MARINA

Má li esse poema umas dez vezes. Foi a coisa mais bonita que já fiz. Andei trocando umas palavras, corrigindo vou mandar de novo prá vc montar um slide vou mandar imprimir e mando p/ vc pelo correio MARINA No ambiente amplo Paredes brancas, Iluminado por uma Réstia de luz Qu’escapava esguia Por cortina balouçante, Uma marina deslumbrante, Com mares azuis, tal Olhos de uma diva. O píer branco qual Espumas das ondas O conjunto enfeitando. Barcos que partiam E chegavam Se quem ia ou voltava Não sei se ria Ou só chorava. Ah! como amava Esta marina que, De amor minha Vida povoava 22.03.09 LUIZ BOSCO SARDINHA MACHADO ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ QUEM SOU EU MARINA SILVEIRA- PROFESSORA, TECNÓLOGA AMBIENTAL E ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL

sexta-feira, 16 de julho de 2010

"JB" ANUNCIA FIM DA VERSÃO IMPRESSA



O Jornal do Brasil, “JB” como é conhecido, anunciou no Rio de Janeiro, na semana passada que a partir de primeiro setembro deixará de circular em sua versão impressa, permanecendo no entanto em sua versão on line.

Ícone da imprensa brasileira, sua trajetória confunde-se com a história do Rio de Janeiro, da mesma forma que o Quitandinha, o Copacabana Palace, o Casino da Urca, o Pão de Açúcar, o Corcovado e o Cristo Redentor.

Fundado em 1.891, o JB sempre foi um bastião na luta pela liberdade de imprensa.

Um dos maiores equívocos dos Nascimento Brito, donos do jornal em quase todo o período de sua existência, foi ter apoiado o golpe que derrubou João Goulart em 31 de março de 1.964. Isto por quê, mais adiante vieram a ser vítimas da tesoura da censura dos vitoriosos que apoiaram.

Verdadeira escola de jornalismo, o jornal teve em seu quadro de colaboradores escritores de prol, como José Veríssimo, Joaquim Nabuco, Oliveira Lima e Eça de Queirós. O Barão do Rio Branco também colaborou em suas páginas.

O jornal, que atualmente é de propriedade do empresário Edson Tanure, tem 120 funcionários, entre eles 30 colunistas fixos, ainda não se manifestou sobre o futuro de seus colaboradores e nem os motivos para uma mudança tão radical.

Luiz Bosco Sardinha Machado


As informações são da Wilkpedia

quinta-feira, 15 de julho de 2010

No – 162 – COLUNA DO SARDINHA: DINHEIRO COM RASTREADOR

Veja Errata ao final

 A  reunião da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisou nesta 2ª. Feira (05.07) o Relatório do Deputado Aldo Rebelo (PC do B/SP) deu bem uma mostra de como funciona a “democracia representativa” nesta república dos brasilíndios.

Duas passagens deixaram bem claro a serviço de quem está grande parte dos que deveriam ser os representantes do povo, que muito oneram os cofres públicos e hipoteticamente estariam em Brasília a serviço de quem lhes paga.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

BRASIL PODE ACABAR COM A MISÉRIA ATÉ 2.016, DIZ IPEA


Com Induscom (www.induscom.com.br)



Até 2016, o Brasil pode superar a miséria e diminuir a taxa nacional de pobreza absoluta (rendimento médio domiciliar per capita de até meio salário mínimo por mês), segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre pobreza e miséria. O levantamento apresentado ontem, no Rio de Janeiro alerta que, para atingir esse ideal, o país precisa equilibrar a desigualdade que existe entre os estados em relação às taxas de redução da pobreza.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

FUTEBOLADAS

“Patriotada futbólera”. Foi assim que o Ecoportal (WWW.ecoportal.com), revista eletrônica publicada em espanhol, com mais de 150.000 assinantes espalhados pelo mundo, retratou a propaganda da “estatal” Petrobras, que mostrava frentistas de postos de gasolina perfilados, mãos ao peito, ao som do hino nacional, que é um dos símbolos da pátria brasileira.

Tal propaganda mostrada no início da Copa, deveria despertar sentimentos de patriotismo, como talvez tenha sido a intenção da empresa, mas deve ter ocorrido o inverso.


MUNDIAL-FIFA 2.010

Euforia com o Mundial causa perdas milionárias aos comerciantes brasileiros

O fanatismo dos brasileiros para assistir aos jogos do Brasil na Copa do Mundo da África do Sul-2010 está gerando perdas milionárias para os comerciantes do Rio de Janeiro e São Paulo. (AFP Photo / Vanderlei Almeida)
O fanatismo dos brasileiros para assistir aos jogos do Brasil na Copa do Mundo da África do Sul-2010 está gerando perdas milionárias para os comerciantes do Rio de Janeiro e São Paulo. (AFP Photo / Vanderlei Almeida)
07/02/2010 09:12 AM EDT
AFP
O fanatismo dos brasileiros para assistir aos jogos do Brasil na Copa do Mundo da África do Sul-2010 está gerando perdas milionárias para os comerciantes do Rio de Janeiro e São Paulo, segundo estudos divulgados.

domingo, 11 de julho de 2010

Á MÍDIA É A RESPONSÁVEL PELO FRACASSO DA SELEÇÃO




 



Aí vão os textos mostrando tudo de ruim que rola hoje no futebol. Você os encontra completos também em meu site www.virobscurus.com.br, no link


Geni-Press, nossa mídia
esportiva, é de novo a
responsável pelo fiasco
da Seleção na Copa e pela
decadência de nosso futebol

Das limitações de PVC e Tostão
ao despreparo de Daniel Piza

Jornalistas aqui citados ou criticados: Paulo Vinícius Coelho (PVC), Sérgio Augusto, Luis Fernando Verissimo, Tostão, Daniel Piza, Paulo Calçade, Mauro Cezar Pereira, João Saldanha, Nélson Rodrigues, Roberto Avallone, Galvão Bueno, Cléber Machado, Fernando Calazans, José Trajano e Juca Kfouri.

A Ethevaldo Siqueira, que poderia ser
deslumbrante, mas continua só deslumbrado.

Abertura que diz tudo

sábado, 10 de julho de 2010

GOVERNO LULA

 Ricardo Bergamini*

Governo Lula - Abril de 2010

Perfil dos Gastos Públicos da União

De janeiro de 2003 até abril de 2010, o governo Lula obteve uma receita total de 27,92% do PIB (correntes e de capitais), tendo aplicado 31,95% do PIB (correntes e de capitais) como segue: 9,43% (Serviço da Dívida); 5,38% (Transferências para Estados e Municípios); 6,69% (Previdência Social - INSS); 4,83% (Gastos com Pessoal da União); 1,79% (Saúde); 1,54% (Defesa); 1,34% (Educação); e 0,95% com as demais atividades da União, gerando déficit fiscal nominal de 4,03% do PIB.

De janeiro de 2003 até abril de 2010, apenas com Serviço da Dívida - R$ 1.702,5 bilhões (9,43% do PIB); Transferências Constitucionais e Voluntárias para Estados e Municípios - R$ 970,5 bilhões (5,38% do PIB); Previdência INSS - R$ 1.206,8 bilhões com 23,6 milhões de beneficiários (6,69% do PIB) e Custo Total com Pessoal da União - Civis e Militares - Ativos, Aposentados e Pensionistas - R$ 872,0 bilhões com 2.124.177 de beneficiários (4,83% do PIB) totalizando R$ 4.751,8 bilhões (26,33% do PIB), comprometeram-se 94,30% das Receitas Totais (Correntes e de Capitais) no período, no valor de R$5.039,5 bilhões (27,92% do PIB).

DO BRASIL QUE QUEREMOS E PRECISAMOS








Da Agenda 2020

 É incontestável que o Brasil ao longo das últimas décadas vem evoluindo progressivamente e como indicadores dessa realidade evolutiva estão a conquista da estabilidade econômica, a consolidação da democracia e o pleno funcionamento das instituições republicanas.



Esta trajetória de progresso teve início no governo Collor/Itamar Franco (1990-1994) com a implantação de uma agenda de modernização do setor produtivo baseado na melhoria da competitividade da economia brasileira através dos processos de privatização e de abertura da economia.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

FÓRUM CARAJÁS

AS CARRANCAS DO SENHOR ONÉSIO

A cada mês do ano surgem três viagens para o Baixo Parnaíba e a cada viagem se afirma o projeto de assessoria que o Fórum Carajás encetou no inicio do programa "Territórios Livres do Baixo Parnaíba".

Difícil de prever se haverá uma temporada de calmaria nessa região ou em outras do estado do Maranhão.

ENTIDADE QUESTIONA LISURA DAS URNAS ELETRÔNICAS

Desde 2005, o administrador eleitoral brasileiro, que curiosamente responde pelo nome de tribunal (TSE), vem implementando seu projeto de construir um cadastro com dados biométricos dos cidadãos brasileiros.

O argumento apresentado ao público desde então é que iria se acabar com o "último reduto da fraude eleitoral".



Porém, nunca se explicou direito qual seriam tais fraudes e qual sua incidência.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

"FLOR DO DESERTO": O FILME

ANA ECHEVENGUÁ

 "Na real, todas nós somos castradas de alguma maneira. Pela vida, por algum homem, pela sociedade... acho que você me entende." Renata Cowalski

Ontem, vi a estréia de "Flor do Deserto". Mulheres maravilhosas, não percam esta oportunidade! Um filme bem feito que, incompreensivelmente, não recebeu premiações. Ou maior divulgação na mídia.
O roteiro envolve várias vidas femininas; mulheres guerreiras e decididas que integraram o cotidiano da protagonista Waris Dirie, ex-modelo somali que teve coragem de trazer ao público sua biografia. Com isso, deu início à luta contra a tradicional circuncisão feminina que, ainda hoje, é praticada. Diariamente, 6.000 mil crianças, no mundo, ainda são vítimas desta mutilação que causa danos físicos e psicológicos irreversíveis.

RELATÓRIO DO PLANETA TERRA

Enviado por Carlos Grand

Se a população da Terra fosse reduzida à dimensão de uma pequena
cidade de 100 pessoas, num instante teríamos a seguinte distribuição:


57 Asiáticos
21 Europeus
14 Americanos (norte e sul) sendo seis entre os mais ricos da Terra
08 Africanos
52 mulheres
48 homens
70 pessoas de cor
30 caucasianos
89 heterossexuais
11 homossexuais
06 pessoas seriam donas de 59% de toda a riqueza particular
80 pessoas viveriam em más condições
70 não teriam recebido qualquer instrução escolar
50 passariam fome
01 morreria
02 nasceriam
01 teria um computador
01 (apenas um) teria instrução escolar superior

Quando você olha para o mundo nessa perspectiva, consegue perceber a
real necessidade de solidariedade, compreensão e educação?


Pensa também no seguinte:
Esta manhã, se acordar com saúde, então é mais feliz do que 1 milhão
de pessoas que não vão sobreviver até ao final da próxima semana.

Se nunca sofrer os efeitos da guerra, a solidão de uma cela, a agonia
da tortura, ou fome, então é mais feliz do que outros 500 milhões de
pessoas do mundo.


Se pode entrar num templo religioso - qualquer que seja o credo - sem
medo de ser preso ou morto, é mais feliz do que outros 3 milhões de
pessoas do mundo.


Se tem comida na geladeira, tem sapatos e roupa, tem uma cama e teto,
é mais rico do que 75% das outras pessoas do mundo.


Se tem uma conta bancária, dinheiro na carteira e algumas moedas num
moedeiro, pertence ao pequeno grupo de 8% de pessoas do mundo que
estão bem na vida.


Se está lendo esta mensagem, é triplamente abençoado, pois:
1. Alguém lembrou de você.
2. Não faz parte do grupo de 780 milhões de pessoas que não sabem ler.
3. E tem um computador!
Tal como alguém uma vez disse:
- "trabalha como se não precisasses do dinheiro;
- ama como se nunca tivesses sido magoado;
- dança como se ninguém estivesse a ver-te;
- canta como se ninguém estivesse a te ouvir;
- vive como se a terra fosse o Paraíso."

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A VOLTA

ESTA COPA NÃO PERDEMOS







Durante quase quatro anos, às vezes por mais de doze horas por dia estivemos pesquisando, organizando e escrevendo matérias que transmitissem ao leitor noções de civilidade, cidadania e até de cultura.



É claro que a critica ácida sempre esteve presente, o que nem sempre é entendido, mas deve-se lembrar que líderes de qualquer estirpe ouvem as opiniões que lhe são contrárias, para chegar ao equilíbrio de suas ações.

REACIONÁRIO E PREDATÓRIO

floresta não é antinomia de "comida"
Por Marcio Santilli
Sócio-fundador do Instituto Socioambiental

Venho resistindo há meses comentar declarações e posições assumidas pelo deputado Aldo Rebelo, companheiro de lutas nos tempos de ditadura e protagonista de uma longa e respeitável carreira política. 

Porém, sua condição de relator de proposta de alteração do Código Florestal
brasileiro o expôs a equívocos graves e lamentáveis, capazes de desvirtuar a sua própria trajetória.

Para meu espanto, Aldo Rebelo sonegou qualquer elemento inovador à discussão sobre a lei de florestas, que são um ativo nacional da maior importância estratégica no presente e para o futuro, no contexto da crise climática e de escassez de recursos naturais que será uma forte marca deste século.

O Código Florestal é a lei brasileira para florestas, não é lei agrícola e nem agrária, e o deputado apresentou uma proposta que confunde este fato básico e não reflete sobre a importância da própria floresta.

Floresta não é antinomia de "comida", como parece crer o Aldo. Manter e recuperar ativos florestais é parte fundamental de qualquer estratégia econômica nacional que aponte para as economias do futuro.

O Brasil é o maior detentor de florestas nativas do mundo, a despeito da sua condição de forte produtor e exportador de alimentos.

A China já detém a maior área reflorestada do planeta, a despeito da sua gigantesca população e limitada extensão de terras agricultáveis.

CÓDIGO FLORESTAL




Comissão aprova devastação do Código Florestal



Por 13 votos a 5, foi aprovado o texto principal do substitutivo do deputado Aldo Rebelo (foto) para o Projeto de Lei 1876/99, que reforma o Código Florestal. 

Foram rejeitados todos os destaques apresentados ao substitutivo do relator da reforma do Código Florestal, deputado Aldo Rebelo. 

Com a aprovação do texto final, o relatório segue para votação pelo Plenário.

Foi encerrada a reunião da comissão especial que analisa o Projeto de Lei 1876/99 e apensados.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Vital Battaglia acerta ao sugerir só 'brasileiros' na Seleção





Vital Battaglia acerta ao
sugerir, em entrevista a
mim semanas antes da Copa,
que a Seleção para 2014 tivesse
apenas "brasileiros", ou seja,
só jogadores que atuam no Brasil

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, acaba de anunciar que, neste início de preparação (próximos seis meses), a Seleção só terá "brasileiros", começando com o amistoso contra os EUA em Nova York, no dia 10 de agosto. Prepare as emoções para ver daqui a um mês a seleção proposta pelo repórter Vital Battaglia, em entrevista a mim antes da Copa. Finalmente, teremos Ganso, Neymar e todos aqueles que Dunga preteriu e que você gostaria de ver na Seleção. Battaglia foi assessor de imprensa do Selecionado nos tempos em que o técnico era Falcão, hoje comentarista da TV Globo. Na entrevista a mim, Battaglia apresentou um plano para a Seleção visando a 2014, antevendo já o fracasso de Dunga na África. Dei o nome de "Plano Vital". Veja abaixo matéria deste domingo no Estadão (4/7), confirmando tudo isso. No final do texto (ver rodapé), você tem também o link para a entrevista completa de Vital Battaglia (imperdível).

segunda-feira, 5 de julho de 2010

RIO DE JANEIRO, CIDADE PLURAL

CIDADE: OLHARES E TRAJETÓRIAS

http://www.webbusca.com.br/pagam/rio_de_janeiro/rio_de_janeiro_centro1.jpg
Vilma Homero
Falar sobre o Rio de Janeiro é abordar uma das inúmeras questões que a cidade suscita. 

Nela, transitam personagens emblemáticos, que vão de patricinhas e mauricinhos a funkeiros, favelados, milicianos, passando pelos emergentes da Barra.
Longe de uma imagem única da tão falada "cordialidade carioca", o universo urbano do Rio é permeado por diferenças, antagonismos e conflitos.

domingo, 4 de julho de 2010

O QUE TEM POR DENTRO

http://i219.photobucket.com/albums/cc166/recado/glimboo/criancas/0056.jpg

 Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.
    (A Hora da Estrela)

        Clarice Lispector


        Saúde, Luiz, muita saúde! Se recupere logo e volte para nós!

RECORDANDO AS MELHORES DO ANO


A ERA DELLE 3

A democracia ainda não chegou à Economia brasileira e se depender dos últimos governos – FHC e Lula – dificilmente chegará.
O primeiro FHC promoveu uma mal planejada privatização, que transferiu aos particulares, monopólios que antes pertenciam ao Estado e que agora ficaram sujeitos aos humores e misericórdia de empresários, a maioria estrangeiros, cujo escopo invariavelmente é o lucro – e se for fácil, melhor ainda.
Setores estratégicos como energia, comunicações e mineração foram privatizados em bloco, permitindo que pequenos grupos se apoderassem de setores vitais da economia, ferindo até a soberania do país.
Lula, ao contrário do prometido em campanha, concentrou ainda mais o poder econômico nas mãos de tais grupos, permitindo fusões – como a da BrasilTelecom/OI – estimulando com financiamentos do BNDES a formação de conglomerados com a finalidade única de fortalecer monopólios.
Para o lado que olharmos, impera a mais negra ditadura que se conhece a ditadura econômica, que subjuga à força do capital os menos favorecidos.
Principalmente, após a Segunda Guerra, o Estado apoderou-se dos meios de produção e da economia como um todo. Tudo gravitava em torno do Estado que controlava desde a Bolsa de Valores até os índices mais inusitados como natalidade e mortalidade de nascituros, por exemplo. Quem não se lembra da inflação do chuchu do Mario Henrique Simonsen e mais recentemente no governo Lula da proibição do IPEA de publicar projeções de índices futuros?
Só para relembrar: o governo divulga através de seus órgãos entre outros índices, a inflação, os juros (taxa SELIC), o cálculo do Produto Interno Bruto e até a cotação do dólar. Não queremos dizer com isso, que tais institutos que promovem tais levantamentos, não gozem de confiabilidade, mas pelas experiências passadas, a tentação política de manipular tais dados é muito forte.
O embaixador Rubens Ricupero, ministro do governo Itamar ficou célebre pela declaração "in off" na Rede Globo e que por descuido foi ao ar, mais ou menos assim: o que é bom (para o governo) a gente divulga e o que não presta a gente esconde…
Isto valeu para o ministro, o cargo. Mas, quantas vezes isto não ocorreu na história política do Brasil? Isto se deve em grande parte à falta de democracia na economia brasileira, onde o centralismo é a regra.
O governo Lula agravou tal fato e vai transmitir o poder ao novo presidente um Brasil mais "amarrado" ainda.
Além do Estado continuar "mandando" nos dados, importantes e cruciais para o desempenho da economia como um todo, pequenos grupos continuarão a impor ao país políticas que interessam apenas a eles, entravando a distribuição de riqueza e o desenvolvimento como um todo.
- A "estatal" Petrobras que recentemente adquiriu a Usina Santa Elisa de açúcar e álcool (!) vai continuar monopolizando o setor de combustíveis da produção à distribuição;
- cinco ou seis empreiteiras continuarão ditando regras para o setor de distribuição de energia elétrica e beneficiárias de contratos milionários para construção de hidrelétricas e com multas astronômicas para sua rescisão.
O mesmo irá repetir-se no setor de química fina, comunicações, mineração e muitas outras, deixando o novo governo, seja lá quem for o presidente, atados de mãos e pés e sem muitas opções.
Lula se vai, mas garantimos que será sempre lembrado, pois deixará um esquema amarradinho pelo menos até dois mil e vinte, que não permitirá que dele se esqueçam.
Luiz Bosco Sardinha Machado
                                                                                 A ERA DELLE 2

 
http://abrasadosardinha.files.wordpress.com/2010/05/colunadosardinha1.jpg

No decorrer dos tempos o homem foi medido pela capacidade de produzir bens, serviços e valores. Compreendendo-se nestes últimos, não só os valores materiais, como também os éticos, morais e espirituais.
Perigosamente, o século XXI está sendo marcado pelo consumismo desenfreado e o objetivo maior passou a ser a acumulação de valores puramente materiais que o dinheiro permite comprar. Isto trouxe um achatamento na renda do cidadãos, que aumentou o fosso existente entre os mais ricos e os mais pobres. Isso é fácil de ser entendido se pensarmos que o mercado é correntemente dividido em formal, informal e invisível.

O mercado formal e informal aparecem nas estatísticas oficiais e servem como modelos para determinar, por exemplo, o cálculo do Produto Interno Bruto, da renda per capita, do Índice de Desenvolvimento Humano e assim por diante.

Por isto o mesmo os governos em geral, sem visão do conjunto da obra, emprestam grande valor apenas aos mercados formais e informais, no que são acompanhados pelos organismos internacionais como a ONU e o FMI.
Já ao mercado invisível não se confere grande importância, o que é um grande equívoco. Há anos atrás economistas diziam que a produção de bens e serviços pelo mercado invisível equivaleria ao Produto Interno Bruto, só não aparecendo nas estatísticas por não transitarem pelas vias normais do mercado e onde o dinheiro nem sempre é a moeda de troca. No mercado invisível impera a ordem de que "a necessidade é sempre a mãe da invenção".

Seria interessante ter números, ainda que relativos, para saber-se quanto movimentava o mercado invisível antes da era Lula e depois Delle. Isto porquê, após eleito o petista apressou-se em criar programas assistencialistas (tipo Bolsa Família), que preocuparam-se em distribuir dinheiro a torto e a direito, sem exigir contrapartida dos beneficiários, que acomodaram-se e contentaram-se com os caraminguás que lhes são destinados.

Em outras palavras, ilude-se o beneficiário de tais programas, dando-lhes alguns vintém que não suprem as suas necessidades, mas que abortam o seu poder de invenção. Um exemplo bem simples: Tião tinha um emprego formal, que não lhe rendia o suficiente para viver com seus "n" filhos.

Complementava sua renda com uma horta, criava galinhas, prestava serviços para os vizinhos, enfim "se virava". No mercado invisível faturava mais do que no mercado formal.

Com o advento dos diversos programas assistencialistas, Tião parou de "inventar" e também de trabalhar e produzir mais e também passou a ganhar menos. Só que pelas estatísticas do governo, formalmente, a renda de Tião aumentou, graças ao Bolsa não-sei-o-quê e assim ele passou a fazer parte dos tem que poder de consumir bens geralmente desnecessários.

Assim, como Tião milhões de brasileiros abdicaram da capacidade de criar e produzir, graças aos programas assistencialistas governamentais, o que deve ter provocado um rombo nas contas do mercado invisível e uma queda sensível na qualidade de vida do povo em geral.

Casos como o das costureiras do Ceará, cerca de duzentos e cinqüenta, que foram capacitadas pelo SEBRAE em convênio com as indústrias do setor e que não aceitaram o emprego formal, pois perderiam a Bolsa Família, são críveis e incríveis e espelham a mentalidade que o governo incumbiu-se de implantar no povo mais humilde.

Não trabalhe, não produza que o governo supre é a ordem. Estamos com isso criando uma horda de indiferentes, que não conhecem a cultura do trabalho, cujas conseqüências futuras ninguém pode prever. Seguramente, não serão as melhores.

O futuro governo, que virá depois da Era Delle, terá que administrar esta incrível herança maldita, que trará para o país problemas de toda ordem, tanto econômico-financeiros como até criminais e policiais.
Luiz Bosco Sardinha Machado

http://abrasadosardinha.files.wordpress.com/2010/05/coluna.jpg
  A ERA DELLE
Em homenagem ao 22 de abril, dia do descobrimento de nossa pátria amada salve, salve! resolvemos fazer uma projeção do futuro deste país.


Tão a gosto dos petistas vamos dividir este país em duas eras: Antes de Lula (A. Delê) e Depois dele (D. Delê). Mas aos apressadinhos recomendamos calma. Isto porquê não iremos fazer comparação entre este governo e o de FHC, portanto o ADelê não vai interessar muito, afinal ambos tem mais pontos em comum do que divergentes.
Apenas para exemplificar: FHC criou o Plano Real (na verdade, não foi ele, mas sim, Itamar Franco, sendo seu ministro da Fazenda, Ciro Gomes), Lula criou o país virtual dentro de um Plano Irreal.
Mas isto não interessa, o passado pertence à História.
Há pouco menos de oito meses da entrega da rapadura do poder, já está mais do que na hora de fazermos um apanhado sucinto ainda que muito modesto do que será o legado de Lula e o futuro que nos espera.
Assim, pegamos aleatoriamente alguns temas que iremos analisar, totalmente despidos de paixões, para pelo menos vislumbrar o que nos espera a partir de 2.011 e como o futuro presidente irá receber este país.
Comecemos pela Economia, pois o bolso é o órgão mais sensível do homem.
Carregando um imenso déficit público, que deve beirar a casa do um trilhão e oitocentos bilhões de dólares, o governo Lula, quando se viu liberto das garras do FMI, afrouxou a política fiscal em vigor e a partir de dezembro de 2.008, abandonou as rígidas metas de obtenção de superávit primário, necessárias para o pagamento dos juros da dívida e começou a sacar a descoberto. E o pior, idealizou projetos, despesas e isenções de impostos, que irão prolongar-se pela década toda, complicando em demasia a vida de seus sucessores.
O déficit público é tal e qual uma armadilha e uma bomba de efeito retardado, que o governo vai empurrando com a barriga, refinanciando-o com o saldo da balança comercial, que a médio prazo agrava ainda mais o déficit, com a entrada de capital especulativo, ou ainda com o refinanciamento puro e simples à taxa SELIC e também com a captação de recursos, que o governo havia abandonado e agora retoma, por nítidas imposições eleitorais.
A situação por enquanto está tranqüila, mas o mercado está de olho na Grécia, também em Portugal e porque não, Argentina. Qualquer deslize, as fontes podem secar e o governo ver-se-á a braços com uma revisão de expectativas, que podem espantar a aparente tranqüilidade.
No entanto, o que está preocupando os analistas é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Criado para fomentar a indústria e o comércio em projetos específicos, o Banco tinha no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) sua fonte de recursos.
O governo Lula alterou os estatutos do Banco, revisando as áreas em que poderia atuar e as fontes de financiamento, abrindo os cofres do Tesouro Nacional aos financiamentos de muito longo prazo para projetos de demorada maturação.
Assim, o Banco financiou socorro à Petrobras, no início da crise econômica, hidrelétricas do Madeira e mais recentemente, anunciou linhas de crédito para a controvertida Usina de Belo Monte.
O Banco deixou de ser social, passando a ser essencialmente financeiro, estando com seu orçamento comprometido para os próximos dez anos, deixando a indústria, principalmente a pequena, sem uma das principais fontes para sua expansão e pior que isso, comprometeu o Tesouro Nacional.
O quadro que desenha-se para o próximo governo, é dos mais negros, principalmente lembrando-se que teremos a complicação de uma Copa do Mundo em 2.014 que exigirá milionários investimentos e absurdas isenções de impostos exigidas pela FIFA.
A era D.Delê vai encontrar um país comprometido até o ultimo fio de cabelo, que vai exigir do futuro presidente, seja lá quem for, muito mais do que um mero e improvável "milagre econômico", difícil de acontecer.
Luiz Bosco Sardinha Machado, jornalista, MTE 58114/SP


sábado, 3 de julho de 2010

AMIZADE

Ao Grande Guerreiro Sardinha!...
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEia9UuXUJT22XIMsxPIZYLBH8_jFrutt3X-LypW8ZpjRgLi4dyujI9LyeduMWFWgEn_taIlubkSBN94BBdeKowVgX407xjA0hpV17pvYzPJXFqtGErX4Ux6EC5xDbtiSe65KduDDcQco-Qn/s320/amigos-1211.jpg

Somos inquilinos por aqui. Contrato com prazo de validade e sem direito à renovação.
Estada rápida. Composta de duas opções.
A Primeira:
- Sentar confortavelmente na arquibancada da acomodação. Nada de bom acrescentar e dedicar o escasso tempo a esperar que alguém resolva os problemas por nós.
A Segunda:
- Indignar-se e ir a luta. Com a convicção de não poder fazer muito pouco. Sem nunca deixar esse pouco por fazer.
Voce meu camarada escolheu a segunda e é um grande exemplo.
Hoje se encontra enfermo... Normal.
O contrato de locação tem a cláusula que fala de paradas circunstanciais, para recalibrar a máquina.
Sei que logo estará de volta.
Ve se não demora e se cuida...
Em tempo: Aproveita o tempo de recuperação para relaxar e ler Feliz Natal em Agosto, seu relaxado!...rsrs

         Grande abraço
             Romário Oliveira




Foi melhor assim! Obrigado, Holanda!


Foi melhor assim!
Obrigado, Holanda!

(Saiba por que foi melhor assim e o que
de fato derrotou o Brasil no jogo de hoje)


Por mil razões que vou expor mais adiante, foi melhor o Brasil ter sido eliminado hoje. Primeiro, vou às razões da derrota de hoje, todas elas previstas em textos que enviei a todos às vésperas da Copa. A mais decisiva das razões foi o excesso de confiança que o time adquiriu no primeiro tempo. Ao final da etapa inicial, os jogadores foram para o vestiário com a certeza de que iriam golear e que o futebol que apresentavam era o de campeão do mundo. Isto é, de que estava fácil demais. Por isso, voltaram relaxados e desconcentrados, com certezas demais na cabeça: a velha ilusão do "já ganhei". Ou seja, não estavam preparados emocionalmente para nenhum revés.

Também haviam se esquecido de um detalhe importante: tinham perdido a chance de matar o jogo no primeiro tempo, como bem disse Falcão, da Globo. E mais: ainda não confirmei, mas acho que Dunga deve ter orientado o time para se acalmar um pouco na segunda etapa e ser mais cuidadoso. Algo do tipo: "Deixem que eles se abram, faremos mais gols nos contra-ataques, sem corrermos riscos". Só que a habilidosa Holanda foi pra cima, e quando a Seleção abriu os olhos já era tarde. Era um jogo que poderia ter sido nosso e que não foi.