MARINA

Má li esse poema umas dez vezes. Foi a coisa mais bonita que já fiz. Andei trocando umas palavras, corrigindo vou mandar de novo prá vc montar um slide vou mandar imprimir e mando p/ vc pelo correio MARINA No ambiente amplo Paredes brancas, Iluminado por uma Réstia de luz Qu’escapava esguia Por cortina balouçante, Uma marina deslumbrante, Com mares azuis, tal Olhos de uma diva. O píer branco qual Espumas das ondas O conjunto enfeitando. Barcos que partiam E chegavam Se quem ia ou voltava Não sei se ria Ou só chorava. Ah! como amava Esta marina que, De amor minha Vida povoava 22.03.09 LUIZ BOSCO SARDINHA MACHADO ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ QUEM SOU EU MARINA SILVEIRA- PROFESSORA, TECNÓLOGA AMBIENTAL E ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL

domingo, 26 de dezembro de 2010

CONJUNTURA - PERSPECTIVAS PARA 2.011


a vai deixar saudade...Conjuntura - 2010...O ano de 2010 já era, como se costuma dizer.  Um novinho em folha está à disposição,  para gastá-lo como desejado – por ora. O problema é saber como isso será feito. Conhecendo bem o País,  será um ano muito difícil para nós, talvez fazendo 2010 deixar saudade.



Esperamos que não, pois pode não ser um bom exemplo. Houve crescimento econômico substancial, é verdade. Mas, como é comum, só contamos 2010. E 2009? Houve queda de 0,5% no PIB, o que reduz a média desses dois anos a míseros 3,5% ao ano, a média da década. E nos últimos 30 anos, a menos de 3% anuais.

Há muito a considerar...
A inflação explodiu, atingindo patamar, já quase esquecido, de cerca de 6%. Um desastre. O Brasil também ficou mais corrupto.
A eleição foi decidida de forma totalmente heterodoxa. Não houve consideração a programas, pessoas, curriculum, nada. Só foi considerado o parentesco. Continuamo sem saber como utilizar a ferramenta mais importante que temos :o voto. É o velho cabresto do passado. Vote em tal candidato, estou pedindo – ou, mandando.

A taxa de juros, a mais alta do mundo há anos, no atual governo, ameaça subir mais ainda. A carga tributária teve, só para variar, um aumento brutal, bem além da inflação e do crescimento da economia.

O comércio exterior tem problemas sérios, com redução enorme do superávit da balança comercial. O balanço de pagamentos está moribundo, precisando mais do que nunca de socorro estrangeiro para fechar as contas. O volume extraordinário de entrada de recursos está deprimindo cada vez mais o valor do dólar.

A importação explodiu, enquanto na exportação voltamos a 1974, exportadores de matéria-prima. A desindustrialização do País caminha célere.

A dívida do governo caminha a passos largos para tornar o governo insolvente, apesar dos recordes de arrecadação. E, como sabemos que isso não ocorrerá,  já que existe o povo para socorrê-lo, com mais aumentos de impostos, caminhamos para o precipício. Quanto mais impostos, menos renda disponível, menos consumo, o que resulta em menos produção e emprego. Temos a impressão de que se as coisas não mudarem, a próxima década será um desastre e as condições de sobrevivência, fortemente afetadas.

É de se perguntar como chegamos a esse extremo de gastos, que superaram muito o grande aumento da arrecadação de impostos em todo o atual governo. E o PAC nem foi cumprido, sendo fortemente maquiado. Neste ponto o leitor já deve estar confuso, querendo saber onde estão os recursos.

Há poucas semanas, ouvimos que o Brasil tem ainda mais de 50% da sua população sem coleta de esgoto. E, pasme, quem tem renda igual ao salário mínimo no Brasil é classe média.

A educação continua sem merecer a devida atenção.

Um estudante de Maceió, que prestou vestibular na Universidade Federal de Alagoas, perguntado quanto era 8 dividido por 4 respondeu: “Não sei, preciso de um papel”. A  Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) clube de 30 países industrializados, acaba de realizar um estudo com 65 países. O Brasil ficou em 53º lugar em leitura, 53º em ciências e 57º em matemática – perdendo, na América Latina, para Chile, México e Uruguai.

Nos três quesitos a China é a líder mundial. Não é difícil entender a diferença do desenvolvimento deles e o nosso, comparando as três últimas décadas. A Coreia do Sul, que nos anos 70 estava pior do que o Brasil, também priorizou a educação. O resultado é sua colocação, em 2º, 6º e 4º lugares nessas disciplinas. E com um PIB de US$ 1,3 trilhão, quase igual ao nosso, com apenas 49 milhões de habitantes. O que dá uma renda per capita de US$ 26 mil, mais de três vezes a nossa.

Além dos problemas com nossa educação, que piorou muito nas últimas décadas, provamos que nem sabemos realizar um exame nacional.

E os professores continuam despreparados e mal pagos.

A saúde continua a hecatombe de sempre. Gente morrendo em corredores de hospitais ou nem sendo atendida.

A segurança nem precisa ser comentada. O problema chegou a tal ponto no País que, no Rio de Janeiro, foi necessário declarar, literalmente, uma guerra urbana para retomar áreas da cidade. As drogas dominam e nossas fronteiras nem conseguem ser fiscalizadas.

Haveria ainda muito a falar, mas todos podem pensar sobre o restante. Esse é apenas um aperitivo para atiçar os leitores a fazê-lo.

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