incauto e despreparado nas questões médico-epidêmicas, visando auferir lucros fabulosos de bilhões de dólares.

Ora o que tem tudo isto a ver com as prefeituras brasileiras?

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O impasse gerencial



Ricardo Bergamini

          Os três temas à considerar como obstáculos ao desenvolvimento sustentado são o hiato existente entre "motivação e entendimento", o contraste entre "planejamento e implementação" e, finalmente, aquilo que se poderia chamar de "o paralelismo desconfortável".

segunda-feira, 19 de abril de 2010

POR QUE O SÃO PAULO DANÇOU?

Veja aqui tudo o que nossa
pobre crônica esportiva
tenta esconder de você, por
puro 'desconhecimento':

Santos ganhou do Tricolor
porque é melhor que o Barça
Botafogo ganhou do Flamengo
porque tem time inteligente
Coxa ganhou e tem 12 estaduais
a mais que o Atlético-PR

Ordem: Dunga tem de chamar Neymar, Ganso e Gaúcho

E Felipe Massa está perdido desde que começou o Mundial

E mais críticas antecipadas ao Linha de Passe


Muita coisa nossa crônica esportiva --- a que chamo de Geni-Press, dada sua fragilidade e seu despreparo --- vai esconder de você este ano. Leia este comentário, abaixo, e veja o quanto a mídia vai sonegar a você só sobre os eventos do fim de semana. Algumas verdades essenciais você só vai encontrar aqui comigo, não porque eu seja o bom do pedaço, mas porque são raros os jornalistas autênticos que restaram na mídia. E ela não tem culpa.

O FUNDO MONETÁRIO EM NAIRÓBI


O PENSAMENTO DO PROFESSOR EUGÊNIO GUDIN

Artigo publicado no jornal "O Globo" do Rio de Janeiro, edição de 21/09/73.

O FUNDO MONETÁRIO EM NAIRÓBI

"Mesmo sem qualquer espírito de cassandrismo, não posso crer em resultados positivos da próxima reunião do FMI em Nairóbi, tanto no que diz ao equilíbrio entre as moedas, especialmente o dólar, como, ainda, no tocante à formulação de um novo esquema monetário internacional para substituir o de BRETTON- WOODS.

Há quem pense e diga que o problema consiste na falta de confiança nas paridade existentes e no fluxo desordenado do movimento de capitais, e daí conclua recomendando criar amplas facilidades para financiar esses movimentos de capitais, através do FMI ou do novo Fundo Monetário Europeu.

domingo, 18 de abril de 2010

OUTRA DECISÃO À CORDIOLI

Ana Echevenguá

"Eu vejo um novo começo de era. De gente fina elegante e sincera. Com habilidade pra dizer mais sim do que não..." Tempos Modernos, Lulu Santos.

Outro dia, escrevi sobre o juiz substituto que mandou demolir a casa de um vereador1. Os leitores elogiaram, quiseram saber detalhes; enfim, é bom saber que tem gente com vontade de distribuir justiça no Brasil. Ou de, simplesmente, cumprir suas obrigações e fazer jus ao salário que recebe. 

sábado, 17 de abril de 2010

UMA FÁBULA FUTURA - ROBERTO CAMPOS


Uma fábula futura (26/12/1999)

*Roberto de Oliveira Campos

Seis bilhões de gentes pululam na terra, 1,2 bilhão delas numa dieta de emagrecimento de menos de um dólar por dia para viver. Alarmado, o Banco Mundial propõe uma "grande coalizão'' de ajuda internacional para evitar que dentro de um quarto de século 4 bilhões de pessoas tenham que sobreviver com menos de US$ 2 por dia. Nesse cenário dantesco, abundam fotografias de crianças angolanas esfaimadas, enquanto os adultos se dedicam com inabalável entusiasmo ideológico, aprendido com as não menos entusiásticas direitas e esquerdas mundiais, a destruir o que ainda resta do país. Associe-se a isso as guerras étnicas ou religiosas entre tamils e singaleses, entre hindus e paquistaneses, entre russos e chechenos, a gente se pergunta: haverá esperança para a nossa capacidade criadora, ou será que a visão do inferno terreno de hoje terá de ser o baço espelho do futuro?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

SÃO PAULO TEM TUDO PARA VIRAR NA VILA


São Paulo tem tudo para virar na Vila. O Santos que fique esperto.

Novas críticas ao Linha de Passe e mais  sobre a cegueira de nossa mídia esportiva.

E também elogios a Luiz Zanin, do Estadão.

Basta ao São Paulo jogar na Vila como a Itália na Copa de 2006 para desestabilizar a rapaziada do Santos. Naquela final do Mundial da Alemanha, a Itália não tinha bola para ganhar da França. Mas tinha experiência, catimba, história e maturidade no futebol. É óbvio que irritar Zidane, a ponto de ele ter dado aquela cabeçada em Materazzi, foi algo urdido na concentração por toda a comissão técnica. E deu certo, em razão da inexperiência e da imaturidade do time francês, em especial de Zidane, que caiu no conto da Azurra. Evidentemente, Ricardo Gomes não tem firmeza nem coragem para armar uma situação dessas com seus jogadores. Mas bastaria provocar só um pouco o temperamental e imaturo Neymar e os 'humildes' meninos da Vila, desde o começo, para levá-los ao cartão vermelho, o que seria suficiente para o São Paulo voltar com meia taça da Vila.

BELO MONTE - JUSTIÇA SUSPENDE LEILÃO

A Justiça Federal de Altamira suspendeu o leilão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, previsto para 20 de abril. Nesta quarta-feira o juiz Antonio Carlos Almeida Campelo, da Subseção de Altamira, no Pará concedeu liminar suspendendo o leilão, que escolheria a empreiteira que iria executar as obras.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A SUZANO E OS VENDEDORES DE CHAPADA




O homem vê a arvore e só vê a madeira e seus potenciais supra-econômicos como o carvão vegetal e a celulose. Um homem só representando uma empresa. O nome desse homem será varrido da memória assim como o nome da empresa. Ela compra terras com inumeráveis promessas, para que as pessoas a reconheçam em qualquer esquina. Só que a esquina muda, as pessoas mudam e o clima muda. Com a compra efetuada, obter-se-ão as licenças para desmatar a Chapada e seus portentosos bacurizeiros. Um documento assinado por um funcionário da secretaria de meio ambiente pouco afeito ao contato e pouco afeito a distâncias. A sua assinatura vale milhares de hectares de Cerrado ainda em pé. Os pés balançando seus frutos. Os pés que os modificam. O homem que vê a árvore e os frutos. Ele recolhe os frutos do chão. O chão onde seus familiares moram. O chão que ele pisa. O chão, que sem bacuris, o expulsará mais cedo ou mais tarde.

terça-feira, 13 de abril de 2010

A DESORDEM MONETÁRIA INTERNACIONAL

O PENSAMENTO DO PROFESSOR EUGÊNIO GUDIN

Artigo publicado no jornal "O Globo" do Rio de Janeiro, edição de 17/09/73

O pecado original que deu lugar à crise monetária internacional que
ainda perdura foi, como se sabe, o de terem os Estados Unidos abusado
do privilégio de que gozava o dólar, de ser também moeda
internacional, como tal recebido e aceito pelo mundo afora.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

JAMES CAMERON E CRÍTICAS A LULA, 'VEJA', OPOSIÇAO E AO CAPITAL








 


Cinco perguntas que a mídia
brasileira deveria ter feito
a James Cameron e não fez

(Mais críticas a Lula, à Veja,
à Oposição e ao capital)
Dedicado ao comentarista de economia do Estadão, Celso Ming,
 um dos poucos a perceber que a construção da usina de
 Belo Monte, o principal projeto do PAC de Dilma Rousseff,
 é apenas resposta do governo federal ao compromisso firmado
 entre Lula e o grande capital, para elegê-lo e reelegê-lo
presidente. (Ver artigo de Ming, 'Jogo Pesado', em
Economia, p. B2, de 10/4/2010).
James Cameron, cineasta criador de Avatar --- o melhor e o mais importante trabalho já realizado pelo cinema ---, está no Brasil, mais precisamente em São Paulo. Veio para dar continuidade à sua cruzada contra o capital, que está destruindo o meio ambiente e acabando com a vida em Gaia, nosso planeta.

domingo, 11 de abril de 2010

RIO CONTA SUAS VÍTIMAS No – 153 - COLUNA DO SARDINHA






Passava das 18 horas de segunda-feira (5/4), quando o carioca foi pego por uma das maiores precipitações pluviométricas que se tem notícia.
Justamente no horário de pico, onde boa parte dos trabalhadores dirigia-se para suas casas após um dia trabalhado, o caos instalou-se, com a água tomando conta de tudo, impedindo a circulação de automóveis, ônibus, trens e barcas deixando mais de milhão de pessoas sem condução e sem notícias sobre as áreas afetadas pelo deslizamento das encostas dos morros.