MARINA

Má li esse poema umas dez vezes. Foi a coisa mais bonita que já fiz. Andei trocando umas palavras, corrigindo vou mandar de novo prá vc montar um slide vou mandar imprimir e mando p/ vc pelo correio MARINA No ambiente amplo Paredes brancas, Iluminado por uma Réstia de luz Qu’escapava esguia Por cortina balouçante, Uma marina deslumbrante, Com mares azuis, tal Olhos de uma diva. O píer branco qual Espumas das ondas O conjunto enfeitando. Barcos que partiam E chegavam Se quem ia ou voltava Não sei se ria Ou só chorava. Ah! como amava Esta marina que, De amor minha Vida povoava 22.03.09 LUIZ BOSCO SARDINHA MACHADO ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ QUEM SOU EU MARINA SILVEIRA- PROFESSORA, TECNÓLOGA AMBIENTAL E ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

OS DESAFIOS DO SÉCULO XXI



Por Susan George*



Acredito que os organizadores dessa série de palestras da La Casa Encendida não imaginavam que os desafios do século XXI fossem tão grandes. Outro mundo certamente é necessário. Acredito que, com as múltiplas crises que temos diante de nós, também podemos observar grandes oportunidades, mas esta janela pode não ficar aberta por muito tempo.

Claro que a eleição de Barack Obama é um enorme sinal de esperança e acho que na Europa as pessoas, certamente, também se alegraram com a notícia. Eu chorei quando ele foi eleito e só consegui dormir às quatro e meia da manhã, quando estava absolutamente certa do que estava acontecendo. Nesse caso, onde houve a mobilização popular, das minorias, dos jovens, a democracia se estabeleceu. Mas neste encontro não vou me aprofundar na questão da democracia, prefiro falar sobre as três grandes crises que vejo ameaçar, não apenas a cidadania e a própria democracia, mas também a continuidade da vida na Terra. Você pode pensar que estou exagerando, mas espero convencê-lo de que não estou sendo “alarmista”.

Em primeiro lugar vou nomear essas crises e, em seguida, falar um pouco sobre como podemos escapar delas afinal, também penso que estamos em um momento de esperança.

A primeira é a crise social. Fato é que não faltam riquezas no mundo, posso assegurar isso, então não há desculpa para entrar século XXI com tanta pobreza e desigualdade. Em outras palavras, é perfeitamente possível dar a todo mundo uma vida decente e digna.

A segunda crise é a crise financeira. Desde que ela começou, vemos os governos mobilizando centenas de bilhões de dólares para socorrer os bancos, arcando como custo do seu comportamento estúpido e ganancioso. Até agora, as vítimas dessa crise não receberam nada. A bagunça financeira foi limpa a favor dos ricos e poderosos, retirando das agendas quase todos os demais assuntos, o que é um grande erro, porque temos de olhar para toda a fotografia da crise, não apenas parte dela.

Isso me leva à terceira crise, em minha opinião a mais grave e urgente de todas, que é a crise ambiental. Aquecimento global, alterações climáticas, destruição da biodiversidade, tudo isso está acontecendo muito mais rápido que a maioria dos governos acreditava. E por que essa é a crise mais urgente? Porque podemos voltar atrás no caso da injusta distribuição de riqueza ou do colapso financeiro. Mas isso não é verdade com o clima: uma vez que a questão climática saia do controle, não temos nenhuma chance de voltar atrás e recomeçar. Temo em dizer que apenas agora a liderança mundial começou a entender o que as conseqüências das mudanças climáticas significarão para a produção de alimentos, para os recursos hídricos, a subsistência, a educação ou para o grande número de refugiados procurando abrigo. Então, o que podemos fazer em relação à tripla crise [social, financeira e ambiental]? O que podemos fazer para construir um mundo melhor, mais justo, ecológico e mais democrático? Acredito que a mudança só será possível se os cidadãos se mobilizarem e demandarem essa mudança profunda, que é necessária em todo o sistema.

Vou desenvolver meu pensamento sobre cada uma dessas crises de forma mais detalhada. Primeiro: desigualdade social e pobreza. Na Europa, 15% da população, ou seja, cerca de 72 milhões de pessoas são oficialmente classificados como pobres, mas eles [Europa] poderiam eliminar a pobreza em seu próprio solo, e contribuir enormemente para acabar a pobreza em outros lugares do mundo. Poderíamos ser a liderança dos países da OCDE, mas não estamos fazendo isso, não estamos propondo sequer as pequenas e óbvias soluções que implicariam em mudanças no estilo de vida e de gestão dos bancos e empresas transnacionais. Não é preciso perguntar mais se é possível, a resposta é sim: é possível.

Vamos parar de falar sobre pobreza por um momento e falar sobre riqueza. Acho que a crise é realmente uma crise onde o dinheiro é real. Podemos nesse caso exemplificar citando a “poderosa” corretora Merrill Lynch. Recentemente a empresa entrou em apuros e foi comprada pelo Bank of America, salvando-se da falência. Todos os anos, a Merrill Lynch publica um relatório sobre a riqueza mundial. A 11ª edição desse relatório fala que há cerca de 10 milhões de pessoas classificadas como “indivíduos de alta renda”. Em outras palavras, são pessoas que têm um monte de dinheiro para investir sem contar os imobilizados como as casas, iates, coleções de arte, de vinhos. Fato é que esses 10 milhões de indivíduos ricos, com alto patrimônio líquido, acumulam mais de US$ 41 trilhões em ativos para investimentos. É um número bastante incompreensível, mas vamos tentar entendê-lo dizendo que esse valor significa três vezes o PIB dos Estados Unidos ou da Europa, dezenas de vezes o PIB da Índia, algo em torno de vinte vezes o PIB da Espanha.

Essa é claramente uma riqueza que não foi distribuída porque vivemos os últimos 20 anos no âmbito das políticas neoliberais, em que a tributação aos indivíduos ricos não aconteceu ou houve redução de impostos de forma sistemática. A teoria era de que, ao se reduzir os impostos para os ricos, eles teriam mais recursos para investir na geração de empregos, mas isso não aconteceu de fato. A Merrill Lynch afirma que, até 2012, esses ricos indivíduos acumularão não US$ 41 trilhões, mas US$ 59 trilhões. Podemos olhar para as porcentagens e ver que uma a cada 700 pessoas faz parte dessa categoria.

A boa notícia é que embora quase todos os países tenham crescido de forma desigual nos últimos 25 anos, a França e a Espanha, apresentaram números um pouco menos desiguais. Isso não quer dizer que eles são nações igualitárias, longe disso, mas essas nações não seguiram a tendência dos EUA e Grã-Bretanha.

Os EUA são provavelmente a referência de uma nação socialmente desigual, com exceção talvez do Brasil, Paraguai e outros países latino-americanos. Os 10% mais ricos dos Estados Unidos tem uma renda média de 93 mil dólares por ano. Os 10% mais pobres, sobrevivem com uma renda inferior a 5.800 mil dólares ano, o que pode significar a fome literal.

Existem outras maneiras de medir a riqueza. A revista Forbes faz anualmente uma lista de bilionários ao redor do mundo. Este ano houve mais de 1.100 pessoas elencadas. Juntos, têm cerca de cinco vezes mais riqueza que a renda bruta total nacional da África. É muito preocupante comparar as desigualdades no mundo e por isso gostaria apenas de dizer mais uma ou duas coisas sobre a riqueza.

A Universidade das Nações Unidas fez um estudo inovador, publicado há dois anos. Eles constataram que 2% dos das pessoas têm mais da metade das riquezas mundiais enquanto os 50% mais pobres concentram menos de 1%. É incrível como o mundo é desigual. Se você quer estar na metade rica da humanidade, tudo que você precisa é de 2.200 dólares em ativos, incluindo a sua casa, seu carro e roupas. Acho que a maioria de nós ainda se sente muito pobre, com apenas 2.200 dólares em ativos. Há o suficiente para todos, temos trabalhado para fora dos números. Se você divide tudo igualmente, o que é impossível e provavelmente sequer desejável, todos no mundo teriam 26 mil dólares em ativos.

Vamos passar agora para a crise financeira. Como vocês sabem , tudo começou com as hipotecas subprime nos Estados Unidos. Isso significa que os bancos estavam à procura de clientes, independente da possibilidade financeira desses correntistas. Por fim, quando esses empréstimos começaram a ir mal, o Federal Reserve e seus economistas oficiais pensaram que a crise do subprime era isolada e que eles poderiam conter a sua propagação.

O que eles não levaram em conta era o que tinha acontecido desde a gestão de Alan Greenspan, que durante 19 anos ficou à frente do Federal Reserve. Ele era considerado uma espécie de santo, não se podia dizer nada contra Greenspan. Mas foi o “santo” que presidiu a maior desregulamentação na história. E, claro, uma vez que os bancos foram autorizados a prosseguir, eles se fundiram e adquiriram outras empresas, tornando-se “grandes demais para quebrar”. Pior que observar que eles não eram tão grandes assim, foi presenciar o socorro financeiro governamental a essas instituições. Podemos citar a Lehman Brothers, que não foi capaz de pagar a dívida de tais títulos tóxicos ou as fatias dela, e faliu. Muitas outras instituições financeiras estavam segurando o papel da Lehman Brothers, que não valia mais nada. Houve pânico e, na sequencia, o socorro financeiro.
A terceira crise, como se tudo isso não fosse ruim o bastante, é a que me preocupa mais e a que me mantém acordada à noite: a crise ambiental. Você provavelmente conhece o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC). Este é o grupo de cientistas das Nações Unidas que estuda a ciência do clima, os impactos das alterações climáticas e a melhor forma para se adaptar a esses efeitos.

Antes da publicação oficial e divulgação pública, esses cientistas apresentam seus relatórios em uma grande reunião da ONU, com representantes de todos os governos dos países membros. Ainda que descritas de forma muito conservadora, os dados dos cientistas climáticos são extremamente alarmantes. Já sabemos, por exemplo, que as regiões mais pobres do mundo vão ser as mais atingidas e as áreas tropicais realmente sofrerão duras consequencias. Talvez a pior notícia seja que, mesmo estes cientistas pareciam não prever a rapidez com todos estes acontecimentos tomariam lugar. Inicialmente, eles estavam falando sobre o ano de 2100. Agora nós sabemos que o gelo, no verão do Ártico, está derretendo rapidamente e pode desaparecer de três a sete anos a partir de agora.O derretimento dessa calota polar afetará uma área para além de 1500 km de toda a região do permafrost, como na Sibéria.

Na Sibéria há centenas de milhares de quilômetros quadrados de permafrost que ao derreter, liberará enormes quantidades de metano, e metano pode ser 20 vezes mais destrutivo que o dióxido de carbono. O outro fator preocupante, por exemplo, é que o Ártico agora é branco, mas quando o gelo derreter, ele se tornará escuro, o que significa que irá absorve mais calor. Assim, o risco não se resume em um maior volume de água nos oceanos, mas a terra também absorverá mais calor em um tempo muito curto.

Ao mesmo tempo, sabemos sobre os outros efeitos naturais, como tempestades e furacões - que estão se tornando mais intensos. Eu gostaria de chamar a atenção para a urgência da crise, pois não estou ciente se os governos têm noção sobre ela. Obama tem dito que “sim”, que irá se juntar ao mundo e aderir ao Protocolo de Quioto. Este seria um grande anúncio se tivesse sido feito 15 ou 20 anos atrás.

Eu espero ter provocado vocês com essas informações, esse era meu objetivo. Eu não quero desanimar ninguém que trabalha por mudanças, mas de forma individual. Isso é bom e necessário, mas não é suficiente e não está ao nível do que é necessário. Nós precisamos é de um salto qualitativo, e isso é algo que só as grandes entidades políticas são capazes de realizar. Por isso, vamos pensar nas três crises em conjunto e fazer exame holístico do mundo e do sistema mundial. Como poderíamos ressurgir disso?Bem, pelo menos em parte, por meio de um sistema de energia limpa.

Os bancos têm recebido centenas de bilhões de dólares, mas o que os cidadãos têm recebido em troca? Absolutamente nada. Eu estou um pouco surpresa que não estamos nas ruas aos milhares, dizendo: “e quanto a nós?”. A conta, aos milhões continua sendo paga pelo cidadão comum. Vamos aproveitar esta oportunidade para manter os bancos sob controle. Vamos dizer a eles que em troca de todo esse dinheiro que receberam, terão que investir ‘X’ por cento de sua carteira em conversão energética. Existem capitalistas de risco, na Califórnia, que dizem que esta é a maior oportunidade do século.

Temos que considerar que o dinheiro e o crédito são bens sociais e devem ser utilizado para as necessidades públicas. Isso não significa virar comunista, ou qualquer coisa do tipo. Isso significa que os governos têm que ser capazes de controlar o sistema financeiro, e que uma parte significativa dos investimentos sejam usados tanto para empréstimos às empresas, quanto para pessoas - que querem colocar painéis solares em seus telhados. Alguns edifícios na Grã-Bretanha, país que tem um dos piores climas do mundo, são abastecidos somente com energia limpa.

Então, manter os bancos sob controle é o primeiro ponto. Segundo ponto é o cancelamento da dívida dos países pobres e em compensação, esses países também teriam que participar do esforço ecológico: reflorestar, salvar a sua biodiversidade, cuidar de seus solos e de seus animais.

Outro ponto é acabar com os paraísos fiscais. Há várias dezenas desses paraísos no mundo e vinte e alguns deles estão na Europa. Especialistas dizem que há 12 bilhões de dólares acumulados nesses lugares. Se eles forem fechados, significa dizer que, pelo menos, 250 bilhões de dólares de impostos poderiam ser aplicados em benefícios públicos e não para enriquecer representantes das mega-corporações transnacionais.

Metade do financiamento para o comércio internacional passa, em algum momento, por um paraíso fiscal. Isso significa receber de volta os 400 bilhões de dólares que as elites africanas roubaram de seu povo.

Investigações na África Subsaariana mostram que desde a década de 1970, 420 bilhões de dólares foram retirados do país e colocados em contas privadas. Se você contar os juros, isso teria sido 600 bilhões de dólares que roubado da África. Como a Attac vem dizendo a uma década, precisamos de tributação internacional. Em outras palavras, o que precisamos é de um controlo democrático sobre o sistema financeiro e considerar que o dinheiro não é apenas uma questão privada, mas também um bem público. Podemos dizer que há uma abundância de dinheiro, a questão é utilizá-lo corretamente.

Acredito que enfrentar o keynesianismo com soluções “verdes” seria uma situação ganha-ganha, tanto para o cidadão comum - porque criaria uma enorme gama de novos e bons empregos - quanto para os políticos, se eles entendem que isso é o que é necessário - eles iriam receber os agradecimentos dos cidadãos. Seria uma situação boa até para os próprios bancos, que iriam além destas situações horríveis. Então, quem não se beneficiaria com isso? Bem, isso significaria lucros ligeiramente mais baixos para alguns, mas os lucros obscenos aconteceram recentemente. Os lucros da Exxon Mobil no ano passado foram 140 bilhões de dólares, isto é completamente obsceno. Estamos executando a economia mundial em benefício dos acionistas, e não em benefício dos cidadãos. Isso tem que parar.

Eu gostaria de terminar dizendo que sim, outro mundo é possível. Temos diante de nós uma oportunidade muito clara e temos que aproveitá-la agora, uma vez que esse momento não vai durar para sempre. Precisamos ajudar os governos a compreender que podem salvar os bancos, mas eles também devem trabalhar pela biodiversidade e pelas pessoas. É importante criar zonas de acordos e trabalhar fortemente para chegar a práticos consensos nas mais diferentes esferas sociais e econômicas. Espero que eu tenha convencido alguns de vocês a também fazer alguma coisa para melhorar o planeta.

Obrigada pela atenção,

* Susan George é licenciada em filosofia pela Sorbonne e doutora em política pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris). Autora de diversos livros, é dirigente da ATTAC-França (Associação pela Taxação das Transações Financeiras em Apoio aos Cidadãos) e presidente do conselho de administração do Transnacional Institute (Amsterdã).

(Discurso proferido em mesa redonda organizada por La Casa Encendida - Madrid, Espanha -, em novembro de 2008)


(Envolverde/Mercado Ético)
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O SOCIALISMO DE INVENÇÃO (parte I)

Mario Drumond



Os teóricos do socialismo, apesar das inumeráveis divergências ideológicas que, não raro, chegam ao antagonismo, parecem unânimes em classificá-lo historicamente em duas únicas fases ou ciclos em que se tenha manifestado, como pensamento, ao longo dos tempos, tal como Oswald de Andrade, em A Marcha das Utopias, assim os define:

“(...) o chamado Socialismo Utópico, aberto com a obra de Morus e que, superado, chega, no entanto, até o século XIX, quando o francês Cabet publica a sua Viagem à Icária, último país onde o puro sonho igualizante encontrou guarida e afago. (...) Com o Manifesto de Marx e Engels anuncia-se o novo ciclo - o do chamado Socialismo Científico.

Nessa série de textos, Oswald pugnava por um reconhecimento da contribuição dos “utópicos”, que, apesar de teoricamente superados, são equivocadamente vistos com preconceito por parte dos “científicos”. Para ele, as utopias são "uma consequência da descoberta do Novo Mundo e, sobretudo, a descoberta do novo homem, do homem diferente encontrado nas Américas".

“A geografia das utopias situa-se na América. É um nauta português que descreve para Morus a gente, os costumes descobertos do outro lado da terra. Um século depois, Campanella, na Cidade do Sol, se reportaria a um armador genovês, lembrando Cristóvão Colombo. E mesmo Francisco Bacon (possivelmente Shakespeare), que escrevia A Nova Atlântida em pleno século XVII, faz partir a sua expedição do Peru”.

A não ser A República de Platão, que é um estado inventado, todas as utopias, que vinte séculos depois apontam no horizonte do mundo moderno e profundamente o impressionaram, “são geradas da descoberta da América; o Brasil não fez má figura nas conquistas sociais do Renascimento”, deduzia.

Assim, até Oswald, que pensava e escrevia à contracorrente das ideologias dominantes, de “direita” ou “esquerda”, participava da unanimidade aqui assinalada. Chama a atenção o fato de que ambos os ciclos se originam no pensamento europeu, aliás, única região do globo de onde se origina todo e qualquer pensamento aceito como válido e digno de estudo pelas elites da inteligentzia européia e de suas colônias.

Mas a verdade é que o socialismo científico está superado também, e, se o socialismo utópico nos deixou o legado de suas elucubrações humanistas, igualitárias, poéticas, além de muitas boas idéias, o científico, se bem peneirado, não logrou ser tão fértil em enriquecer de idéias a Humanidade. E a Europa, hoje, é vazia de proposições.

Se vivesse mais tempo, Oswald teria alcançado seu alvo; estava bem perto disso: o caminho ideológico do novo mundo, que ele conheceu e trilhou enquanto pensamento cultural e filosófico, desde jovem, isto é, o do pensamento europeu que veio para a América, aqui se fundiu ao socialismo e à cultura autóctones, milenares ambos, e, ao receber a imensa contribuição africana, tornou-se o pensamento socialista americano, por excelência (não confundir com pensamento norte-americano, que é o mesmo pensamento europeu, sem tirar nem por – não há nada menos americano nas Américas, atualmente, do que os EUA e o Canadá). Darcy Ribeiro trilharia esse caminho.

Há o que se tem chamado de Socialismo do Século 21 ou Socialismo no Século 21, termo tido por confuso ou indefinido pelos que pensam sob a égide do socialismo científico e, como tal, exigente de classificações e definições precisas, “exatas”, para tudo, como se isto fosse possível quando se trata de estudar seres humanos e sociedades.

Erroneamente, este Socialismo do (ou no) Século 21 é atribuído a Hugo Chávez, mas Chávez, se até se refere a ele em certas passagens de sua oratória, jamais se postulou como autor da expressão, a qual não pode ser dada como nome de uma escola de pensamento; quando muito, poderia titular um projeto político para o novo século que apenas se inicia. O socialismo a que Chávez se propõe está relacionado com o momento histórico a que acima nos referimos, e seus fundamentos na saga de Bolívar e dos seguidores de sua doutrina libertária em toda a América Latina. Que Bolívar era um pensador socialista, disso não pode haver dúvidas, mas a questão é que não é possível classificá-lo nem como socialista utópico nem como socialista científico.

Modestamente, a Gazeta propõe a designação de Socialismo de Invenção a este que, desde Bolívar até Chávez é o que se vem realmente desenvolvendo, entre marchas e contra-marchas, na América Latina, e que tem por precursor regional a Inconfidência Mineira, mesmo que estudiosos acadêmicos não tenham se preocupado em estudá-lo, classificá-lo ou designá-lo enquanto sequência de fenômenos sociais e históricos de natureza ideológica, muito menos de uma ideologia socialista.

Oswald debruçou-se brilhantemente sobre a Inconfidência Mineira com o enfoque ideológico, já da luta de classes e da opressão imperialista, e excluiu George Washington (“um senhor de escravos que proclamou a liberdade dos senhores de escravos”) da classe dos “libertadores”. Como ele, uma plêiade de pensadores latino-americanos desprezados pelo pensamento colonizado e colonizador tratou os movimentos libertários em suas respectivas regiões e nações deixando-nos importantíssimos legados. Mas na mesma América Latina, na América do Norte e na Europa, a questão ideológica e o processo histórico da Nuestra América sequer são considerados nas elites acadêmicas e pelo pensamento submisso ao ideário imperialista.




Visite o blog da Gazeta: http://blogdagazeta.blogspot.com/

Revisão: Frederico de Oliveira (para quem curte textos bons e bem escritos, recomendo o blog de Frederico – O Apito - no endereço http://www.thetweet.blogspot.com/)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

No – 123 – COLUNA DO SARDINHA




VALE?

Estávamos seriamente pensando em abolir a letra “p” de nosso dicionário. O primeiro impulso que nos veio, foi sugerir à comissão mista Brasil-Portugal que o fizesse, quando da reforma ortográfica. Mas, lembramo-nos que a pátria lusa começa com a malfadada letra. Desistimos provisoriamente.
Nossa luta deveria continuar, nem que fosse para bancarmos os Quixotes, lutando solitários como doidos, desta vez em lutas reais e não contra moinhos de vento.
Vamos contar nossas razões e acreditamos que, se não forem infundadas, encontraremos não um só Sancho Pança, fiel escudeiro do famoso filho de Castela, mas talvez dúzias deles, prontos a defender a idéia.
Já perceberam que as grandes mazelas que o Brasil enfrenta começam com letra “P”? Vejam, o que começa com “P” que incomoda-lhes e logo lhes vem à cabeça? Pernilongo, que mais? papagaio falador, sim talvez, mas o que mais? Gripe suína? Ah! Não começa com “P”, mas tem uma palavra que lhe é antecedente, que começa – politicagem; mas, isto é uma outra história; e, aí vai.
Não esqueçamos dos grandes entraves para o país: Políticos e politicagem, parlamento e parlamentares, partidos políticos e presidente da República, todos começando com “P”.
O Poder Judiciário com Gilmar Mendes, depois da absolvição do Palocci, bem poderia estar no rol dos “P’s” descartáveis, mas devido aos serviços prestados, ainda tem um pouco de crédito em seu cartão.
Justa ou não, a nossa reivindicação?
(Vamos abrir um parêntesis. Os nossos críticos, que não são poucos devem estar dizendo, “esses caras deveriam pegar mais leve, pois a coisa não é tão séria assim.” então, ouçam esta: há mais ou menos um mês os arautos das notícias tendenciosas apregoavam que os luminares do Planalto estavam com tanta bola, que iriam emprestar ao Fundo Monetário Internacional, a módica importância de dez bilhões de reais. Agora o FMI anuncia que fará um aporte no Tesouro Nacional de quatro bilhões de dólares! Ué, onde estamos? Cadê nossos políticos? E nós somos mais uns P’s de palhaços?)
Mas analisando bem, o “P” não pode ser culpado de tudo o que de ruim nos acontece e merece um pouco de comiseração. Veja o que dá para fazer com o “P”.
“Pobre Pedro Pintor, perfeito pateta, pintou parede de político paquistanês, parecia peruano, paraguaio, polonês, porém piscava parado, com as pálpebras paralisadas, pescando peixes parecidos, puxa! Papagaio! Parei.” E milhares de outras combinações em que o eclético “P” comparece.
Se é Papa, Padre, Pastor, Polícia, pais, país, píncaros, pináculos, picaretas, é tudo com “P”, parecendo-nos que tal letrinha é importante e imprescindível e livrar-se dela não seria tarefa muito fácil para simples escribas e troca-tintas. Seria menos dificultoso escalar o Himalaia, que na tela de entrada do computador ocupa todo o espaço, iluminando o dia quando é acionado ou ainda livrar-nos dos políticos que nos fazem patinar por pistas perigosas.
Êta letrinha arretada o tal de “P”!
Entre os políticos e a letra “P” ficamos com ela mesma, pois tem uma serventia inconteste, o que já não acontece com os referidos. Políticos como Sarney e outros não valem “P” nenhum.
Definitivamente decididos, ficamos com a letra “P” e o fazemos depois de muito pensar, esquentar a cachola e queimar muitos neurônios, só uma coisa merecemos: efusivos
Parabéns!

Luiz Bosco Sardinha Machado


EM 2.O1O VOTE POR VOCÊ


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

EM 2.010 VOTE POR VOCÊ!


Um momento, cidadão!



A espera diz-se sábia

Embora nem sempre seja assim

Já vi quem é bom de lábia

Enganar gente sem fim



Conversa é sempre preciso

Propicia o entendimento

Mas temo pelo juízo

Que anda tão fraudulento



Acredite ainda existe

Quem valoriza o que pode

Tendo como verdade

Um mero fio de bigode



Quanto à morte, está enganado

Vivem os bons, certamente

Apenas assistem calados

Episódios deprimentes!



E se brada retumbante

A Pátria no anseio da sorte

Os tiranos triunfantes

Enfraquecem até o forte...



É dia de avivar a memória

Com prudência e seriedade

Vamos mudar a história

Exercendo a liberdade!



Que se faça novo tempo

Um tempo que nunca se viu

Mas estejamos atentos

Aos que sabotam o Brasil!









Priscila de Loureiro Coelho.

EM 2.O1O VOTE POR VOCÊ



(Uma campanha da COLUNA DO SARDINHA e de seus blogs )

domingo, 6 de setembro de 2009

Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Brasil – Fonte IBGE


Base: Julho de 2009

Produção industrial cresce 2,2% de junho para julho

Em julho, a produção industrial cresceu 2,2% em relação a junho, na série livre de influências sazonais, sétima expansão consecutiva nessa comparação. Frente a julho de 2008, a atividade fabril registrou recuo de 9,9%, menor queda desde abril. Com isso, o indicador acumulado no ano passou de -13,4%, em junho, para -12,8%, em julho. O índice acumulado nos últimos doze meses manteve trajetória decrescente, passando de -6,5%, em junho para -8,0%, em julho.

Em relação a junho, 23 dos 27 ramos pesquisados registram crescimento

Com o avanço de 2,2%, observado no total da indústria entre junho e julho, o patamar de produção do setor ficou 10,6% abaixo do nível recorde atingido em setembro de 2008. Esse aumento no ritmo de atividade, em julho, foi disseminado entre os setores industriais, atingindo 23 dos 27 ramos pesquisados. O desempenho de maior importância para o resultado global veio de máquinas e equipamentos (8,9%), que após forte ajuste na produção, no final do ano passado, acumulou ganho de 11,6% entre abril e julho. Também merece destaque o avanço de 4,5% na metalurgia básica, que mostra crescimento por quatro meses consecutivos, influenciado, neste mês, pelo retorno a operação de alguns alto fornos, seguido por alimentos (1,9%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (12,1%), borracha e plástico (5,6%), minerais não metálicos (3,6%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (4,5%). Por outro lado, as principais influências negativas vieram de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,3%) e refino de petróleo e produção de álcool (-1,1%). A atividade de veículos automotores, após acumular um ganho de 69,2% de janeiro a junho, fica praticamente estável em julho (0,1%).

Entre as categorias de uso, ainda na comparação mês/mês anterior, o setor de bens de consumo duráveis (4,6%) sustentou o maior ritmo de crescimento, na passagem de junho para julho, seguido por bens intermediários (2,0%) com ritmo próximo ao do total da indústria (2,2%), enquanto bens de capital (1,4%) e bens de consumo semi e não duráveis (1,0%) cresceram abaixo da média.

O comportamento positivo da atividade industrial, em julho, confirmou a trajetória ascendente do índice de média móvel trimestral nos últimos cinco meses. Na indústria geral, o acréscimo observado neste indicador, entre junho e julho, foi de 1,3%, acelerando o ritmo frente ao mês anterior (1,0%), com bens de consumo duráveis exibindo o maior incremento (3,6%), vindo a seguir, bens de capital (1,5%) e bens intermediários (1,4%). O setor de bens de consumo semi e não duráveis registrou a segunda taxa negativa consecutiva (-0,2%).

Na comparação com julho de 2008, 23 dos 27 setores reduzem a produção

Em relação a julho de 2008, o setor industrial recuou 9,9%, com perfil generalizado de queda, atingindo 23 das 27 atividades investigadas. A principal contribuição negativa veio de veículos automotores (-21,5%), seguido por máquinas e equipamentos (-20,2%), metalurgia básica (-19,2%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-28,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-25,4%), produtos de metal (-20,0%) e indústrias extrativas (-10,1%). Entre esses ramos, os itens de destaques foram: automóveis e caminhão-trator; rolamento de esferas para equipamentos industrial e aparelhos elevadores e transportadores; ferronióbio e lingotes, blocos, tarugos ou placas de aço; telefones celulares e aparelhos de comutação para telefonia; transformadores; estruturas de ferro e aço e telas metálicas; e minérios de ferro. Por outro lado, o impacto positivo mais relevante veio da indústria farmacêutica (8,6%).

Entre as categorias de uso, ainda na comparação com julho de 2008, o segmento de bens de capital permanece registrando o recuo mais elevado (-23,9%), sustentado por reduções na produção de todos os seus grupamentos, com destaque para bens de capital para transporte (-19,1%), pressionado principalmente pela menor fabricação de caminhões; seguido por bens de capital para uso industrial (-34,7%), para uso misto (-15,5%), para energia elétrica (-44,7%) e para construção (-51,9%). O desempenho de bens intermediários ficou 11,6% abaixo do de julho de 2008 e também foi negativamente influenciado por todos os seus subsetores, com destaque para os produtos associados às atividades de metalurgia básica (-19,2%), veículos automotores (-28,0%), indústrias extrativas (-10,3%), outros produtos químicos (-7,2) e borracha e plástico (-12,9%), pressionados principalmente pela redução nos itens: ferronióbio e lingotes, blocos, tarugos e placas de aço; peças e acessórios para indústria automobilística; minérios de ferro; herbicidas para uso na agricultura; e pneus e peças de plástico e borracha para indústria automobilística. Ressaltam-se, ainda, os índices negativos observados em insumos para construção civil (-10,0%) e embalagens (-6,3%).

Ainda na comparação com julho de 2008, recuando em menor ritmo que a média da indústria (-9,9%), bens de consumo duráveis (-6,7%) registrou a menor queda desde outubro do ano passado, impulsionado sobretudo pelo comportamento positivo da produção de eletrodomésticos (12,5%), que cresce pelo terceiro mês consecutivo, especialmente influenciada pela “linha branca” (38,2%), já que a “linha marrom” recuou 26,2%. A produção de automóveis (-10,1%) e de celulares (-17,6%) permaneceram apontando taxas negativas. O setor de bens de consumo semi e não duráveis recuou 3,2%, refletindo sobretudo o comportamento negativo de carburantes (-13,6%) e de semiduráveis (-12,1%), onde a redução nos itens gasolina e álcool, no primeiro subsetor, e calçados de couro, no segundo, exerceram os principais impactos. A única pressão positiva foi registrada pelo grupamento de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (0,6%), explicada, em grande parte, pelo avanço na produção de cervejas, chopes e refrigerantes.

Produção recuou 12,8% no acumulado janeiro a julho de 2009

O indicador acumulado para o período janeiro-julho recuou 12,8%, refletindo as quedas observadas em 23 dos 27 ramos industriais, com os impactos negativos mais importantes vindos de veículos automotores (-23,3%), máquinas e equipamentos (-27,7%), metalurgia básica (-26,5%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-38,3%), outros produtos químicos (-13,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-25,1%) e indústrias extrativas (-13,2%). Por outro lado, os setores farmacêutico (10,0%) e de outros equipamentos de transporte (13,0%) exerceram os impactos positivos mais significativos. Entre as categorias de uso, os resultados foram: bens de consumo semi e não duráveis (-3,1%), com queda abaixo da média da indústria (-12,8%), seguido por bens intermediários (-15,1%), bens de consumo duráveis (-17,3%) e bens de capital (-23,1%).

Em síntese, a elevação do ritmo da atividade industrial em julho (2,2%) teve perfil generalizado, atingindo a maioria (23) dos 27 setores industriais, e contribuiu para o setor registrar 12,0% de expansão ao longo de 2009. As comparações com o ano de 2008 são negativas mas decrescentes nos últimos quatro meses. No índice mensal, que recua 9,9%, observa-se redução no ritmo de queda, em relação à média do primeiro semestre do ano (-13,4%). Este movimento foi acompanhado por 21 dos 27 setores investigados, com destaque para: máquinas e equipamentos (de -29,0% para -20,2%), veículos automotores (de -23,6% para -21,5%), metalurgia básica (de -27,8% para -19,2%), borracha e plástico (de -19,6% para -12,5%), outros produtos químicos (de -14,2% para -7,6%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (de -40,1% para -28,1%) e máquinas para escritório e equipamentos de informática (de -20,6% para -2,9%). O comportamento deste conjunto de setores, que representa cerca de 40% do total da indústria, sintetiza os efeitos positivos sobre a atividade industrial das medidas de desoneração fiscal, da retomada do crédito, da manutenção do emprego e da massa salarial, com reflexo direto no nível de consumo interno.

Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.


Ricardo Bergamini

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

COERÊNCIA

MÃE JOANA E SUA CASA...


terça-feira, 1 de setembro de 2009

É O QUE DIZ O LEITOR


REPÚBLICA DE MACUNAÍMA


Realmente não houve a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. O que houve foi somente a publicação de seu extrato bancário.

O presidente da Caixa Econômica Federal,ele próprio, no uso das suas atribuições e numa demonstração de zelo pelo patrimônio dos seus clientes, fazia sistematicamente uma varredura nos milhões de contas da instituição.

Em determinado dia, percebeu uma irregularidade na conta do cidadão Francenildo, que, por ser caseiro, jamais poderia ter semelhante valor depositado em seu nome, salvo por lavagem de dinheiro ou propina.

Assunto esse de extrema gravidade e que só poderia ser resolvido em instância superior, ou seja, com o próprio ministro da Fazenda. Este, ao receber a documentação-denúncia, em dia bastante atarefado, esqueceu-a sobre a mesa. Como estava sem o carimbo de confidencial, um assessor deu-lhe encaminhamento indevido, pensando tratar-se de matéria para a imprensa.

A divulgação dos fatos causou, na época, verdadeiro tumulto na Ilha da Fantasia e deu início a uma demanda judicial. Após dois anos, a Justiça brasileira, por intermédio do Supremo Tribunal Federal, concluiu que houve crime, sim,mas a culpa é do mordomo. E que a partir de agora, com a trama esclarecida, reinarão a paz e a justiça na Republiqueta de Macunaíma.



Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo



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PRA MATAR DE INVEJA!



Parabéns, STF! Mas, principalmente, parabéns, São Paulo!

Agora, sepultadas as falsas acusações que tinham por objetivo atingir cidadãos honestos, que a mídia golpista vinha tratando como se fossem pessoas comuns, o Estado mais rico do País poderá ter, finalmente, uma administração à sua altura: com a integridade de Palocci no governo do Estado, a lucidez de Suplicy e a firmeza de Mercadante no Senado e a coragem de José Genoino na Câmara, seremos também premiados, provavelmente, com os bem contabilizados recursos intelectuais de Delúbio Soares na Secretaria da Fazenda, o excelente trânsito interempresarial de Silvinho Pereira nos Transportes, a segurança e a discrição de Jorge Mattoso na presidência da Nossa Caixa e, claro, a incalculável experiência do ex-presidente Lula na Secretaria de Educação.

Claro que os invejosos e ressentidos tentarão sabotar essa obra maravilhosa. Mas então nomearemos (sim, eu também sou paulista) Cláudio Lembo para a Secretaria de Administração Penitenciária e ele saberá manter no seu devido lugar esses representantes da elite branca e perversa... Que inveja para o resto do Brasil e - por que não? - para o mundo!



Odilon Toledo odilonto@terra.com.br

Belo Horizonte

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MAFIOSOS



Estou sabendo:a Máfia italiana virá ao Brasil fazer mestrado e doutorado. Sabem onde? Em Brasília! Mestrado na Câmara, doutorado no Senado, para eles aprenderem como fazer todo tipo de falcatruas e, além de não serem presos, ocuparem altos cargos no governo e rirem na cara do povo e da Justiça.



Amilton Ferreira Goulart

Dourado

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VÊ ISSO

http://www.youtube.com/watch?v=83WUqpvddq8

Ah! Eu pensei que não era....


LEVANTAMENTO SISTEMÁTICO DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA


Fonte: IBGE

Base: Julho de 2009




Em julho, IBGE estima queda de 7,9% na safra de grãos 2009



A sétima estimativa(1) da safra de cereais, leguminosas e oleaginosas aponta produção de 134,4 milhões de toneladas (2), em 2009, o que representa redução de 7,9% em relação à safra recorde de 2008 (146,0 milhões de toneladas), confirmando a expectativa da segunda maior safra nacional já obtida. A estimativa de julho foi 0,8% superior à de junho. O acréscimo frente ao mês passado deve-se, especialmente, às reavaliações positivas ocorridas com o milho 2ª safra no Mato Grosso, Goiás, Paraná e, ainda, por reavaliações nas estimativas do feijão 3ª safra, do sorgo e das culturas de inverno. A produção do arroz, em 2009, registra variação positiva de 4,2% em relação a 2008. Já para a soja e o milho, a previsão é de queda da produção em 5,2% e 14,2%, respectivamente, nessa comparação. A área a ser colhida (47,2 milhões de hectares), em 2009, apresenta decréscimo de 83.946 hectares, em relação a 2008, e de 2.996 hectares, em relação à área estimada pelo IBGE no mês de junho. As três principais culturas -soja, milho e arroz (que respondem por 81,3% da área plantada) apresentam variações de 2,1%, -4,6% e 1,0%, respectivamente, em relação a 2008.



Regionalmente, a estimativa de produção de cereais, leguminosas e oleaginosas esperada para 2009, em relação à safra anterior é: região Sul, 53,6 milhões de toneladas (-12,6%); Centro-Oeste, 48,1 milhões de toneladas (-5,2%); Sudeste, 16,9 milhões de toneladas (-3,8%); Nordeste, 12,0 milhões de toneladas (-4,0%) e Norte, 3,7 milhões de toneladas (-1,8%). O Mato Grosso, com 20,4% da produção nacional, suplanta em 1,4 pontos percentuais o Paraná (19%), consolidando a posição de maior produtor nacional de grãos.



Produção Agrícola 2009 – estimativa de julho em relação à safra 2008



Dentre os quarenta e um produtos selecionados, dezoito apresentam variação positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: amendoim em casca 2ª safra (14,5%), arroz em casca (4,2%), aveia em grão (20,5%), banana (2,1%), cana-de-açúcar (5,8%), castanha-de-caju (17,3%), cebola (4,8%), centeio em grão (3,6%), cevada em grão (1,1%), feijão em grão 1ª safra (4,0%), feijão em grão 2ª safra (9,4%), guaraná (0,5%), juta em fibra (9,8%), laranja (0,8%), maçã (5,6%), malva em fibra (0,6%), sisal em fibra (0,7%) e tomate (7,2%). Com variação negativa: abacaxi (-2,2%), algodão herbáceo em caroço (-25,7%), alho (-7,1%), amendoim em casca 1ª safra (-3,6%), batata-inglesa 1ª safra (-7,8%), batata-inglesa 2ª safra (-12,3%), batata-inglesa 3ª safra (-0,8%), cacau em amêndoa (-1,0%), café em grão (-13,5%), coco-da-baía (-0,3%), feijão em grão 3ª safra (-10,8%), fumo em folha (-2,0%), girassol em grão (-24,5%), mamona em baga (-21,2%), mandioca (-0,1%), milho em grão 1ª safra (-15,1%), milho em grão 2ª safra (-12,2%), pimenta-do-reino (-1,2%), soja em grão (-5,2%), sorgo em grão (-6,8%), trigo em grão (-0,3%), triticale em grão (-3,4%) e uva (-6,6%).



Área plantada de Cana de Açúcar tem expansão de 3,2% em 2009



Aberturas de novos mercados para os derivados da cana-de-açúcar e do arroz incentivaram os acréscimos das áreas destinadas ao cultivo destes produtos agrícolas que tiveram variação positiva, quando comparadas à safra 2008, de 3,2% e 1,4%, respectivamente. A ampliação dos canaviais é um processo que se intensificou, nos últimos 5 anos, devido à necessidade de se ter uma alternativa ao petróleo que atingiu elevados preços até 2008. Com a retração desses preços e com a crise internacional que se instalou em meados do segundo semestre de 2008, a capacidade de investimento das empresas do setor sucroalcooleiro foi afetada. Com a escassez de recursos financeiros, vários projetos tiveram seus cronogramas adiados ou suspensos, diminuindo o ritmo de expansão dos canaviais.



Milho, soja e algodão deverão ter as maiores retrações



O milho, para ambas as safras, soja e algodão herbáceo foram as culturas que apresentaram maior retração da produção, em termos absolutos, quando comparadas às respectivas produções alcançadas em 2008. No caso do milho, ocorreu o decréscimo na área plantada em 2009 (-4,0%), que pode ser creditado, em parte, aos grandes estoques nacionais observados em 31 de dezembro de 2008, superiores em 118,2% aos de 31 de dezembro de 2007 (resultados divulgados pela Pesquisa de Estoques). Além disso, aos baixos preços praticados na época do plantio e incertezas sobre a demanda futura do produto.



Rendimento da cultura da soja deverá ter decréscimo de 7,1%



No caso da soja, a área plantada foi 2,1% maior que a de 2008, mas os altos preços dos insumos de produção na época do plantio fizeram com que os produtores investissem menos em tecnologia, o que, associado a condições climáticas irregulares, determinaram um decréscimo de 7,1% no rendimento médio da cultura, passando de 2.817 kg/ha, alcançados na safra de 2008, para 2.618 kg/ha, na presente estimativa para 2009. A crise de créditos afetou os contratos futuros da cultura do algodão, que teve sua área de plantio reduzida em 21,9%, quando comparadas a 2008. Salienta-se que o elevado custo de produção das culturas e a má distribuição das chuvas também foram comuns para a safra 2009 de milho e algodão, determinando declínio no rendimento médio destas culturas em comparação à safra de 2008 em, respectivamente, -10,1% e -5,0%.



Produção Agrícola 2009 – estimativa de julho em relação a junho



No Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de julho destacamos as variações nas estimativas de produção, comparativamente ao mês de junho, de oito produtos: algodão herbáceo em caroço (-1,8%), aveia em grão (7,7%), cevada em grão (3,6%), feijão em grão 3ª safra (2,6%), milho em grão 2ª safra (5,0%), sorgo em grão (4,9%), trigo em grão (2,3%) e triticale em grão (6,2%).



ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – Para o algodão, neste sétimo levantamento de 2009, a produção esperada é de 2,9 milhões de toneladas, redução de 1,8%, comparativamente à estimada em junho. Essa queda reflete, principalmente, as reavaliações negativas de 4,4% da área destinada à colheita no Mato Grosso, maior produtor nacional (47,7% de participação), notadamente nos municípios de Campo Verde e Dom Aquino. Neste estado, ocorreu acréscimo no rendimento médio esperado em 1,0%, passando de 3.900 kg/ha, avaliados em junho, para 3.939 kg/ha, neste levantamento, porque a cultura se beneficiou das boas condições climáticas ocorridas no seu ciclo, apesar da adubação ter sido feita no limite mínimo do recomendado tecnicamente.



FEIJÃO (em grão) - A produção nacional de feijão, considerando as três safras do produto, está avaliada em 3.612.847 toneladas, inferior 0,1% à estimativa de junho, e está assim distribuída: 1.707.810 toneladas, da 1ª safra (47,3% do total), 1.531.514 toneladas, da 2ª safra (42,4% do total) e 373.523 toneladas, da 3ª safra (10,3% do total). Comparativamente ao levantamento de junho, as variações da produção dessas três safras foram, respectivamente, 0,1%, -0,9% e 2,6%. Para o feijão terceira safra, a variação positiva neste levantamento é decorrente do ganho de 9,6% na produção, verificado no estado de Goiás, em vista da confirmação de novos plantios na região de Cristalina, acrescidos em 12.000 hectares neste levantamento. O quadro do produto neste terceiro período de plantio ainda não está definido já que este pode se estender até o mês de agosto.



MILHO (em grão) - A produção nacional de milho em grão em 2009, para ambas as safras, totaliza 50.649.571 toneladas indicando, neste mês, um acréscimo de 1,8% sobre a estimativa de junho e está assim distribuída: 33.920.559 toneladas da 1ª safra (67,0% do total) e 16.729.012 toneladas da 2ª safra (33,0% do total), que apresentaram incremento na produção de 0,2% e 5,0%, respectivamente, na comparação com a avaliação anterior. Para o milho 2ª safra, que apresenta a maior variação, os ganhos absolutos foram verificados nos estados do Mato Grosso (420.122 t), Goiás (226.040 t) e Paraná (175.201 t), em função, principalmente, de reavaliação positiva do rendimento médio.



SORGO (em grão) – Plantado após a safra de verão, o sorgo apresenta, nesta avaliação de julho, acréscimo de 4,9% na produção, sendo estimada em 1.831.264 toneladas. O incremento absoluto da produção, em comparação ao levantamento de junho, é de 39.772 t, no Mato Grosso, 35.983 t, em Goiás, e 13.940 t, em Minas Gerais. O sorgo é considerado um produto alternativo como rotação de culturas, com maior rusticidade quando comparado com o milho, sendo uma opção de menor risco quando a colheita da safra de verão é postergada.



CEREAIS DE INVERNO (em grão) - Para as lavouras de inverno, cujos cultivos concentram-se, predominantemente, nos estados do sul do país, verificam-se acréscimos na produção, em nível nacional, para a aveia (7,7%), a cevada (3,6%), o trigo (2,3%) e o triticale (6,2%). Para o trigo, principal lavoura deste período de plantio, é esperada uma produção de 5,9 milhões de toneladas, superior 2,3% à informada em junho. O aumento pode ser creditado a novas avaliações no estado do Paraná, maior produtor de trigo (57,5% da produção nacional), que determinaram um aumento da área plantada em 2,5% e da produção em 3,6%. As boas condições climáticas observadas até o período do levantamento favoreceram o desenvolvimento da cultura. Pragas como pulgões e lagartas e doenças como a ferrugem e a mancha foliar, ocorreram, mas foram controladas pelos produtores não afetando significativamente as expectativas da produção até a presente avaliação.



Nota:



1 caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale.



2 Em atenção a demandas dos usuários de informação de safra, os levantamentos para Cereais, leguminosas e oleaginosas, ora divulgados, foram realizados em estreita colaboração com a Companhia Nacional de Abastecimento - Conab, órgão do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, continuando um processo de harmonização das estimativas oficiais de safra, iniciado em outubro de 2007, para as principais lavouras brasileiras.



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Ricardo Bergamini
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

CIDE DO LIVRO


O governo quer criar um novo imposto, a Cide do livro. O imposto de 1% sobre o faturamento será pago pelas editoras, distribuidoras e livrarias. O dinheiro iria para um fundo, administrado pelo próprio governo, para incentivar a leitura. Uma das ideias é ter "mediadores" de leitura, pessoas que tentariam incentivar o hábito de ler na população. A proposta tem outras esquisitices.
..
A minuta da criação do Fundo Pró-Leitura diz que o comitê gestor, que será dirigido pelo próprio Ministério da Cultura "deverá aprovar as normas e os critérios sob os quais os projetos serão apresentados e avaliados, examinando o mérito dos mesmos". Criação de imposto em época de crise não é o mais sensato. Mas esse é um dos dois impostos que o governo está tentando criar. O maior de todos, como se sabe, é a neo-CPMF.
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A minuta interna do governo diz que: "Fica instituído o Fundo Pró- Leitura e fica instituída a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), a qual será devida por todas as pessoas jurídicas de direito privado beneficiadas pela redução a zero das alíquotas PIS/Pasep e da Cofins." Vários outros setores foram desonerados sem contrapartida alguma, mas desse específico segmento se pede compensação.
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O setor não é contra ter um Fundo Pró-Leitura e isso chegou até a ser negociado com o governo tempos atrás, segundo empresários. Mas a contribuição seria voluntária, o governo aportaria o mesmo valor dos depósitos privados, e haveria uma administração paritária do governo com as empresas. Virou imposto em cascata, não há garantia do valor dos recursos públicos e agora se fala em administração paritária com a "sociedade", que pode ser qualquer coisa, inclusive instituições dóceis ao próprio governo.
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As editoras criaram um fundo voluntário que tem depósito de R$ 6 milhões hoje e que tem feito várias ações de incentivo à leitura. O cálculo é que se o imposto for mesmo criado ele arrecadaria R$ 60 milhões. É difícil saber de quanto foi a renúncia fiscal na venda de carros, mas só para se ter uma ideia, o governo deixou de recolher com o IPI dos carros R$ 2,8 bilhões nos primeiros sete meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.
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O Fundo Pró-Leitura trabalharia em quatro eixos: "democratizaçã
o do acesso; fomento à leitura e formação de mediadores; valorização de leitura e comunicação; desenvolvimento da economia do livro.".
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A intimidade com os livros se cria em casa, em primeiro lugar; na escola, em segundo lugar. Uma pesquisa recente mostrou que mais da metade dos professores da escola pública fundamental não têm o hábito de leitura. Esse é o trabalho a se fazer para incentivar a leitura na população. A ideia de criar "mediadores" para esse trabalho pode resultar em mais dirigismo, principalmente num governo como este e num ano eleitoral.
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Os economistas Fábio Sá Earp e George Kornis fizeram a pedido do setor um estudo sobre o assunto. Concluíram que, a despeito dos méritos de um Fundo Pró-Leitura, a melhor forma de financiá-lo não é um imposto em cascata. Do jeito que está, 1% para cada elo da cadeia vai virar 2,1% no preço final do produto. Eles lembram que a venda de livros está em queda no Brasil. Em 2008 foram vendidos 77 milhões de exemplares a menos do que em 1998, uma queda de 19%. Uma pesquisa encomendada à Fipe mostrou que houve uma forte recuperação de 2003 para cá; a queda havia sido muito maior. Mesmo assim, está abaixo de 1999. Sá Earp e Kornis calculam que a venda de livros é muito sensível ao preço, que qualquer elevação tem efeito direto no volume de vendas. O cálculo é que a elevação do preço provocado pela Cide do livro deverá ter um impacto negativo sobre o consumo de livros pelas famílias em torno de 3.600 exemplares por ano.
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A indústria do livro tem feito propostas diferentes, uma taxação menor, de 0,33% sobre cada etapa da cadeia produtiva, ou 1%, mas não sobre o faturamento e sim sobre o valor final do livro. Alguns empresários do setor contam que o governo, durante as conversas, tem usado a ameaça velada de volta do PIS/Cofins na negociação. Insinuam que o imposto pode voltar, o que seria, de fato, muito mais pesado do que a Cide. Como a PIS/Cofins sobre o livro não foi extinta, apenas a alíquota foi a zero, ela pode voltar a qualquer momento.
..
Ninguém pode ser contra ampliar bibliotecas públicas, fortalecer a indústria do livro, aumentar o acesso de pessoas com deficiência a livros especiais, incentivar o hábito de leitura. O difícil é concordar que mais um fundo estatal, criado por mais um imposto, em que agentes governamentais, os mediadores, é que farão isto. Os ministérios da Educação e da Cultura que usem os recursos dos impostos de todos os brasileiros para ampliar as bibliotecas, melhorar as escolas, formar professores que serão os melhores "mediadores" na formação do hábito de leitura. Ajudaria também se o presidente Lula não demonstrasse desprezo pelo livro. Depois de passar anos sem mencionar um livro que estivesse lendo, outro dia ele contou que está lendo o "Leite derramado". Mas revelou: "Leio pouco porque me dá sono."

Postado por Janete Cerqueira no BRASIL MOSTRA TUA CARA I em 8/29/2009 09:18:00 PM

Um governo que afronta a Constituição de forma tão clara, criando uma contribuição "imposta" que não é imposto, tornando mais caro os livros que quer incentivar a leitura, faz lembrar da piada do abaixo assinado para acabar com as filas: "Por favor, organizem-se, façam uma fila para assinar."

O lema do fundo será: TORNEMOS O LIVRO MAIS CARO PARA QUE MAIS PESSOAS POSSAM ADQUIRÍ-LO.

Sugiro outro fundo: Fundo de Contribuição para o Incentivo à Alimentação, que seria bancado por uma contribuição dos supermercados.

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

VI - instituir impostos sobre:

d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.

LEIA O MANIFESTO DE PARACATU em
http://alertaparaca tu.blogspot. com/2009/ 07/manifesto- de-paracatu. html

Saudações sócio-ambientais
Serrano Neves
Pres. Conselho Curador
Fundação Acangaú

domingo, 30 de agosto de 2009

No – 122 – COLUNA DO SARDINHA






MOEDA DE TROCA

Não sabemos se para o bem ou para o mal, nem o mundo político e nem o PT irão acabar como conseqüência do episódio Sarney. Sabemos entretanto, que deverão passar um tempo delicado na U.T.I cívica, e ademais tomando soro fisiológico, pois afinal o fisiologismo está na ordem do dia.
Quando a crise Sarney pipocou, nós deste canto já afirmávamos que defenestrar o maranhense da presidência do Senado, não era uma missão tão fácil assim para políticos amadores.
Tínhamos razão. Os cinqüenta anos de política, onde transitou por diversos partidos, sempre na situação e é bom que se diga, fez do Ribamar uma figura supra-partidária, que tem apoio nos mais diversos partidos, principalmente no DEM (ex-pefelê), de onde saiu para viabilizar sua candidatura ao Senado pelo PMDB do Amapá.
O mais recente cristão-novo sarneysista é o presidente Lula – quem diria ? -, que vê no político o canal ideal para conseguir o apoio necessário para barrar as investidas oposicionistas e para garantir a adesão aos projetos mais polêmicos e que causam náuseas aos próprios petistas.
Cristão-novo, mas não totalmente inexperiente, pois ao mesmo tempo em que admoesta o irrevogável Mercadante, Lula estimula outros a caírem de pau em cima de Sarney, para conservá-lo no seu canto, como um boxeador acuado. E como tal, Suplicy bate, dá cartão vermelho e Lula junta-se aos Democratas e assopra. Lula e Democratas, quem diria!
A única coisa que talvez Lula e ninguém contasse no início, era a tsunamica devastação que o efeito-Sarney causaria.
Todos os partidos com representação no Congresso saíram arranhados da pendenga. A maioria dos Senadores saiu respingada com as acusações de mau-uso do dinheiro público.
Primeiramente, Cristovam Buarque (PDT-DF) e Tião Viana (PT-AC), que praticamente iniciaram as denúncias, viram-se envolvidos com mal explicadas ligações telefônicas, o primeiro e com passagens aéreas para parentes, o segundo. Em seguida, Renan Calheiros e Collor em debate com Pedro Simon, demonstraram com seus insultos o charco onde o Senado chafurda.
Mercadante com sua irrevogável renúncia ao cargo de líder do governo no Senado, que não durou vinte e quatro horas, mostrou à soberba a quantas anda sua convicção e por extensão a do petismo.
E PSDB e PT no episódio que pedia a cassação de Artur Vergílio (PSBD-AM) perante o Conselho de Ética bem mostraram que para livrar Sarney, como o chefe Lula queria, tudo era válido, até mandar a ética para o espaço.
Evidente, que numa batalha há vencedores e perdedores e nesta, sem dúvida, os perdedores foram o Partido dos Trabalhadores, que no episódio perdeu além do senador Flavio Arns (PT- Pr), que saiu da reunião do Conselho de Ética (a que a imprensa oficiosa não deu muito espaço) falando cobras e lagartos e do presidente Lula que viu sua obstinada defesa de Sarney ser contestada dentro do seu próprio partido.
O grande vencedor foi o fisiologismo, ficando comprovado que todos tem um preço, bastando que pague-se o preço pedido; e, foi nesta canoa furada que embarcou o antes-ético Partido dos Trabalhadores.
Esta alternativa, de apoio a Sarney, que o governo optou, é extremamente arriscada, pois há um limite ditado pelas demandas do próprio partido governista, que passa exigir igual tratamento, com o argumento bastante válido de que os aliados de ocasião não podem ser considerados confiáveis, pois não resistem a um simples aceno de quem lhes ofereça mais.
Luiz Bosco Sardinha Machado




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O LEITOR COMENTA


É meu Caro Sardinha, reitero o que já comentei em outra oportunidade..."FALTA EDUCAÇÃO E JUSTIÇA"
Como temos um país de "semi-letrados", pois este país não educa, apenas ensina a ler e escrever mal o nome, usando todas as maquiagens educacionais possíveis para mostrar ao mundo "que estamos melhorando nossa educação!", mas o fato que na era da informação, tudo é disseminado pelos meios de comunicação, a informação (os fatos) está a disposição de todos do povo, que esquecem e acreditam em campanha eleitoral, da justiça que não "acredita", pois as provas são circunstanciais...
fico com algumas dúvidas:
Como acreditar num país que a justiça só é aplicada nos semi-letrados?
Como sair da situação de semi-letrados se os mesmos serão os futuros professores?
Como acreditar numa justiça que faz "justiça/governo/políticos" para seus direitos e proventos a fim de se perenizar?
Como esperar mudanças que extingue mordomias por aqueles que as usufruem?


Abraços
Pedro Paulo de Gouveia


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Obrigado, amigo.
Adorei a figura do fisiológico x fisiologismo. O texto, pra variar, está ótimo...
abraços
Valter

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eh bucha !!!

Gabriel, G.Port

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Quanto ao fisiologismo petista a única palavra , mais
branda, para isto é repugnância.
Mas acho que este colunista bate numa nota só........bata
também, como disse noutra ocasião, nos fisiologismos
estaduais e em particular na roubalheira tucana no Estado do
Rio Grande do Sul. Ou o roubo dos cofres públicos por uma
máquina administrativa permeada pela corrupção não
merece atenção?
Próximo as eleições os artigos com um único vetor de
crítica acaba por perder a credibilidade.
Carlos Roberto, RS

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Caro Bosco,

É meu sentimento que deveria ser iniciada uma campanha para que nas próximas eleições, não apenas em 2010, não fossem votados nenhum dos elemntos que compõem atualemtne o Parlamento, isto é, que não houvesse nenhuma reeleição.
Obrigado pela atenção.
Brasília DF, 28/08/2009
José Perez

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Amigo Sardinha:
1000% de acordo com tudo que você escreveu. Parabéns!
Sugiro uma enquete ou uma pesquisa para verificar se alguém sabe quais os
benefícios que os dignos parlamentares de São Paulo fizeram pelo nosso
estado. Eu não sei e às vezes me pergunto,por exemplo, o que o nosso senador
Suplicy
tem feito além de chamar para sí os holofotes da imprensa. Ora é juiz de
futebol,ora é investigador de polícia,ora é cantor,poeta - dentre outras
atividades. De concreto,politicamente falando, o que faz ou fez pelo nosso
estado de São Paulo??
Saudações
LZ

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sábado, 29 de agosto de 2009

O LEITOR ESCREVE


- Palocci estava na berlinda. A decisão coube a Gilmar Mendes.
Lembram de Gilmarzinho?
O tal que comanda 40 juízes no STF.
Pois é!...
Mais uma vez o sujeito Mendes interpretou a lei em favor de um Tubarão.
Que coincidência...
O mesmo Mendes que livrou a cara de Daniel Dantas da Brasil Telecom...
Faço uma aposta a quem quiser
Enquanto Gilmar Mendes presidir o STF nenhum Tubarão será condenado...

- Ainda falando do Circo de Marionetes que serve apenas para livrar vagabundo poderoso da cadeia...,
Alguém lembra do único a se opor a esse Circo dos Horrores?
O Deus Negro da Justiça que falou para o Pais ouvir que Mendes envergonhava os Juízes e o Povo Brasileiros?
Pois é!... O homem sumiu.
É porque a lei de Gilmar Mendes não perdoa quem fala a verdade e tem vergonha na cara.

- Soube que Lula comemorou a decisão do Gilmarzinho...
Mais uma do Lulinha...
Evidencia a diferença de Lula e outros governantes...
Em outros países comediantes se esforçam para criar piadas sobre seus Presidentes.
Aqui não precisa.
Lula é a piada.
Nada mais engraçado que sua cara de pau e falta de vergonha. (E tudo dentro da Lei - Viva Gilmarzinho!...)

- As últimas do PT de Lula.
Todos os seu lideres caíram em descrédito, por terem sido flagrados roubando. (Claro que ninguém provou - Viva Gilmarzinho!...)
Mas o Povo não precisa de provas para não votar.
Sabedouro dessa arrogância popular, o PT saiu em busca de alguém elegível.
Marina?...Sem chance.
É queixo duro. Não se deixa comandar e eles precisavam de um cordeirinho insignificante.
Viva Dilma!...
A segunda fase foi transformar a Gata Borralheira inexpressiva numa Princesa.
Pensaram em chamá-la de Lady Daiane Elisabeth!...
Desistiram.
Ficaria claro que só reinaria e não governaria.
Quem sabe Indira Margareth?
Não... Nomes associados a atentados poderiam dar idéias...
Outras opções...
Fernanda Henriqueta!... Lembraria gente preparada e inteligente.
Fora... A imagem da senhora não se enquadra....
Tarefa difícil.
Mas uma coisa estava clara.
Proteger a imagem da senhora. Colocá-la apenas na igreja rezando. Em asilos beijando velhinhos ou em orfanatos limpando cocô de criança...
O que fizeram?
Botaram a Dita a fazer o serviço sujo...
Lá foi a pobre ligar para a receita.
Dentro de sua competência previsível, a lama vazou.
Agora o PT se esforça em mentir e tentar negar o impossível.
Chegará um momento que não terá jeito.
Nessa hora o jeito é apelar e confiar na Justiça.
A decisão vai para o STF - (Viva Gilmarzinho!...)

Não gosto de escrever palavrões, mas me desculpem: Única forma de exemplificar a intensidade da indignação.

PQP!... Até quando nós b... de Brasileiros. Sempre metidos a MALANDROS e MACHÕES. Iremos aguentar esses VELHOS DOENTES E SEM VALORES ridicularizarem nossa História...

Lula, Gilmar, Sarney e Cia continuam roubando por se preocuparem com vestuário. A Fralda geriátrica é muito cara...


E ASSIM O MUNDO GIRA E O BRASIL SE AFUNDA.

Romário Oliveira

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

PESQUISA ANUAL DE SERVIÇOS - FONTE IBGE


Ricardo Bergamini
Base: Ano de 2007

Setor de serviços mostra crescimento nas ocupações com baixa remuneração

De 2003 para 2007, o número de trabalhadores no setor de serviços não financeiros aumentou de 6,4 milhões para 8,7 milhões e a massa salarial de R$ 61,0 bilhões para R$ 106,8 bilhões. Já o salário médio do trabalhador caiu de 3,2 para 2,5 salários mínimos mensais, e o total de gastos com pessoal1 passou de 51,8% para 47,4% do valor adicionado nas atividades do setor. Nesses quatro anos, os serviços de limpeza, serviços de alimentação e transporte rodoviário destacaram-se no crescimento de postos de trabalho. O número de trabalhadores nos serviços de limpeza foi o que mais cresceu no total do setor, de 983.111 (15,4% do total) para 1,475. 083 (16,9%), e a massa salarial passou de R$ 6,3 bilhões (10,4%) para R$ 12,4 bilhões (11,7%). Em contrapartida, nessa atividade com intensiva mão-de-obra de baixa qualificação a média dos salários pagos ficou abaixo da média do setor (2,2 salários mínimos, em 2003, e 1,7 salários mínimos em 2007). No mesmo período, os Serviços de alimentação passaram de 14,9% do total das pessoas ocupadas (948 856) para 13,8% (1 204 380), com o salário médio mais baixo do setor (1,5 salários mínimos, em 2003, e 1, 4, em 2007). O número de trabalhadores no Transporte rodoviário cresceu de 944 mil pessoas (14,8%) para 1,2 milhões (14,4%) e a massa salarial subiu de R$ 9,1 bilhões (14,8%) para R$ 14,9 bilhões (14,0%).



As informações são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) do IBGE, que representa a principal fonte de dados sobre a estrutura dos serviços empresariais não financeiros no país, com detalhamento por unidade da federação, fornecendo informações sobre número de empresas, pessoal ocupado, salários, valor adicionado e receita operacional líquida. A PAS 2007 traz, também, uma análise específica sobre as emprego e salários nas empresas dos serviços para o total do Brasil, desagregando para cada atividade do setor, Grandes Regiões, agregando por agrupamentos de atividades, e Unidades da Federação, por total dos serviços. Os serviços e produtos de informação, que abrangem atividades relacionadas às novas tecnologias de comunicação e informação, foram destaque na pesquisa gerando cerca de R$ 150,5 bilhões, o que equivale a 56,3% da receita operacional líquida do total das atividades que integram o Suplemento Produtos e Serviços da PAS. Em 2006, esse setor representou 56,5% da receita operacional líquida do total das atividades pesquisadas.



Dentre as atividades dos serviços, os maiores salários médios foram encontrados nos setores com baixa participação no total de ocupados. Em 2003, o topo salarial estava na atividade de agências de notícias e serviços de jornalismo (15,4 salários mínimos), que também era a atividade com menor participação na massa salarial dos serviços. Já em 2007, o maior salário médio mensal ficou com Transporte aquaviário (9,0 salários mínimos). Os serviços de telecomunicações também se destacaram em relação ao salário médio, figurando em segundo lugar nos dois anos analisados (14,3 salários mínimos, em 2003, e 8, 7, em 2007). As menores remunerações médias, em ambos os anos, foram encontradas nos serviços de alimentação (1,5 salário mínimo, em 2003, e 1, 4, em 2007); os serviços de manutenção e reparação de objetos pessoais (1, 6, em 2003, e 1, 4, em 2007) e de veículos (1, 6, em 2003, e 1, 5, em 2007).



De 2003 para 20072, todas as atividades dos serviços, com exceção para os Serviços auxiliares da agricultura que possui média salarial baixa e cujo salário médio cresceu de 1,6 para 1,9 salários mínimos, registraram queda no salário médio. Os reajustes salariais nas atividades dos serviços foram, em média, inferiores aos efetuados no salário mínimo e a queda foi mais significativa nas atividades com remunerações mais altas, como nos casos das telecomunicações e das agências de notícias. A maior queda na remuneração média (15,4 salários mínimos, em 2003 e 7, 6, em 2007) ocorreu nas Agências de notícias e serviços de jornalismo, uma atividade com poucas empresas atuantes no mercado.



São Paulo absorve a maior parcela (36,5%) de trabalhadores dos serviços no país



Segundo a pesquisa do IBGE, a Região Sudeste continua sendo a responsável pela maior parcela dos salários, retiradas e outras remunerações e da população ocupada nos serviços. Esta Região ampliou a proporção que detinha da massa salarial, de 66,3%, em 2003 para 66,9%, em 2007. Em 2003, esta Região absorvia 59,2% do número de pessoas ocupadas nos serviços, aumentando para 61,0%, em 2007. As Regiões Sul e Nordeste, que juntas representavam 30,7% das pessoas ocupadas, em 2003 (1.960.023), reduziram sua participação para 29,3%, em 2007 (2.552.713). Em 2003, estas Regiões pagavam 24,6% dos salários (R$ 15,1 bilhões) deste segmento, passando para 24%, em 2007 (R$ 25,7 bilhões).



De 2003 a 2007, São Paulo absorveu a maior parcela do pessoal ocupado dos serviços no País (33,1% e 36,5%, respectivamente) e foi responsável pela maior parte dos salários, retiradas e outras remunerações (41,3% em 2003 e 42,6%, em 2007). Também em São Paulo foi observada a maior remuneração média em 2003, 4,0 salários mínimos ante uma média nacional de 3,2 salários mínimos e, em 2007, foi pago em média 3,0 salários mínimos frente à média do país de 2,5. O Distrito Federal, que chegou a média salarial de 3,8 salários mínimos, em 2003, também apresentou 3,0 salários mínimos, em 2007. Outros destaques ficaram por conta do com do Rio de Janeiro, que ocupou, nos dois anos, a segunda posição em relação ao pessoal ocupado (13,9%, em 2003, e 12,6%, em 2007) e à massa salarial (16,2%, em 2003, e 14,8%, em 2007) e ainda apresentou um dos maiores salários médios do setor, 3,8 salários mínimos, em 2003, e 3,0 em 2007. Minas Gerais ficou em terceiro lugar no tocante a participação no total de pessoal ocupado (10,3%, em 2003, e 9,8% em 2007) e no total de salários (7,5%, em 2003, e 8,0%, em 2007), embora sua média salarial (2,3 salários mínimos, em 2003, e 2, 1, em 2007) fosse inferior à média nacional dos serviços.



No outro extremo, os estados que responderam pela menor absorção de mão-de-obra e pela menor parcela dos salários, retiradas e outras remunerações dos serviços, em 2003 e 2007, pertencem à Região Norte (Acre, Roraima, Amapá e Tocantins). O Piauí, na Região Nordeste, registrou o menor salário médio dos serviços em 2003 (2,0 salários mínimos); em 2007, o menor valor ficou com Roraima (1,5 salário mínimo).

Serviços prestados às empresas foram responsáveis pelo maior número de trabalhadores em 2007



A Pesquisa Anual de Serviços3 traz também informações das empresas que atuam em sete segmentos: serviços prestados às famílias; serviços de informação; serviços prestados às empresas; transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio; atividades imobiliárias e de aluguel de bens móveis e imóveis; serviços de manutenção e reparação e outras atividades de serviços. Em 2007, atuavam no setor de serviços não-financeiros 1.001.922 empresas, que geraram R$ 580,6 bilhões de receita operacional líquida e R$ 326,2 bilhões de valor adicionado, empregaram 8,7 milhões pessoas, cujos salários, retiradas e outras remunerações totalizaram R$106,8 bilhões. No mesmo ano, os Serviços prestados às empresas foram responsáveis pela maior parcela dos salários e do pessoal ocupado, com uma soma de R$ 35 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações (32,5% do total) e um contingente de 3 191 mil trabalhadores (36,7%). Em seguida, o setor de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio contribuíram com 27,1% da massa salarial (R$ 29,0 bilhões) e 21,9% das ocupações (1, 9 milhões).



Ainda segundo a pesquisa do IBGE, os Serviços prestados às famílias (Serviços de alojamento; Serviços de alimentação; Atividades recreativas e culturais; Serviços pessoais; e Atividades de ensino continuado) apresentaram o maior número de empresas: 327.107, que representa 32,6% do total. A participação do segmento dos Serviços prestados às empresas também merece destaque com 22,9% do total das empresas de serviços (228 958). O segmento de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio obteve a maior parcela da receita operacional líquida do setor, R$ 165,6 bilhões (28,5%). Também destacaram-se os Serviços de informação, 27,9% (R$ 162,2 bilhões) e os Serviços prestados às empresas, 23,1% (R$ 133,7 bilhões). A receita destes três segmentos representou quase 80,0% da receita operacional líquida do setor de serviços em 2007.



As atividades dos Serviços prestados às empresas também obtiveram a maior participação no valor adicionado4, 30,0% do total (R$ 98,0 bilhões), o que mostra que geraram um valor bruto de produção elevado (R$ 133,9 bilhões) frente ao consumo intermediário (R$ 36,0 bilhões). Os Serviços de informação (24,3% do total ou R$ 79,3 bilhões) e os Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (23,5% do total ou R$ 76,6 bilhões) também se destacaram na adição de valor.



Em 2007, serviços prestados às famílias ocupavam, em média, 6 pessoas por empresa



Nos Serviços prestados às famílias, predominaram empresas de pequeno e médio porte, que atuam em atividades destinadas ao consumidor final. Os Serviços de alimentação foram responsáveis pela maior parcela da receita, salários, pessoal ocupado e número de empresas. Em 2007, as 227 428 empresas desta atividade (69,5% do total) geraram R$ 34,5 bilhões em receita operacional líquida (64,0%), ocuparam 1,2 milhões de pessoas (64,2%) e pagaram R$ 8,2 bilhões (60,2%) em salários, retiradas e outras remunerações. No mesmo ano, os Serviços prestados às famílias ocupavam, em média, 6 pessoas por empresa. As empresas de alojamento apresentaram a maior média do segmento, 11 pessoas ocupadas por empresa.



Para os indicadores de salário médio mensal e produtividade, as atividades recreativas e culturais apresentaram resultados acima da média. Enquanto o salário médio mensal do segmento foi 1,5 salário mínimo, esta atividade pagou salário médio mensal de 1,8 salários mínimos e cada trabalhador adicionou R$ 27,5 mil, ante uma produtividade de R$ 15,2 mil para o total dos serviços prestados às famílias.



Em 2007, atividade de Telecomunicações é destaque nos Serviços de informação



Nos Serviços de informação (Telecomunicações; Atividades de informática; Serviços audiovisuais; e Agências de notícias e serviços de jornalismo), a atividade de Telecomunicações, caracterizada por conter empresas de grande porte e intensivas em capital, foi responsável pela maior parcela da receita operacional líquida, R$ 100,8 bilhões (62,2%). Em relação ao total do segmento, a atividade de Telecomunicações apresentou indicadores mais elevados: em 2007, a média de pessoas ocupadas nos Serviços de informação, foi de 8 pessoas ocupadas por empresa; já na atividade de telecomunicações essa média subiu para 40. Cada trabalhador do segmento adicionou R$ 134,9 mil de valor, enquanto os trabalhadores das empresas de telecomunicações apresentaram produtividade média de R$ 423,8 mil. Os Serviços de Informação pagaram um salário médio mensal de 5,9 salários mínimos, ante uma remuneração média de 8,7 salários mínimos para a atividade de telecomunicações.



A Atividade de informática também se destacou com a maior proporção do número de empresas, pessoal ocupado e salários, retiradas e outras remunerações. Em 2007, esta atividade totalizou 82,5% (58 627) das empresas dos Serviços de informação, 62,5% do pessoal ocupado (367 619) e pagou 55,1% (R$ 9,2 bilhões) dos salários, retiradas e outras remunerações. As empresas de informática geraram, em 2007, R$ 38,5 bilhões de receita operacional líquida (23,8% do total).



No período de 2006 e 2007, os Serviços de informação representaram 56,3% e 56,5%, respectivamente, da receita operacional líquida do total das atividades que integram o Suplemento Produtos e Serviços da PAS. Em 2007, esses serviços e produtos geraram R$ 150,5 bilhões de receita operacional líquida. Dentro desse grupo, em 2007, as telecomunicações geraram R$ 99,5 bilhões de receita líquida, a maior do setor de Serviços como um todo (17,4%) e do Serviço de informações que fazem parte dos Suplementos da PAS5 (66,1%). Em 2006, a atividade de telecomunicações representou 65,6% dos Serviços de informação.



No ranking das atividades de informação do Suplemento de produtos da PAS, em 2007, 12 dos 20 produtos com maiores participações na receita fazem parte da atividade de telecomunicações. Em primeiro na lista estão os Serviços de interconexão de telefonia móvel-celular com cerca de R$ 13,5 bilhões (9,0%) e os Serviços de telefonia fixo-fixo (chamadas locais, interurbanas, internacionais e de telefones públicos) com R$ 13,5 bilhões (9,0%). A telefonia celular ganhou importância saindo da terceira posição no ranking de maiores receitas dos Serviços de informação em 2006 para a primeira em 2007, tirando a liderança dos serviços fixo-fixo. Também subiram de posição os serviços de telefonia celular pós-pagos, pulando do quarto para o terceiro lugar.



Em 2007, atividade de Transporte rodoviário obteve maior participação no grupo



Em 2007, a atividade de Transporte rodoviário, que envolve tanto o transporte de passageiros (intra urbano e interurbano) como o transporte de cargas, obteve a maior participação na receita operacional líquida, na massa salarial, no emprego e no número de empresas no grupo de transportes em geral. As 94 717 empresas desta atividade (71,4%) geraram R$ 88,0 bilhões de receita operacional líquida (51,8%), pagaram R$ 15,0 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações (51,8%) e ocuparam 1 255 mil pessoas (65,8%).



Na atividade de Transporte rodoviário, o transporte de cargas deteve, em 2007, a maior parte do número de empresas (66 519) e da receita operacional líquida (R$ 56,3 bilhões). O transporte de passageiros foi responsável pela maior parcela do pessoal ocupado (645 176) e dos salários, retiradas e outras remunerações (R$ 7,8 bilhões).



As atividades de Transportes ferroviário e metroviário e Transporte aquaviário, compostas por um pequeno número de empresas, destacaram-se por apresentar indicadores de produtividade, salário médio e média de pessoal ocupado por empresa elevados em relação à média do segmento. Em 2007, os Transportes ferroviário e metroviário apresentaram produtividade de R$ 122,9 mil e uma média de 1 949 pessoas ocupadas por empresa, enquanto o segmento obteve produtividade média de R$ 40,2 mil e média de 14 pessoas ocupadas por empresa. As empresas do Transporte aquaviário pagaram os maiores salários médios mensais, 9,0 salários mínimos, seguidas das empresas do Transporte aéreo (8,1 salários mínimos). A média salarial do segmento foi de 3,1 salários mínimos.



Em 2007, as empresas de transportes geraram R$ 17 bilhões de receita a mais que em 2006, passando de R$ 148,7 bilhões para R$ 165,7 bilhões. Já as empresas de transportes ferroviário/metroviário, aquaviário e aéreo perderam participação na receita total do setor de 2006 para 2007. De acordo com o Suplemento da PAS 2007, o transporte ferroviário e metroviário representou 7,7% da receita do setor de transporte (contra 8,0%, em 2006) e os serviços de transporte aquaviário responderam por 8,6% da receita do setor de transportes (contra 8,9%, em 2006). Os serviços de transporte aéreo, analisados nos Suplementos, apresentaram uma queda maior na participação da receita total, gerando 14,9% da receita do setor de transporte, em 2007, ante 17,2% em 2006. O principal serviço deste segmento foi o transporte de passageiros em linhas regulares domésticas nacionais, que representou 49,7% da receita, em 2007.



Serviços de investigação, segurança, vigilância e transporte de valores ocuparam, em média, 130 pessoas por empresa



Em 2007, no segmento de Serviços prestados às empresas, os Serviços técnicos profissionais (consultorias, agências de publicidade, escritórios de advocacia e contabilidade, serviços de engenharia e arquitetura) representaram 55,5% (127 044) das empresas, responderam por 51,8% (R$ 69,1 bilhões) da receita operacional líquida e por 34,0% (R$ 11,8 bilhões) dos salários, retiradas e outras remunerações. Esta atividade, que tem como característica as empresas de pequeno porte e a mão-de-obra qualificada, apresentou a menor média de pessoal ocupado por empresa (5 pessoas, ante uma média do segmento de 14) e destacou-se em relação à produtividade e o salário médio. Cada pessoa ocupada nessa atividade adicionou, em média, R$ 76,8 mil, contra uma média do segmento de R$ 30,7 mil. Este serviço pagou um salário médio mensal de 3,8 salários mínimos, frente a uma média geral de 2,2 salários mínimos.



A maior parte do pessoal ocupado e da massa salarial dos serviços prestados às empresas, em 2007, estava na atividade de limpeza em prédios e domicílios. Esta ocupou 1 475 mil pessoas (46,2%), pagou R$ 12,4 bilhões (35,9%) em salários, retiradas e outras remunerações e gerou R$ 41,4 bilhões de receita operacional líquida (30,9%).



Quanto à média de pessoal ocupado por empresa, duas atividades destacaram-se em 2007: os Serviços de investigação, segurança, vigilância e transporte de valores, que ocuparam, em média, 130 pessoas por empresa, e os Serviços de seleção, agenciamento e locação de mão-de-obra temporária, com média de 121 pessoas ocupadas por empresa.

Serviços auxiliares financeiros se destacam no segmento Outras Atividades



O segmento Outras Atividades de Serviços agrupa as atividades de Serviços auxiliares à agricultura, Agentes de comércio e representação comercial, Serviços auxiliares financeiros, dos seguros e previdência complementar e Limpeza urbana e esgoto. Em 2007, a atividade de Agentes de comércio e representação comercial abrangeu o maior número de empresas do segmento, 67,5% do total (63 528) e foi responsável por 26,1% da receita (R$ 8,5 bilhões).



A maior parcela da receita operacional líquida e da massa salarial foi gerada nos Serviços auxiliares financeiros, R$ 15,1 bilhões (46,2%) e R$ 2,9 bilhões (44,6%), respectivamente. A atividade de Limpeza urbana e esgoto absorveu a maior parte do pessoal ocupado, 32,9%, 157 825 pessoas.



Em 2007, o segmento das Outras atividades de serviço ocupou, em média, 5 pessoas por empresa, pagando um salário médio mensal de 2,8 salários mínimos e alcançando uma produtividade média de R$ 48,9 mil. As empresas de Limpeza urbana e esgoto destacaram-se com a maior média de pessoal ocupado (71 pessoas por empresa). Os maiores indicadores de salário médio mensal (5,2 salários mínimos) e de produtividade (R$ 93,5 mil) foram encontrados nos Serviços auxiliares financeiros, dos seguros e da previdência complementar.



Notas



1 Os gastos com pessoal são compostos por salários, retiradas e outras remunerações, contribuições para a Previdência Social, FGTS, contribuições à previdência privada, indenizações por dispensa e benefícios concedidos aos empregados.



2 Isso não significa que houve rebaixamento de salários. A PAS mostra que, entre 2003 e 2007, os salários nominais médios cresceram em praticamente todas as atividades dos serviços. O indicador de salário médio em salários mínimos caiu, entretanto, porque os salários do setor não alcançaram a mesma recomposição dada ao salário mínimo.



3 O estrato certo reuniu 43 745 empresas (4,4% do total) responsáveis por 76,1% da receita operacional líquida (R$ 442,0 bilhões), 70,8% do valor adicionado, 72,8% da massa salarial e 60,6% das ocupações.



4 O valor adicionado corresponde à diferença entre o valor bruto da produção e o consumo intermediário (gastos da produção).



5 Os Suplementos da PAS são aplicados nas empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas.



Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

RECEITAS DA UNIÃO


Governo Lula – Junho de 2009



Ricardo Bergamini


De janeiro de 2003 até junho de 2009, o governo Lula obteve uma receita total de 28,29% do PIB (correntes e de capitais), tendo aplicado 31,09% do PIB (correntes e de capitais) como segue: 13,23% (Fazenda); 8,85% (Previdência Social - União e INSS); 1,78% (Saúde); 1,54% (Defesa); 1,29% (Educação); e 4,40% com as demais atividades da União, gerando déficit fiscal nominal de 2,80% do PIB.



De janeiro de 2003 até junho de 2009, apenas com Fazenda (R$ 1.999,3 bilhões, sendo R$ 821,5 bilhões relativos às Transferências Constitucionais e Voluntárias para Estados e Municípios); Previdência INSS (R$ 1.009,9 bilhões - com 23,0 milhões de beneficiários) e Custo Total com Pessoal da União - Civis e Militares - Ativos, Inativos e Pensionistas (R$ 728,7 bilhões - com 2.297.976 beneficiários) totalizando R$ 3.737,9 bilhões, comprometeram-se 87,39% das Receitas Totais (Correntes e de Capitais) no período, no valor de R$ 4.277,4 bilhões.



De janeiro de 2003 até junho de 2009 houve aumento das despesas totais (correntes e de capitais) de 1,38% do PIB em relação ao ano de 2002. Aumento real em relação ao PIB de 4,64%. Apesar do aumento global das despesas, devido ao aumento do número de Ministérios, houve redução real de algumas despesas importantes, tais como: Saúde (–3,78%); Defesa (-13,97%); Educação (–2,27%).



De janeiro de 2003 até junho de 2009 houve redução das receitas totais (correntes e de capitais) de 1,23% do PIB em relação ao ano de 2002. Redução real em relação ao PIB de 4,17%.



De janeiro de 2003 até junho de 2009 a União gerou um déficit fiscal nominal de R$ 424,1 bilhões (2,80% do PIB).



A dotação orçamentária das despesas da União do exercício de 2009 é de R$ 1.061,2 bilhões. Até junho de 2009 foi empenhado o montante de R$ 797,9 bilhões e liquidado R$ 420,5 bilhões, não considerando renegociação de dívidas de R$ 159,7 bilhões até junho de 2009.



Em dezembro de 1994 o estoque da dívida externa líquida da União era de US$ 34,8 bilhões (6,41% do PIB) aumentando para US$ 72,5 bilhões (14,33% do PIB) em dezembro de 2002. Crescimento real em relação ao PIB de 123,56% comparado com o ano de 1994. Em junho de 2009 diminui para US$ 50,8 bilhões (3,81% do PIB). Redução real em relação ao PIB de 73,41% comparado com dezembro de 2002, e redução real em relação ao PIB de 40,56% comparado com dezembro de 1994.



Em dezembro de 1994 o estoque total da dívida externa líquida (pública e privada) era de US$ 107,4 bilhões (19,78% do PIB) aumentando para US$ 195,7 bilhões (38,68% do PIB) em dezembro de 2002. Crescimento real de 95,55% em relação ao PIB comparado com o ano de 1994. Em junho de 2009 diminui para US$ 64,8 bilhões (4,86% do PIB). Redução real em relação ao PIB de 87,43% comparado com dezembro de 2002, e redução real em relação ao PIB de 75,43% comparado com dezembro ano de 1994.



No conceito de caixa as reservas em dezembro de 2002 eram de US$ 37,8 bilhões (com US$ 21,5 bilhões de dívida com o FMI), sendo as reservas ajustadas de US$ 16,3 bilhões. Em junho de 2009 estavam em US$ 201,5 bilhões (sem divida com o FMI), sendo as reservas ajustadas de US$ 201,5 bilhões.



A dívida total líquida da União (interna e externa) aumentou de R$ 87,8 bilhões (25,13% do PIB) em dezembro de 94 para R$ 1.103,9 bilhões (74,70% do PIB) em dezembro de 2002. Crescimento real em relação ao PIB de 197,25% comparado com dezembro de 1994.



Em junho de 2009 aumentou para R$ 1.934,0 bilhões (65,61% do PIB). Redução real em relação ao PIB de 12,17% comparando com dezembro de 2002, e crescimento real em relação ao PIB de 161,08% comparado com dezembro de 1994.



Com base em junho de 2009, cabe destacar ter o Tesouro Nacional haveres de R$ 442,4 bilhões junto aos Estados e Municípios, sendo que os 5 estados ditos mais ricos da federação devem 73,90% da referida dívida, como segue: SP (41,34%) - MG (11,41%) - RJ (10,37%) - RS (7,64%) - PR (3,14%), além de R$ 212,3 bilhões em haveres da administração indireta e outros haveres no montante de R$ 595,1 bilhões. Totalizando haveres de R$ 1.249,8 bilhões.



Com base em junho de 2009 a dívida total (Interna e Externa) líquida da União era de R$ 1.934,0 bilhões (65,61% do PIB), sendo R$ 1.321,9 bilhões (44,85% do PIB) em poder do mercado; R$ 499,7 bilhões (16,95% do PIB) em poder do Banco Central e R$ 112,4 bilhões (3,81% do PIB), relativa à dívida externa.



O custo médio de carregamento da dívida interna da União até junho de 2009 foi de 0,9165% ao mês (11,57% ao ano), com ganho real para os investidores de 1,1215% ao mês (14,32% ao ano), depois de incluída a deflação média/mês do IGPM de 0,2050% (2,4879% ao ano).



Sendo o multiplicador de base médio até junho de 2009 de 1,4700, ou seja: 68,03% dos recursos disponíveis foram esterilizados pelo Banco Central, através dos depósitos compulsórios, o juro mínimo de mercado médio até junho de 2009 foi de 11,57% ao ano x 3,1279 = 36,19% ao ano (2,6074% ao mês), não considerando outros custos, tais como: impostos, taxas e lucros dos bancos.



Até junho de 2009 a dívida total da União teve PMP (Prazo Médio de Pagamento) de 3,53 anos. Considerando apenas a dívida interna da União em poder do mercado teve um PMP de 3,35 anos.



Série histórica de nossa balança comercial com base na média/ano foi como segue: 85/89 (superávit de US$ 13,5 bilhões = 4,57% do PIB); 90/94 (superávit de US$ 12,1 bilhões = 2,70% do PIB); 95/02 (déficit de US$ 1,1 bilhão = -0,15% do PIB). De janeiro de 2003 até junho de 2009 (superávit de US$ 35,1 bilhões = 3,37% do PIB).



Série histórica de nossa necessidade de financiamento de balanço de pagamentos com base na média/ano foi como segue: 85/89 (US$ 13,4 bilhões = 4,56% do PIB); 90/94 (US$ 17,4 bilhões = 3,89% do PIB); 95/02 (US$ 50,9 bilhões = 7,26% do PIB). De janeiro de 2003 até junho de 2009 (US$ 30,5 bilhões = 2,94% do PIB).



Série histórica dos investimentos externos líquidos (diretos e indiretos) com base na média/ano foi como segue: 85/89 (negativo de US$ 6,3 bilhões = -2,14% do PIB); 90/94 (positivo de US$ 7,0 bilhões = 1,57% do PIB); 95/02 (positivo de US$ 24,3 bilhões = 3,46% do PIB). De janeiro de 2003 até junho de 2009 (positivo de US$ 22,2 bilhões = 2,13% do PIB).



O custo total de pessoal da União aumentou de R$ 35,8 bilhões em 1994 para R$ 75,0 bilhões em 2002. Incremento nominal de 109,50% em relação ao ano de 1994. Em 2009 está previsto um custo total com pessoal da União de R$ 168,8 bilhões. Incremento nominal de 125,06% em relação ao ano de 2002.



Em 2009 a previsão do rendimento médio/mês per capita com pessoal ativo - 1.232.978 servidores (804.253 civis e 428.725 militares) é de R$ 6.823,59 enquanto a média/mês per capita nacional para os trabalhadores formais nas atividades privadas é de R$ 1.312,30 (80,77% menor).



Em 2009 a previsão do rendimento medo/mês per capita com pessoal inativo e pensionista – 1.064.998 servidores (734.382 civis e 330.616 militares) é de R$ 5.312,79 enquanto a média/mês per capita dos inativos e pensionistas das atividades privadas (INSS - 23,0 milhões de beneficiários) foi de R$ 655,90 (87,65% menor).



Com base nos números conhecidos no mês de Junho de 2009, comparando com dezembro de 2002, houve aumento do efetivo da ordem 334.099 servidores: Legislativo - 4.739; Judiciário -13.775; Executivo Militar - 176.264 recrutas; Executivo Civil - 124.162 e Ex-territórios e DF de 15.159.



Em 2009 a previsão do déficit do setor privado (INSS) é de R$ 36,6 bilhões (1,24% do PIB) e déficit do setor público federal de R$ 58,6 bilhões (1,99% do PIB), totalizando no ano 2009 déficit previsto de R$ 95,2 bilhões (3,23% do PIB).



Em 2009 a arrecadação prevista do sistema de previdência geral (INSS) é de R$ 188,2 bilhões em contribuições de empresas (5,7 milhões) e empregados e autônomos ativos da iniciativa privada (46,1 milhões), pagando benefícios da ordem de R$ 224,8 bilhões para um contingente em torno de 23,0 milhões de aposentados e pensionistas, com salário médio mensal de R$ 655,90 gerando déficit de R$ 36,6 bilhões (1,24% do PIB).



Em 2009 a arrecadação prevista do governo federal junto aos servidores é de R$ 9,7 bilhões (Militares - R$ 1,9 bilhão; Parte Patronal da União dos funcionários civis Ativos e Inativos - R$ 1,5 bilhão e Parte dos Funcionários Civis Ativos e Inativos - R$ 6,3 bilhões) de um contingente de pessoal ativo da ordem de 1.232.978 servidores (804.253 civis e 428.725 militares), com salário médio/mês de R$ 6.823,59 pagando benefícios de R$ 68,3 bilhões para um contingente de 1.064.998 servidores aposentados e pensionistas (734.382 civis e 330.616 militares), com salário médio/mês de R$ 5.312,79 gerando déficit de R$ 58,6 bilhões (1,99% do PIB).



O PIB per capita apurado no ano de 1994 foi de US$ 3.472,00. Em 2002 fechou em US$ 2.859,00, ou seja: 17,65% menor do que o apurado em 1994. Com base nos números conhecidos até junho de 2009 podemos projetar um PIB per capita de US$ 6.978,00, ou seja: 144,07% maior do que o apurado no ano de 2002, e 100,98% maior do que o apurado em 1994.



O PIB apurado no ano de 1994 foi de US$ 543,1 bilhões. Em 2002 fechou em US$ 505,9 bilhões, ou seja: 6,85% menor do que o apurado no ano de 1994. Com base nos números conhecidos até junho de 2009 podemos projetar um PIB de US$ 1.333,5 bilhões, ou seja: 163,59% maior do que o apurado em 2002, e 145,53% maior do que o apurado em 1994.





Em 2002 foi apurada uma taxa média de desemprego aberto, medida pelo IBGE, de 11,7%. Até junho de 2009 foi apurada uma taxa média de 8,6%, ou seja: 26,50% menor do que a média apurada em 2002.





Nota: Estudo completo está disponível no sítio abaixo mencionado



O autor é Professor de Economia.



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