Debate mostrou apenas o supérfluo
Serra, Dilma, Marina e Plínio divagaram
sobre projetos futuros da Pátria
Os que puderam assistir o debate presidencial pela Band, em 5 deste mês, devem estar um pouco confusos sobre o que nenhum deles, Serra, Dilma, Marina e Sampaio, apresentaram, falando apenas superfluidade dos programas de cada candidato, de vez que todos eles –sem exceção- optaram pela linha neoliberal, algo que está incrustado na filosofia partidária. Candidatos são apenas porta-vozes de partidos, que, no caso, se apresentam totalmente neoliberais, arraigados às diretrizes econômicas do século XIX, sem qualquer rasgo de visão para o futuro do país.
Na verdade, na voz dos participantes, o Brasil continuará uma colônia, embora pouco mais sofisticada, não aquela portuguesa, que durou até 1822, mas economicamente com a mesma ideologia do comando supremo federalista, sem esperanças para a tese do autogoverno ou mudanças evolutivas que saiam fora do controle estatal plutocrático.
Quem leu o texto Que presidente o Brasil precisa, desta fundação, pode até gargalhar, pois a técnica dos debatedores e a experiência plutocrática não mudaram, e não mudarão tão rapidamente, como o povo deseja e carece! O dinheiro dos impostos continuará nas mãos de grupos econômicos, o país seguirá a marcha já explicitada por Gustavo Barroso em “Brasil, colônia de banqueiros”, as determinações burguesas continuarão no mesmo nível de 1930, 1937, 1946 ou mesmo 1964 ou 1988. Mudam as datas, trocam-se os personagens, mas os graves –gravíssimos- problemas brasileiros seguem o rumo plutocrático de uma sociedade devastadora e desrespeitosa tanto para com a natureza como para com seu povo.